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AS PEQUENAS GRANDE COISAS

[domingo, 10 de Outubro de 2004]

• «Les Maladies de la Mémoire», «La Mémoire comme fait biologique» (Capitre premier, 1-51)
• Th. Ribot , Librairie Félix Alcan, Paris, 1924

A partir do momento em que se fala de «memória da célula» (ou mesmo de inteligência da célula) temos uma pista apontada para a viragem de paradigma.
O psicologismo (e o seu sequente psicomoralismo) em que vive mergulhada a ciência analítica que se dedica a esmiuçar o chamado «psíquico», relativiza-se e, a tal ponto, que acaba por desaparecer do horizonte do estudioso que visa essencialmente o estudo das energias e respectivas sinergias.
O continuum energético - ou ki, ou chi na nomenclatura chinesa tradicional - , vai ocupar o espaço (e a nomenclatura) antes dominado pela psicologia analítica , transformada em psicosomática num dos momentos em que percebeu o seu próprio vazio. «Memória da célula» é um bom exemplo: abre a nomenclatura «noológica » que o paradigma pós-apocalíptico necessita.
Falando de «informação» em biologia , estamos a falar da ciência de um futuro muito próximo, a que podemos chamar, para simplificar, «ciência alargada», como lhe chama Etienne Guillé para apaziguar os neuróticos do actual paradigma, totalmente totalitário e esse é o impasse a que chegámos e para que temos de encontrar saídas alternativas.
Face ao tempo-e-mundo , de catástrofe generalizada, a saída alternativa é uma questão de vida ou de morte. Tão simples como isso. E tão inevitável.
Um postulado simples e fundamental, relembrado por Etienne Guillé como uma banalidade, é o que ele visualiza na imagem de um livro, o livro do ADN: nesse livro do ADN está toda a «informação» (bioinformação) passada, presente e futura-.
Mais uma «banalidade» que pode alterar o rumo de catástrofe deste tempo-e-mundo.
Remeter para essa «enciclopédia » da vida o nosso magistério de sabedoria, será uma banalidade mas assegurar a sobrevivência da espécie , se o método mais correcto de abordagem for o escolhido.
Quem escolhe uma «opção» espiritual tem essa pequena/grande responsabilidade.
O próximo paradigma será feito dessas pequenas/grandes coisas?
domingo, 10 de Outubro de 2004

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Última modificação: 22/06/07