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domingo, 15 de Outubro de 2006

O ADN A TRABALHAR

E EU A DESCANSAR

Voltando a um teu mail de 5 de Outubro, onde dizes:

«É claro que existem organizações às quais a herança do Egipto e das «mensagens da eternidade» preenchem temas de estudo. Basta lembrarmo-nos da chamada «Antropologia Gnóstica», ou do «Lectorium Rosacruciano» (existirão muitas mais).

Mas avançar por essa via (de estudo no interior dessas organizações), se bem que possa ter vantagens iniciais, numa certa arrumação do pensamento, tem sérias desvantagens a média prazo. Entre as maiores, destaco três:

- normalmente a subserviência ao «Mestre» ou «Presidente» ou «Fundador» dessas organizações, uma espécie de vassalagem psicológica, às vezes a um quase-deus, uma espécie de «enviado»;

- ligado ao ponto anterior, a presença à organização não raras vezes acarreta a participação numa série de rituais, de iniciações... no fundo de poeira psicológica para perpetuar e vassalagem;

por último, a certo ponto penso que esses conhecimento estagnam e, digamos, «enquistam», se é que existe o termo, exactamente devido ao carácter fechado dessas organizações. »

 

Esta dificuldade que sugeres neste teu mail de 5 de Outubro de 2006, tem muita razão de ser.

Perante os vários sistemas (métodos) de iniciação que nos foram legados e que são, em princípio, versões do mesmo legado original, atlante, M U ou ovnis;

Perante os vários legados «suspeitos» de reproduzir essa herança original (das origens) , teremos de saber qual deles se aproxima mais do autêntico e, também ou portanto, qual serve melhor ao paradigma cósmico da Era de Aquário.

(Era de Aquário, neste contexto, seria sinónimo de Segunda Idade de Ouro.)

Por muitos ovnis que nos visitem (e continuam visitando, graças a Deus), não teremos provavelmente a chance de eles repetirem a sementeira que deu lugar à civilização M U e Atlante.

5 legados se enfileiram como candidatos à melhor recriação da herança ou sabedoria original:

legado egípcio [link

legado maya [link

legado taoísta[

legado kaballah[

legado tibetano[

legado xamânico[

O legado egípcio já deveria ocupar o primeiro lugar na lista mas «O Olho de Hórus» - a fabulosa série do Canal Infinito na TV Cabo - , confirma, numa fabulosa síntese, aquilo que poderia ainda estar em dúvida: a ascendência directa dos atlantes na civilização egípcia.

Não se insinua , apenas, como tantas vezes se faz, mas afirma-se com certeza, rigor e argumentos coerentes: Egipto recria a sabedoria original, venha ela de ovnis, atlante ou M U.

+

No caso dos tibetanos, a maior decepção surgiu, para mim, com «O Livro Tibetano da Vida e da Morte», de um senhor chamado Sogyal Rinpoche (ed. Prefácio, Lisboa, 2001), onde a insistência no mental me fez atirar com o livro: conseguiu irritar-me, bom Deus!

Do que precisamos para aprender a ultrapassar este tempo-e-mundo- em que estamos é de sínteses, de sinopses simples e não de tratados complicados sobre técnicas complicadas de ganhar uma complicada eternidade (ou nem isso).

No fim de contas, poderá ser tudo uma grande chatice.

No fim de contas, o que foi para mim uma grande esperança – o método iniciático de Etienne Guillé – conduz ao mesmo sistema de hipercomplicação. Ou seja: o método de iniciação acaba por ser só para ...iniciados, o que acaba por ser uma graçola de mau gosto.

Não há pachorra: a minha démarche (de que o projecto Alexandria 2012 é uma peça-chave) é que a iniciação seja uma coisa tão simples, tão óbvia, tão natural, tão necessária como respirar ou dormir.

Quando digo o ADN a trabalhar e eu a descansar é isso mesmo que quero dizer: defino, de fporma sorridente mas nem sequer irónica, a minha démarche, a démarche que procuro, face à contagem decrescente que é a nossa e a do mundo global.

Deste ponto de vista , o Greg Braden , com o seu «O Código de Deus» (ed. Estrela Polar, Lisboa, 2006) foi (está sendo ) outra decepção.

Desemboca na complicação das complicações – a Kabballah – e deixa-me novamente furioso.

Tudo isso – Kabballah e restantes legados – serão matéria de estudo para as escolas normais do projecto 2012, antes e depois do 23 de Dezembro.

É o legado papelífero que pretendo legar.

Mas, para já, com 73 anos, sou dos que já não têm tempo a perder com «especializações» do tipo Kabballah para onde o senhor Gregg Braden remete. Com a melhor das intenções, estou certo.

 

 

 deste web site.
Última modificação: 22/06/07