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1-7 <lavier-md-1-2>sexta-feira,
7 de Novembro de 2003
<lavier-1-ls> sábado, 12 de Outubro de 2002 – obviamente editável com urgência
em leituras selectas apontando para pesquisa net
10485 caracteres - 5 páginas - <lavier-1> - leituras de noologia -
11.648 bytes <lavier-1>
IDEOGRAMA A IDEOGRAMA
ATÉ À IDADE DE OURO
E AO PERDIDO CONTINENTE MU
17-11-1984
Paço de Arcos, 1 /11/ 1996 - Um paleógrafo tem sempre alguma coisa de
interessante para nos dizer, para nos decifrar. E quanto mais antigo for o
código, o texto, a cifra, a inscrição, o símbolo, melhor.
Especializado em decifrar textos cifrados, inscrições, palavras, letras,
símbolos, ideogramas, o paleógrafo é um auxiliar precioso de uma das 12 ciências
sagradas - a Alfabetologia. E se for um encarregado do curso de Paleografia
Chinesa , na Universidade de Montpellier, ainda melhor. Tem todo o peso
institucional que um «chargé» implica . Mesmo quando se trata de ciências
sagradas, convém estar de bem com as beneméritas instituições profanas.
É o que vamos encontrar em J.A. Lavier, especialista em Sinologia, especialista
em Bionergética Proto-chinesa e, melhor ainda, especialista em Paleografia
Proto-chinesa. Ele está à vontade dos dois lados: na ciência profana e na
ciência sagrada. Vai às fontes, às raízes, antes da confusão babélica. Apanha os
símbolos antes de eles serem degradados por tradutores/traidores, escribas pouco
escrupulosos, comentadores/ruminadores, intermediários de toda a ordem.
Aproveitemos do seu meticuloso trabalho, feito com chinesa paciência. É um
regalo seguir a sequência de símbolos apresentados por J.A. Lavier, em «Bio-Énergétique
Chinoise» , Ed. Maloine, Paris, 1976/1983. E, com o pêndulo de radiestesia,
aproveitar esse banho de vibrações primordiais que os ideogramas por ele
decifrados certamente contêm.
Os opostos - A decifração de símbolos tem muito a ver com alguns opostos
significantes do tipo:
sedentário/nómada
Norte/Sul
Este/Oeste
pai/mãe
Rio Amarelo/Rio Azul
poder espiritual (qualitativo)/ poder material (quantitativo) nomeadamente em
livro onde se esmiuça uma bioenergética toda ela baseada no binário yin-yang.
Binário, não. O senhor J.A. Lavier, com o peso da sua autoridade académica,
insurge-se contra esse hábito degradante de considerar o yin- yang um binário.
Não senhor, assegura ele, até o especialista em sinologia, Marcel Grasset, meteu
a pata na poça. A página 31, Lavier argumenta:
«Yang e Yin não podem ser concebidos separadamente um do outro. Dizer Yin-Yang é
exprimir necessariamente um ternário, no qual o traço de união toma um notável
valor.»
Para Lavier e sua minúcia caligráfica de paleógrafo, a obra clássica de Marcel
Grasset «La Pensée Chinoise» começa por um erro, porque considera Yang e Yin um
binário, o que é, para Lavier, uma pura impossibilidade: « É só a partir do
Ternário que se pode falar de manifestação.»
Ocorrrências unitárias - Mas J.A. Lavier não é só perito em ocorrências
binárias. Ele regista, com particular acuidade, ocorrências unitárias
relevantes, ou seja, ocorrências (ainda) sem oposto conhecido.
Como por exemplo:
a) Os protochineses foram um povo «solar» como os primeiros egípcios e os Maias,
e construíram pirâmides, símbolos indissociáveis do Sol, atrás do qual aparece a
unidade criadora
b) A tradição protochinesa falava do homem Primordial, ou Homem Perfeito, cujos
sucessores perderam, a pouco e pouco, as qualidades e capacidades, o que é
conhecido como «queda do homem» comum a todas as tradições.
c) A Bíblia judaico-cristã «coloca a era dos gigantes imediatamente antes do
Dilúvio, ou o Dilúvio imediatamente depois da Era dos Gigantes» - diz A.J.
Lavier
d) Com base nestes pressupostos alegadamente encontrados no que Lavier chama os
protochineses, verificam-se 2 outras notícias interligadas relevantes:
dd) O gigante Kong Kong teria feito oscilar (!!!) a Terra, elevando-a a Leste (Himalaia)
e afundando-a no Oceano a Leste.
ddd) Este afundamento teria sido o Dilúvio e teria sido o afundamento do
Continente Mu (Mou) conforme a tese de James Churchward que J.A. Lavier
perfilha. ( Ver « O Continente Perdido de Mu», James Churchward, Ed. Hemus, São
Paulo, 1972)
Sem esquecer que é paleógrafo, ele levanta então um problema de vogal a mais ou
vogal a menos na palavra Mu.
«Com efeito - escreve ele, com a pertinácia irresistível que o caracteriza - se
se estabelecer uma lista de caracteres chineses que se pronunciam Mou em
francês, levando em conta os caracteres implicados pela pronúncia derivada Mwo,
encontra-se uma lista interminável de significados que o Mu, Mou ou Mwo quer
dizer:
matriz
modelo
amar (querer)
túmulo
sepultura
velhice
tarde
declínio
fim
mãe
princípio
fundamento
mergulhar
mestre
magestade
dignidade
afecção
harmonia
concórdia
deserto
obscuridade
silêncio
miséria
calamidade
doença
encobrir
etc
Desta lista - heterogénea demais para se lhe encontrar assim um fio condutor tão
patente - retira , no entanto, Lavier uma ilação algo abusiva, perguntando:
«Não estará aí, em qualquer hipótese, uma evidente alusão à Terra-mãe de Mou e
ao seu desaparecimento catastrófico?»
Como assim, senhor Lavier?
Quanto à lista que ele considera tão significativa, sublinho com regosijo:
Afinal, não é só o sr. Afonso Cautela que gosta de listas. O sr. Lavier também.
Toda a história de Mu num só ideograma - Outra vez dentro da sua especialidade -
a paleografia chinesa - J.A. Lavier aparece muito mais convincente quando nos
diz que um determinado ideograma (dos muitos que ele genialmente descodifica e
que fazem deste livro uma verdadeira obra-prima das ciências sagradas)
significando Hai acaba por ser decifrável « se aceitarmos a tese do continente
tragado de Mou» e que tudo, nesse ideograma, « se torna límpido: a água e o mar
que cobre uma mulher».
Ou seja, segundo Lavier, esse ideograma (que poderão ver na página 15 da obra)
conteria a história admiravelmente resumida do continente desaparecido, origem
presumível das civilizações periféricas do Pacífico, de que os protochineses -
conforme ele lhes chama - seriam uma delas.
Com esta ousadia de paleógrafo, é de admitir que toda a gente se faça militante
de Lavier e da Paleografia, pelo menos os que adoram teses ousadas e
maravilhosas, que nos remetem para a (nossa) Idade de Ouro.
Defendidas então por um austero decifrador de códigos - insuspeito de gostar de
literatura de ficção - é irresistível.
Como irresistível é a sua tese sobre os povos de conquistadores (Mongóis, Turcos
e outros abutres da época) que teriam ocupado e tentado dizimar os protochineses.
Significativa e muito elucidativa é a lista de ocorrências que, a partir dessa
conquista, Lavier atribui ao invasor:
tortura
massacres
poligamia
eunucos
astronomia zodiacal
calendário lunar
panteão de deuses sangrentos
Desta vez a lista é capaz mesmo de ser homogénea...
Os jornalistas de ontem - Sinal de uma cruel decadência , para Lavier, é o
comportamento dos escribas, que não se ensaiavam nada - tal como os jornalistas
de hoje - em fazer falsas grafias dos textos e caracteres que lhes competia
preservar.
É o que torna o livro de Lavier um livro-chave em Noologia: ele realiza, com
paciência de paleógrafo, a decifração, ideograma a ideograma, de tudo o que
constitui a primordial linguagem dos símbolos protochineses, directamente
herdados dos deuses de Mu ou Mou.
Quando falamos de emocionante, fascinante e maravilhoso das 12 ciências sagradas
é evidentemente disto que falamos: chegar ao continente perdido de Mu e à
respectiva Idade de Ouro, ideograma a ideograma.
Taoísmo deu Zen - Encontramos em J.A. Lavier a explicação histórica de o Taoísmo
ter sido chamado Zen, como acontece, por exemplo, em Jorge Oshawa: «Seguindo as
pisadas dos turcos, o budismo entrou na China cerca do ano 400. Esta doutrina
foi interdita no século IX, pelas suas tendências igualitárias, mas teve tempo
de digerir o taoísmo que se transformou em Chan, mais conhecido pelo nome
japonês Zen.»
É o que diz J.A. Lavier, página 21 da sua magnífica obra «Bio-Energétique
Chinoise».
Reino Hominal - Todo o capítulo II - «Entre Céu e Terra» - do livro de Lavier é
uma magnífica introdução à Noologia.
Na impossibilidade de o traduzir na íntegra, assinala-se aqui o que ele nos diz
da questão de fundo:
Onde está afinal a Idade de Ouro? Já foi ou irá ser?
Chamando hipótese à tese darwinista/evolucionista, lembra que as tradições são
unânimes em 2 pontos precisos:
a) A grandeza do antepassado face à degradação do homem actual
b) A ligação desse antepassado a uma qualquer linha animal.
E cita Antoine Fabre-d'Olivet, que estudou a fundo a história filosófica (a
história noológica) do género humano:
«Os filósofos, naturalistas ou físicos, que fecharam o homem na classe dos
animais cometeram um enorme erro. Enganados pelas suas observações, pelas suas
frívolas experiências, eles negligenciaram consultar a voz dos séculos, as
tradições de todos os povos. Se tivessem aberto os livros sagrados mais antigos
do mundo, chineses, hindus, hebreus ou persas, teriam visto que o reino animal
existia antes do homem.
Quando o homem apareceu sobre a cena do universo, formou só por si, um 4º reino,
o Reino Hominal.
Este reino é chamado P'an Kou pelos chineses
Pourou pelos brâmanes
Kai-Omordz ou Meschia pelos sectários de Zoroastro
e Adam pelos hebreus.»
Fabre d'Olivet explica:
«É preciso entender por Adam , não um homem em particular mas o Homem em geral,
o homem universal, o género humano inteiro, o Reino Hominal, enfim.»
Lavier termina em apoteose este capítulo fundamental em Noologia :
«A consequência mais evidente desta «queda» do homem que todas as tradições sem
excepção descrevem, deste envelhecimento da humanidade, consiste em uma
esclerose que extingue certas funções e atributos que o antepassado normalmente
possuía. No venerável clássico «Nei Tching Sou Wen» , o imperador Amarelo
confirma:
«Os nossos antepassados eram gentes extraordinárias: viviam durante centenas de
anos, nunca estavam doentes, sabiam deslocar-se no espaço com meios que nós não
temos, viam e ouviam coisas que nós não vemos nem ouvimos. A humanidade teria
perdido alguma coisa?» - pergunta ironicamennte Lavier:
«Toda a aparelhagem dos nossos engenheiros (...) é profética na medida em que
tende a substituir funções que o homem perdeu no decorrer do seu
envelhecimento.»
Telepatia
Vidência
Telequinésia
Levitação
seriam alguns dos poderes perdidos pelo homem da queda.»
Um desafio final:
«O médico encontrará no ponto de vista tradicional a explicação das doenças
degenerativas e porque estas doenças se manifestam em pessoas cada vez mais
jovens.»
Paço de Arcos, 1/11/1996
+
1-4 <84-11-17-ls> leituras do afonso - sexta-feira, 11 de Abril de 2003-novo
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<lavier-2-ls> quarta-feira, 1 de Janeiro de 2003-scan
ENTRE DOIS UNIVERSOS
– ELEMENTOS SUBTIS DA MATÉRIA(*)
[«Crónica do Planeta Terra», «A Capital», 17-11-1984]
A ciência dos oligoelementos vem provar, em termos de ciência bioquímica
ocidental, as relações profundas que o yoga, a acupunctura e todas as práticas
orientais de autognose sempre sustentaram entre psíquico e somático. É através
dos oligoelementos que se faz a passagem do físico e orgânico para as vibrações
mais subtis (espiritual?).
Na fronteira entre o material e o imaterial, o corpo e o espírito, o orgânico e
o inorgânico, o céu e a terra, a ciência positiva e a tradição esotérica, os
oligoelemen¬tos constituem uma lição exem¬plar em vários sentidos.
São uma evidência, mas tão dificilmente mensurável pelos instrumentos da
tecnologia ocidental, tão irredutível ao raciocínio do cálculo matemático, que
perma¬neceram praticamente ignorados da ciência positiva que apenas sabe medir,
pesar, calcular.
O imponderável dos oligoele¬memos condena automaticamente uma mentalidade e um
sistema da raciocínio que mede a importância das coisas pelo tamanho, pelo peso,
ou pela sua tradução comercial em cifras.
Como é que meia dúzia de microelementos de peso insignificante, intocáveis pelos
cinco sentidos, podem entrar na contabilidade básica dos seres vivos e serem um
caso de vida ou de morte para eles?
O cepticismo da ciência positi¬va não deixa de fazer perguntas como esta que só
revelam afinal a irredutibilidade entre dois sistemas culturais, a civilização
(tradicional) e a barbárie (actual) .
ONZE MIL ANOS DE BIOENERGIA
Não é só a frigorificação dos alimentos que a ciência dos oligoelementos põe em
causa.
Tão prejudicial para a saúde humana como a desmagnetização dos alimentos
frigorificados, é a entrada no organismo de substâncias - como os medicamentos
que directamente o des¬magnetizam, bloqueiem ou neu¬tralizam a sua carga
eléctrica.
E os cientistas não negam nem desdenham o que a medicina Tradicional chinesa
sabe há 11 mil anos: o ser humano é também um corpo energético
Não se tem falado nada de po¬luição eléctrica no ambiente – cabos de alta tensão
sobre as casas, por exemplo embora se fale tanto e tão demagogicamente de
poluições. Mas essa poluição eléctrica da alta tensão contribui para a perda de
carga eléctrica no organismo e se a ciência médica ocidental nunca deu
impor¬tância à energia, isso não quer dizer que a bioenergética chinesa não
exista há pelo menos 11 mil anos, a provar a sua importância.
Esta é outra razão, bem óbvia, pela qual os oligoelementos são tema polémico ou
desafio aos fundamentos da sociedade industrial, toda ela vocacionada para matar
a vida e fomentar o cancro
A ciência dos Oligoelementos coloca em relevo o terreno ener¬gético do organismo
e em termos de ciência ocidental vem dar total razão à tradição médica taoista
dos protochineses como lhe chama Lavier, com cerca de 11 mil anos de
ininterrupta vigência, segundo ele.
Se as correntes da naturopatia clássica, puseram em relevo a importância
civilizacional dos oli¬goelementos e se alguns dos in¬vestigadores que mais
aprofun¬daram a bioquímica dos oligoele¬mentos se colocavam no campo das
medicinas paralelas, deverá, no entanto, referir se que nunca deram o passo
decisivo para o invisível, nunca atravessaram a fronteira entre o somático e o
psíquico que a bioquímica dos oligoelemenlos secretamente guarda.
A primeira ciência oriental a traduzir, para os ocidentais, a relação química de
alguns oligo¬elementos em termos energeti¬cos de yin yang foi a macrobiótica
ensinada por Jorge Oshawa.
É o caso das relações sódio potássio, que a ciência macrobióti¬ca traduz no
alimento ideal o arroz integral sob o ponto de vista do equilibrio PH do sangue.
Outro caso exemplificativo da relação que a bioquímica dos oligoelementos pode
estabelecer entre ciência oriental (esotérica) e ciência ocidental (positiva) é
dado pela farmacopeia chinesa, em que os produtos vegeteis, as plantas
medicinais, enfim, a fito¬terapia naturopática se converte numa autêntica
matemática de energias, traduzidas sensorialmente em termos de aromas, vibrações
a que a ciência positiva ou empírica chama gostos e odores.
Mas quando falamos de odo¬res e gostos( tal como quando falamos de cores) já
estamos a falar do mundo vibratório, energético, subtil. O livro de Ives
Reque¬na sobre fitoterapia e acupunctura (Ed Maloine, Paris) é obra técnica
fundamental que recria a técnica poderosa das plantas medicinais aplicadas aos
pontos de acupunctura e respectiva lei dos 5 elementos.
Ao lado desta aplicação ener¬gética dos elementos subtis, é justo reconhecer que
a fitoterapia ensinada pela naturopatia se revela bastante tosca e empírica.
Ao lado da medicina energética yin yang., todas as outras medicinas são
primitivas, toscas, empíricas.
CONTROLAR AS DOSES
A ciência dos oligoelementos põe em revelo outro aspecto típico da mentalidade
ocidental.
Incapaz de compreender e controlar espontaneamente o equilíbrio «yin-yang» da
matéria, a ciência defronta-se com a ambiguidade ou ambivalência dos
oligoelementos que, em certas doses, são mortais e em doses menores são
essenciais à vida
Em qualquer dos casos extre¬mos, a manipulação que se faça no consumo de
oligoelementos é sempre perigosa. Os alimentos existem e são necessários à vida
queira a ciência ou não - exactamente porque têm os ele¬mentos na dosagem
equilibrada necessária. Se a humanidade come alimentos em vez de pedras, não é
com certeza, por acaso.
Por isso é risível pretender re¬produzir em laboratório as doses segundo as
quais a natureza já distribuiu os elementos que tornam os alimentos vitais e
essen¬ciais à vida, em vez de produtos mortíferos.
Os textos em que os bioquímicos tentam explicar a relação en¬tre os bioelementos,
classificam esta relação de «complexa». «Os tratamentos com sais de cálcio são
de manejo delicado e competem exclusivamente ao médico», pode ler se, por
exemplo, em J. P. Varnel, especialista em Oligoe¬lementos.
Entretanto, a visão meramente analítica não consegue abranger a dinâmica das
inter relações entre elementos e isso é perceptível entre o incremento que a
bioquí¬mica tem tido e a sua escassa aplicação na prática alimentar.
A metodologia ensinada pela energética yin yang revela, nesta conjuntura, a sua
maior eficácia e rigor. A abordagem global do yin yang está mais de acor¬do com
o fenómeno vivo, também ele global!
Mais importante do que minuciosas análises em que se comprazem os bioquímicos e
alguns regimes dietéticos insensatos. é este conselho prático que todos deverão
adoptar, inde¬pendentemente do regime alimen¬tar seguido: «Pelo seguro, a
alimentação deve ser variada e con¬ter o maior número de ingredientes
diferentes.»
De contrário, o consumidor arrisca se a ter carências.
CARÊNCIAS ALIMEN¬TARES: O VICIOSO CICLO VICIOSO
Os consumos essenciais do homem – ar, água e alimento encontram se, na maior
parte, desprovidos da sua carga energé¬tica fundamental e portanto dos elementos
que estruturam a vida, devido principalmente aos produtos químicos (metais
pesados) que a poluição industrial espalhou no ambiente
Sem os biolementos funda¬mentais à construção e manuten¬ção da célula viva, o
ser humano perde defesas imunitárias natu¬rais, entra em estado agudo ou crónico
de carência, contrai as mais variadas doenças, acaba por ser encurralado no
círculo vicioso dos produtos químicos, que provocam carências e dos medicamentos
(químicos também) receitados para as doenças que re¬sultam dessas carências.
Concretizando, são várias as causas que na sociedade indus¬trial contribuem pare
destruir no ambiente ar, água a alimento os oligoelementos naturais e privar
deles o consumidor dos produtos mais importantes: adu¬bos químicos nos solos,
pestici¬das , aditivos (antibióticos, hormo¬nas) nas rações para o gado,
refinação do sal, dos cereais básicos, dos óleos e até do açúcar, poluição
química por metais pe¬sados que varrem do ambiente os metais leves (bioelementos),
me¬dicamentos que deixam resíduos de metais pesados, são algumas causas que
podem apontar se.
Quanto aos produtos alimenta¬res, a industrialização maciça, a conservação
química, o arma¬zenamento prolongado, a frigorificação que retira carga
eléctrica, são outras tantas causas a somar às anteriores.
Perante este quadro, que mais parece uma fabrica de produzir doenças, é de
admirar que ainda hoje haja gente viva, não sendo difícil avaliar da importância
que na sociedade moderna assumem os oligoelementos ou elementos essenciais à
vida
HOMEM MODERNO: PILHA DESCARREGADA
Se para a fisiologia moderna o homem é essencialmente uma caldeira máquina de
queimar calorias na perspectiva ener¬gética mais antiga, que remonta aos
chineses de 8.000 anos a.C., o homem é mais semelhante a uma pilha. com dois
polos Céu e Terra e que pode estar mais ou menos carregada. Quando se descarrega
totalmente, pifou.
O homem moderno, por todos os motivos já enunciados e alguns mais que se
poderiam ci¬tar, encontra se quase totalmente descarregado.
Vemos com esta metáfora a importância para a saúde dos oli¬goelementos
ionizados, quer dizer, carregados da carga eléctrica positiva e negativa que os
equilibra.
Sem iões, a pilha não acende ou fraqueja, acontecendo assim ao homem as doenças
por carência de elementos vitais: esmorecem as resistências orgânicas, o sistema
nervoso e portanto endó¬crino entram em disfunção, o ter¬reno orgânico fica
exposto às agressões do meio.
Ao constatar isto, três tendências se desenharam nos meios da investigação
cientifica:
a) Ignorar o facto e permitir que o terreno orgânico continuas¬se fabricando
centenas de doenças.
b) Reconhecer o facto e, atra¬vés de uma nova ciência assim nascida Ecologia
Humana pôr em marcha um movimento ra¬dical de protesto contra a engre¬nagem
industrial e seus efeitos na saúde humana;
c) Reconhecer o facto mas, deixando intacto o sistema indus¬trial que fabrica
carências e doen¬ças, lançar a ofensiva terapêutica dos oligoelementos... em
frasco.
Solução intermédia, esta última, não deixa de ser típica do modelo económico em
que vivemos. Nas¬ce uma nova indústria (a oligote¬rapia) para fazer frente e
contra¬ atacar os malefícios para o ho¬mem de muitas e muitas outras indústrias.
A ciência dos oligoelementos mostra como economia e indústria comandam a
investigação científica e condicionam o seu de¬senvolvimento ou atrofia.
A bioquímica desenvolve se de¬vido, em boa parte, ao contributo que foi chamada
a dar para o de¬senvolvimento das oligoterapias, uma indústria importante
baseada exactamente, como quase todas as indústrias, na satisfação de
necessidades e consumos que as outras indúistrias foram criando
A ciência dos oligoelementos é, nesse aspecto, típica. Sendo a ca¬rência de
oligoelementos uma si¬tuação endémica no mundo industrial, directamente
provocada pela poluição, pela refinação, pela industrialização, pela
frigorificação e armazenagem, enfim, por todo o contexto da macrocefalia urba¬na
e respectivo êxodo dos cam¬pos, este um subproduto da concentração industrial,
irá provocar uma outra indústria a oligoterapia que pretende responder, pela via
tera¬pêutica, às carências bioquímicas criadas pela engrenagem industrial.
Um pequeno e primário raciocínio colocará frente às pessoas os dados
indispensáveis para que cada um possa ajuizar da importância revolucionária que
estas questões «elementares» têm para a humanidade, nascida da terra e que à
terra terá de voltar.
Se os bioelementos condicio¬nam o chamado terreno orgânico e este, por sua vez,
condiciona praticamente todas as doenças, há um desafio contido nesta lógica que
se torna, por dois motivos inquietante:
a) De um lado é espantoso que um assunto de tal importân¬cia ande a patinar há
um século
nos limbos da investigação, em¬palmado por elites e poderosos interesses
económicos que co¬mandam a exploração dos homens por alguns homens;
b) Por outro lado, é clamoroso que a ciência, a medicina, a polí¬tica, ao
constatarem a importância vital dos oligoelementos e a sua destruição no mundo
moder¬no, finjam ignorar, iludam as pes¬soas, manipulem a opinião, só para não
tocarem nos interesses intocáveis de tudo o que, na chamada civilização, conduz
às doenças por carência.
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(*) Este texto de Afonso Cautela, 5 estrelas, foi publicado com este título na
«Crónica do Planeta Terra», «A Capital», 17-11-1984■
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