1-4<deepak-1>
- antologia ac - roteiro de estudo, leitura e pesquisa na internet - tese ac -
noologia ortomolecular
A INTELIGÊNCIA DA VIDA
EM DEEPAK CHOPRA
«Cheguei a 3 conclusões: a primeira é que a inteligência está presente em
todos os pontos do nosso organismo; a segunda é que a nossa inteligência
interior é muito superior a qualquer uma com que se procure substituí-la a
partir do exterior; e a terceira é que essa inteligência é mais importante do
que a própria matéria do corpo, visto que, sem ela, essa matéria ficaria
desorientada, amorfa e caótica.
A inteligência estabelece a diferença entre uma casa desenhada por um arquitecto
e um amontoado de tijolos.»
Deepak Chopra, in «Cura Quântica» - Ed. Difusão Cultural - Lisboa - 1991
PALAVRAS-CHAVE PARA A NET
Actividade eléctrica da célula
Associação Americana de Medicina Védica
Autoregulação
Biocosmologia
Biocosmologia yin-yang
Cibernética
Ciências do sagrado
Ciências do maravilhoso
Convergência holística
Cosmobiologia
Cronobiologia
Cura Quântica
Ecossistema
Endocrinologia
Hermes Trismegisto
Holística
Homeostase
Homologia macro/microcosmos
Imunologia
Informação do ADN
Macrocosmos
Maharishi Ayurveda Health Center (Lancaster, Massachussetts)
Mecanismo vibratório do cancro
Medicina ayurvédica
Medicinas energéticas
Microcosmos
Modelo macroscópico (Joel de Rosnay)
Modelo microscópico
Psicosomática
Sincronicidade
Sistema endócrino
Sistema nervoso
Sistemas
Virchow
BASE DA PIRÂMIDE HIERÁRQUICA
18/12/1998 - Aquilo a que poderíamos chamar, com alguma propriedade, a
«inteligência da célula viva» é um postulado indispensável para compreender os
mecanismos da vida e condição sine qua non para estabelecer um quadro de
prioridades nas terapias que podem ou não podem servir a vida e a saúde.
Aceite este postulado -a célula tem uma inteligência intrínseca que a aproxima
inevitavelmente de uma estrutura «cibernética» - podemos perguntar onde é que
reside essa inteligência.
Várias hipóteses plausíveis se colocam: a mais plausível é a «actividade
eléctrica da célula».
Mas, quanto a sistemas orgânicos dos mamíferos superiores, dois desses sistemas
são particularmente «suspeitos» de estarem envolvidos e de presidirem mesmo a
toda a intercomunicação celular :
a) o sistema nervoso
b) o sistema endócrino
Qual dos sistemas comanda o outro sistema continuará, por muito tempo, a ser um
enigma.
Nesta malha de inter-relações recíprocas, a dificuldade é exactamente a de
isolar :
a) Sistemas
b) Órgãos
c) Tecidos
d) Célula
e) ADN
porque todos participam e todos são responsáveis por todo o funcionamento
celular.
Tudo indica, no entanto, que o ADN terá um papel informacional (transmissão de
informação) a desempenhar: quem sabe mesmo se não é o ADN a «inteligência da
vida»?
Analisar esta intrincada rede de relações recíprocas é que se torna humanamente
impossível.
A análise científica refugia-se, obviamente, no estudo da parte ínfima para
escapar à dificuldade de compreender o Todo.
Usando o truque habitual de chamar «metafísico» às questões importantes que não
atinge, usa e abusa da habilidade analítica e microscópica.
Na prática, essa habilidade analítica deu a medicina alopática que temos, a qual
não se poderá considerar propriamente modelar.
Essa habilidade analítica, porém. não pode continuar a ser usada e abusada numa
ciência - a Naturologia - que é holística por natureza. E que surge,
exactamente, como reacção epistemológica aos tais usos e abusos da análise -
aquilo a que poderemos chamar o «modelo microscópico» da ciência, a que Joel de
Rosnay contrapôs o modelo macroscópico.
No entanto, ver e ouvir o que a Biologia Celular tem até agora - dia 17 de
Dezembro de 1988 - descoberto e inventariado no microcosmos da célula, se é uma
tortura para alunos e professores da especialidade, e se nunca levará à
compreensão da vida e do mistério da vida, é um espectáculo fascinante para quem
está de fora a assistir à cena, como é o meu caso.
Se a estrutura da célula é esse mundo dentro de outros mundos que o microscópio
electrónico tem desvendado, a pergunta a fazer é urgente e pertinente:
a) Se não existe uma inteligência própria da célula, como é possível que todos
estes mecanismos, escaninhos, partes e subpartes se interliguem e funcionem?
b) Se a «complicação» dentro da célula é a que o microscópio electrónico mostra,
é evidente que toda a intervenção externa terá reflexos tremendos nessa
inteligência.
Se a intervenção médico-química nessa inteligência é uma autêntica bomba
atómica, a intervenção, embora mais suave, das terapias ditas naturais, não
deixa de ser igualmente agressiva e altamente problemática.
À luz da inteligência celular - ou o que se lhe queira chamar - não é só a
medicina química ordinária que deverá ser posta em causa.
Também terão de ser revistas - e submetidas ao microscópio crítico - todas as
terapias ditas «suaves», para eleger , entre todas, as que se destinam a
reorientar o sentido de orientação da célula – a sua inteligência - sem
intervenções mais ou menos drásticas que afectam esse sentido de orientação.
IMUNOLOGIA
O tema da inteligência celular liga-se, obviamente, ao da imunologia que é, por
sua vez, a ciência-pivot de toda a Naturologia.
Se há cadeiras que deveriam ser autonomizadas num curso de Naturologia, a
Imunologia, na perspectiva naturológica, é com certeza a principal delas.
Outro interface ocorrente em imunologia é o do binómio psíquico/somático,
binómio que, como é óbvio, se encontra ausente de todas as especialidades.
Outro interface ligado com a inteligência celular , é aquilo que a ciência
vulgar já vem estudando nos capítulos da homeostase e da autoregulação celular,
em relação à qual toda a atenção que se der é sempre pouca.
HIERARQUIA DA VIDA
O CONTRIBUTO DE ETIENNE GUILLÉ
A noção de hierarquia, que implica a de conjunto e a de sistema /ou ecossistema,
é outra noção-chave neste interface de interfaces que a hipótese da
«inteligência da vida» suscita.
Um interface e alargamento definitivo disto a que temos chamado «inteligência da
vida» é, com certeza, o mecanismo vibratório do Cancro explicado na obra do
biólogo e filósofo francês Etienne Guillé.
Com interfaces em outros tantos temas de fronteira:
a)Sincronidade segundo Carl Gustav Jung
b)Homologia Macro/Microcosmos segundo Hermes Trismegisto
c) Biocosmologias tradicionais, das quais a biocosmologia yin-yang ou
biocosmologia taoísta é a mais perfeita e se nos tornou acessível através de
Oshawa, Michio Kushi e outros geniais pioneiros
d) A Biocosmologia moderna, a criar e para a qual um curso de Naturologia
deveria contribuir na área (quase) virgem da investigação naturológica.
Na certeza de que sem nova investigação , à luz do novo paradigma biocósmico,
não haverá naturologia que valha a pena.
A Naturologia necessita de bons terapeutas. Mas precisa também de (novos)
investigadores que façam avançar, macroscopicamente, no sentido correcto, o
conhecimento das novas tendências.
À luz do novo paradigma cósmico, as ciências da vida são e serão as ciências do
maravilhoso e do sagrado. E ponto final, parágrafo.
O CONTRIBUTO DE DEEPAK CHOPRA
A expressão «inteligência da célula» vem de Rudolf Virchow (1821-1902) mas,
modernamente, foi retomada por Deepak Chopra, especialista em endocrinologia,
formado em medicina pela universidade de Nova Deli.
Nasceu em 1947, exercendo a profissão de endocrinologista nos EUA, desde 1971,
tendo chefiado a equipa do New England Memorial Hospital.
Próximo da medicina tradicional hindu - ayurveda - Deepak Chopra fundou, em
1985, a Associação Americana de Medicina Védica, foi director do Maharishi
Ayureda Health Center em Lancaster (Massachussetts) e professor assistente na
Escola de Medicina da Universidade de Boston.
Existem livros seus publicados em português, sendo o livro «Cura Quântica»
aquele em que desenvolve a sua tese sobre a «inteligência do corpo» , a que por
vezes chama a «mente do corpo».
É um meritório esforço de convergência holística o trabalho de Deepak Chopra que
abre, inclusive, uma porta para o diálogo com o movimento chamado de Meditação
Transcendental, um dos muitos que hoje proliferam à conta da New Age mas que
Chopra ajuda a distinguir no meio da confusão que reina actualmente em matéria
de escolas, gurus e correntes que se reclamam da terapia energética.
Dando uma certa credibilidade «científica» à medicina védica, Chopra ajuda à
conciliação e síntese dos contrários. Por muito que alguns pensem que a medicina
ayurvédica não é propriamente , e por razões filosóficas e técnicas, a vanguarda
das medicinas energéticas modernas.
Ou seja, as medicinas que procuram não interferir na «inteligência da célula»
mas apenas desimpedir de obstáculos e obstruções e bloqueios o caminho por onde
transita a informação intercelular.
*
PISTA BIBLIOGRÁFICA DE GUIA NA INTERNET
TÍTULOS EXISTENTES NO CENTRO DE PESQUISA ORTOMOLECULAR :
Deepak Chopra - Criando Saúde - Dinalivro - 1987
Deepak Chopra - Cura Quântica - Ed. Difusão Cultural - Lisboa - 1991
Harold Bloomfield - A Descoberta da Energia Interior e o Domínio da Tensão -
Dinalivro - Lisboa - 1976
Peter Russel - A Técnica de MT - Um Guia para Cépticos - Ed. Dinalivro - Lisboa
- 1979