<CV-7-AA>
IDEIAS-FORÇA DO ECO-REALISMO:
HÁ JÁ 20 ANOS
CONFIRMATIVO:
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&cr=countryPT&q=+site:pwp.netcabo.pt+PROPOSTAS+DE+FUNDO+do+realismo+ecologista
http://pwp.netcabo.pt/big-bang/gatodasletras/casulo1/ALBERONI.HTM
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899 caracteres-<fundo>
• ideias-força
• manifesto
PROPOSTAS DE FUNDO(*)
DO REALISMO ECOLOGISTA
IDEIAS-FORÇA
-Descentralizar produção energética e diversificar fontes e matérias-primas
-Pequenas barragens já e arborização já contra o deserto
-Renascimento rural
-Reciclar resíduos e aproveitar desperdícios
-Reduzir horários de trabalho, reduzir desemprego
-Autogestão, autoorganização dos cidadãos, autodefesa e autocontrole
-Política do quotidiano e valorização da pessoa humana
-Alerta à década da catástrofe
-Alerta às doenças da «civilização industrial» como indiocadores da crise e
sintomas da doença que mina a sociedade industrial
-Multiplicar a informação alternativa
-Animar a independência local
-Dar voz aos que não têm voz
-Testemunhar a verdade - recusar a propaganda
-Deixar que os cidadãos respirem
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(*) São de fundo porque condicionam toda uma estratégia política
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<oposicao>
• manifesto
[O REALISMO ECOLOGISTA ENTRE O RADICALISMO E O REFORMISMO]
ADOPTAR LEIS E SOLUÇÕES QUE O SISTEMA ADOPTA
Se, apesar de radical na crítica e no diagnóstico, uma oposição não-violenta tem
de coexistir, obviamente, com os hábitos instituídos da ordem estabelecida, é
evidente que terá de aceitar as reformas, as leis, as propostas que, embora
reformistas e muitas vezes equívocas, podem ser soluções pontualmente úteis.
Entre as políticas adoptadas pelo sistema:
-Política de parques, reservas e ordenamento
-Política de animação cultural
-Política de extensão cultural
-Política de educação permanente ou educação de adultos
-Política de segurança social
-Política de higiene e segurança no trabalho
-Política de defesa do consumidor
O projecto ecológico, mesmo quando radicaliza, aceita o possível que é o da
política e, portanto, uma gama variada e plural de soluções, desde as de
conformismo reformista às de pontualismo sectorial, desde as de transição às de
ruptura com o sistema.
Pondo reservas bastante críticas a algumas delas -- é conhecida a retórica
balofa da antipoluição, por exemplo -- procura principalmente não enganar
ninguém, dando gato por lebre. É sabido como o sistema faz por um lado e desfaz
pelo outro, é evidente como as contradições do sistema se tornam particularmente
agudas nas questões de ambiente e corre-se (?) a tentação de aspirar a destruir
radicalmente o sistema, utopismo este que o realismo ecológico rejeita
igualmente por contraproducente.
A esta agilidade do realismo ecológico, que lhe permite abrir-se a várias
frentes, sendo crítico mas colaborante com todas elas, chamou-se dialéctica. É
na sua prática que pomos a esperança de um mundo possível, de maior tolerância e
alguma paz, mas não pantanoso nem conformista.
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<psicose 1>-1752 caracteres
Quando o observador imparcial, neutro e frio dos acontecimentos anuncia, porque
é um facto, os últimos dez anos do Planeta Terra (e já é dar-lhe longa vida pelo
caminho que as coisas levam com a delinquência tecnocrática a comandar a
marcha), aqui d'el rei que de alarmismo para baixo somos tudo.
«Catastrofismo» é a preciosa palavra com que, no melhor dos casos, nos mimoseiam
os esperançados cegos que só não querem ver o que e porque não lhes convém.
Mas quando a providencial febre «aftosa», por exemplo, vai garantir uma saída de
vacinas dos laboratórios que precisam vendê-las, quanto mais se pintar o quadro
de «calamidade», «hecatombe», «catástrofe» nacional, melhor. Que morram alguns
porcos, para melhoria da espécie, eis o que para os interessados (nos porcos e
na vacina) é o equivalente à derrocada. Ao apocalipse... suíno.
Que o mundo se derreta à beira do holocausto atómico, blá, blá, que exagero o
destes meninos sempre com a Natureza no coração. Se os sete grandes decidiram,
em reunião de alto nível, intensificar a corrida nuclear, decidiram com certeza
bem.
Democratas, cristãos, humanitários, estes «sete» deviam ser setenta e sete ou
setecentos e setenta e sete: a humanidade seria com certeza outra, mais
saudável, e os amigos da Natureza nem piavam (assim, com o desatino de costumes,
ainda se permitem campanhas alarmistas).
Protectores do povo e da saúde do povo, são os veterinários que vão agora (como
« O Diário» reivindicava com grande berraria) vacinar todo o bicho de abate,
veterinários incluídos.
[E se o povo não se precata, vai apanhar também. Esperem-lhe pela pancada. É o
apocalipse. ]
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<realista >-2593 caracteres
• ideias força
• manifesto
• realismo ecológico
MANIFESTO CONTRA A UTOPIA TECNOCRÁTICA
Realista é preconizar uma política energética totalmente submetida a uma
política de ambiente e de saúde - e não o inverso
Realista é planificar primeiro uma política de gastos energéticos realista, à
qual se há-de submeter depois uma política de produção energética - e não o
inverso
Realista é inventariar e planificar já as potencialidades em formas nacionais de
energia infinita - eólica, solar, maremotriz, hídrica, etc - e não o inverso:
aceitar sem crítica a invasão de energias pesadas ou hiperpoluentes, exportadas
pelos monopólios multinacionais, a pretexto de que os consumos internos sobem na
vertical
Realista é resolver, primeiro, toda uma política de reciclagem e recuperação -
lixos, detritos, sucatas, etc - e apoiar nela uma política de consumos, uma
política económica, uma política de independência nacional - e não o inverso
Realista é considerar a economia energética na sua totalidade biológica e
cósmica - e não subalternizar a bionergia hipertrofiando a importância da
energia eléctrica para fins meramente industriais
Realista é sobrepor a política de ambiente e de saúde à política de crescimento
industrial e de produção energética - e não o inverso
Realista não é minimizar ou omitir os efeitos catastróficos, os custos e riscos,
em segurança e saúde, da energia nuclear e petrolífera (principalmente os custos
económicos desses efeitos e riscos sobre o ambiente), fazendo entrar todos os
factores na contabilidade e não o inverso: minimizar sistematicamente o que
custam ao País as doenças e as condições insalubres quer do ambiente, quer da
habitação, quer do trabalho, etc
Realista é preparar uma política energética à medida dos nosso recursos internos
- recorrendo apenas in extremis à importação e à dependência externa - e não o
inverso: comprometer ainda mais a independência nacional, enfeudando as
necessidades energéticas do país às multinacionais do petróleo ou do nuclear
Realista é planificar a produção industrial de que efectivamente temos
necessidade real, básica, inadiável, e não o inverso: continuar desenvolvendo
indústrias que só interessam às multinacionais aqui instaladas, indústrias que
só pretendem alimentar supérfluos, que só pretendem imitar países poderosos,
ricos, desenvolvidos
Realista é distinguir as necessidades reais das necessidades inventadas pelo
sistema de consumos estabelecido pela exploração capitalista - e não o inverso:
basear as necessidades de produção nas artificiosas necessidades aparentes
imitadas dos países exploradores do terceiro mundo.
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1286 caracteres <tabus>
• ideias-força
• manifesto
• realismo ecológico
O REALISMO ECOLÓGICO DEFINE-SE FACE A OUTRAS CORRENTES DO AMBIENTE
As questões difíceis, impopulares ou tabu
os problemas que ninguém põe, com medo do sistema e dos seus polícias, à
esquerda e à direita, a leste e a oeste
as teses de investigação incómodas que ninguém se atreve a formular porque vão
contra a ordem estabelecida e os interesses criados,
aí é o campo do realismo ecológico.
O realismo ecológico pouco tem a ver, portanto, com as questões postas por
conservacionistas, ambientologistas, mesologistas, políticos do ambiente,
engenheiros do ambiente, ecotecnocratas, enfim, por moderados, reformistas e
oportunistas do ambiente, que não pretendem mudar o sistema (que vive de ir
matando os ecossistemas) mas ganhar dinheiro com a poluição que o sistema
segrega como o pilrito dá pilriteiros.
Se a ecologia lida estruturalmente com os ecossistemas, ela põe e terá de pôr em
causa, sob pena de negar o nome que usurpou, o sistema que estruturalmente e
sistematicamente destrói os ecossistemas.
Este é o pressuposto fundamental inamovível de um realismo ecológico que
proponha demarcar-se das contrafacções aparecidas em nome da ecologia, quando
pouco ou nada, vistas bem as coisas, tem a ver com ela.
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<tecnofas>-2081 caracteres
• ideias-força
• manifesto
AFINAL QUEM É UTOPISTA?
O tecnocrata chama realismo aos seus delírios de grandeza e à cegueira dos seus
planos megalómanos, classificando de utopia tudo o que procura furtar-se a essa
megalomania, optando por soluções de bom senso que são todas as tecnologias
leves, alternativas e apropriadas.
O tecnocrata (tecnofascista) recomenda então «bom senso» quanto à política
energética, afirmando que não podemos ser muito puritanos quanto à qualidade de
ambiente e qualidade de vida, se é a riqueza do país (a riqueza das classes
exploradoras, leia-se e subentenda-se) que está em jogo.
«Cuidado, não vamos cair em exageros ambientalistas» - diz cinicamente o cínico
profissional que é o tecnofascista (perdão, tecnocrata). «Entre ficarmos com um
ambiente bom e andarmos de tanga, há que escolher» faz ele questão de acentuar.
Especialista na chantagem, no dilema sofístico, eis que o tecnofascista não
hesita em jogar a cartada. E faz a chantagem em que é perito: a acreditar no
tecnofascista, o povo consumidor de energia só terá então que escolher entre um
cancro por pessoa e um nível de vida e de emprego razoável, aquele que o
tecnocrata se dignará dizer que nos dá, a troco da porcaria generalizada, da
poluição generalizada, da doença generalizada.
Mas basta olhar a curva de crescimento exponencial, tão querida do tecnofascista,
para termos a imagem mais evidente da megalomania utopista.
Quando um tecnocrata, com o maior dos desplantes, classifica de utopista,
irrealista, sonhador, romântico, etc. o defensor das tecnologias apropriadas e
da imediata abertura de um sector ecoalternativa no sistema -- um sector
convivial --, é necessário acentuar quem caminha afinal para dimensões
megalómanas e alvos utópicos, quem preconiza curvas infinitas de crescimento
infinito (que são física e logicamente impossíveis), quem julga poder continuar
violentando as leis da natureza que a ciência estabeleceu, quem à viva força
quer imitar os fortes, os grandes, os poderosos, os industrializados, os
desenvolvidos e os exploradores.
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2688 bytes <ecopr>
• ideias para a nova idade de ouro
PRÁTICAS A APRENDER
EM UMA ESCOLA DE REALISMO
Como se alimentar no máximo com o mínimo de alimentos e dinheiro (macrobiótica)
como alimentar as crianças para não terem doenças ou defenderem-se melhor delas
como se defender em caso de ataque físico
como poupar energia vital
como reciclar materiais
como conservar alimentos sem frigorifico
como seleccionar e acondicionar lixos para uma Economia Global de Reciclagem
como organizar associações de educação popular, cooperativas, comissões de
moradores
como utilizar embalagens saudáveis e dispensar as de plástico, alumínio, amianto
e outros materiais prejudiciais à saúde
como poupar electricidade, gás, energia vital e energia da rede, como inventar
alternativas de emergência aos sistemas monopolísticos de fornecimento público
como matar a sede quando não houver água
como sobreviver em tempos de escassez
como respirar quando o oxigénio rarear
como construir uma casa ecológica
como fazer greve geral à sociedade do desperdício
como desintoxicar-se de antibióticos e outras drogas pesadas
como defender-se do ruído e outras agressões do fascismo quotidiano
como utilizar a bicicleta e dispensar o automóvel
como armazenar água para o tempo da estiagem
como se faz uma cisterna, como se abre um poço, como se faz um furo artesiano
como fazer mobílias simples com pouco dinheiro e materiais acessíveis
como se tecem tapetes, mantas, alcofas, sacos, etc.
como se reconvertem moinhos de água, azenhas, lagares abandonados
como se constrói um palco, fazem marionetes, improvisam instrumentos musicais,
desenham máscaras, pintam cenários, orientam debates para um trabalho de
animação ecológica com crianças, jovens ou adultos
como pôr um penso, acorrer a uma ferida, reanimar um acidentado