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<aforis >aforismo<frasesac> AFORISMOS DA «FRENTE ECOLÓGICA» MÁXIMAS AC Não se trata de mudar a sociedade mas de mudar de sociedade. A luta pelas alternativas é a luta pela sobrevivência planetária. Sejam quais forem as aplicações (ditas pacíficas ou ditas bélicas) ao serviço de regimes capitalistas ou de regimes socialistas, a energia nuclear é intrinsecamente reaccionária. A energia electro-nuclear consome mais energia (eléctrica) do que aquela que produz. Sem atender aos imperativos ecológicos, nenhuma política, seja ela qual for, se pode formular em termos revolucionários: seja uma política de saúde, uma política económica, uma política industrial, uma política energética, uma política de ambiente. A aspirina é reaccionária. O veterinário trata os animais como gente. O médico trata a gente como animais. Antibióticos - o fascismo por via oral Vacinas - o fascismo por via intravenosa Supositórios - o fascismo por via anal Lixo a lixo enche o capitalismo o papo. A poluição a quem a produz. Morte na estrada: quilómetros de prazer. Nem só de merda vive o homem Aquele tecnocrata era tão delicado, que em vez de merda só dizia poluição. Ecomilitante é o que mantém a imunização natural ao ópio da poluição e a todo o tipo de intoxicação que a sociedade da porcaria o obriga a suportar. * Aquela doença a que Marx chamou Alienação. Pela terminologia se conhece a ideologia. Agir já: abaixo os empatocratas. Nenhum reformista gosta de se ver ao espelho da revolução. Fazer da sociedade de consumo uma arma para a voltar contra si própria. Alimentar a fome: alvo da agricultura química. Sociedade de consumo: morte da civilização, civilização da morte. A exploração do homem pelo homem só termina com a manipulação do homem pelo homem. Neste tempo e mundo, só vale tirar olhos Progresso capitalista, retrocesso humano. Colonialismo industrial hiperpoluente: fase agonizante do imperialismo que explora e pilha o Terceiro Mundo. Sobre o Terceiro Mundo verte o imperialismo os excrementos que já não quer. * VARIAÇÕES SOBRE A NATUREZA
* A ciência ocidental está agora a descobrir os maiores lugares-comuns da ciência original de todos os tempos. Por exemplo este, lançado como slogan da conferência de Estocolmo, em Junho de 1972: «A Terra é só uma...». Mas sempre foi, oh malta. Soltaram o leão, agora queixem-se. * Tudo normal, Deus Nosso Senhor ainda não voltou à Terra, o céu ainda não caiu, não há novidade. * É o que eu digo: se este país não existisse, tinha que ser inventado. + FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DE CLAUDE AUBERT: «PAISAGEM PLANIFICADA POR BUROCRATAS...» É impossível não ser saudosista dos «bons velhos tempos», quando se fala em termos de terra arável e dos que eram os seus proprietários e usufrutuários naturais, os agricultores. Claude Aubert, um doutrinador da agricultura biológica em França, traça-nos um quadro dessa desertificação que se verificou nos campos com a industrialização da actividade agrícola e como de uma paisagem humana e viva se passou para uma paisagem de tecnoburocratas: «Que vemos? Milhares e milhares de hectares de terreno em regime de monocultura, sem uma árvore, sem uma sebe, nem sequer uma aldeia, pois tudo isso - a árvore, a sebe e a aldeia - foi condenado ao desaparecimento. Os únicos elementos de «paisagem» constam de barragens e silos; e, nos campos, os tractores e as ceifeiras e debulhadoras cujo número aumenta de ano para ano. Quanto às zonas «em vias de abandono» - aquelas que os agricultores abandonam ou vão abandonar - uma vez que eles consideram que tais zonas já não dão rendimento, é justo perguntar qual será o seu destino. Transformá-las em parques nacionais, isso já se sabe. Mas há quem fale de repovoamento florestal, de campos de pastagem para uma intensa exploração pecuária, em zonas de localização turística, etc.. Esquece-se, porém, que qualquer desses empreendimentos custa muito, mas muito dinheiro (a exploração pecuária em larga escala, além da imobilização de grandes capitais exige, também, condições especiais de terreno), além de que tais empreendimentos não trazem rendimento imediato. A experiência mostra-nos que não há dinheiro para trabalhos de utilidade pública que não dêem lucro imediato e que a maioria dos projectos deste género acabam por ser letra morta. Um terreno agrícola abandonado a si próprio fica com uma vegetação que rapidamente se degrada. Um terreno assim dá-nos o espectáculo desolador de um baldio, que nada tem a ver com a Natureza selvagem no seu equilíbrio inicial nem com a Natureza tratada pelo homem. Até há pouco tempo eram os camponeses que tratavam do campo e faziam-no gratuitamente. A eles se devem as paisagens harmoniosas que constituem o encanto de qualquer país. A prática de uma agricultura diversificada e de tipo familiar conduzia a uma paisagem equilibrada, onde bosques, prados e campos de cultura alternavam, sem esquecer as aldeias que se integravam nos ambientes locais. Os camponeses abandonaram a terra. Saíram. Foram para fora. Há, pois, que arranjar funcionários a quem se paga para tratarem dos campos. Entretanto, a paisagem, em vez de modelada segundo as tradições dos camponeses, será planificada pelos burocratas: as aldeias consideradas inúteis serão substituídas por áreas residenciais secundárias, de estilos heteróclitos, por hotéis de agressivo modernismo ou parques de campismo.» In revista «La Nouvelle Hygiène», Novembro de 1971 + 1110 caracteres - 1 página - <aforºs-0> - merge doc de 3 files wri da série <aforºs> - «aforismos & pensamentos» + <????> O Compacto do Compacto das Intuições AC AFORISMOS BÁSICOS DA AMBIGUIDADE OU DA DIALÉCTICA YIN-YANG
+ 469 caracteres<aforºs-2><ideias> 29/5/1992 Enquanto a destruição for rentável, tenhamos a certeza de que o Ecocídio do Planeta Terra continuará e com tanto mais violência quantos mais lucros a violência der. Cabe aos ecologistas inventar o que é talvez impossível: que a violência acabe por dar prejuízos e se torne não rentável. Isso só se conseguirá pelas tecnologias apropriadas em todos os azimutes, quando forem estas a dar lucros e a mobilizar a ganância de maiores ganhos. + <aforºs-mm> Gostaria de ser rico para poder fazer vida de pobre §
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