7040 bytes - 5835 caracteres -3 páginas - <tnc-1-> -  leituras de noologia - revisão: domingo, 28 de abril de 2002

OS 5 ELEMENTOS CHINESES

E O ALARGAMENTO DO ESPECTRO ENERGÉTICO

Lisboa, 20/10/1996 - Entre as energias físicas, qualquer livro de ciência profana - física, química, ciências naturais, etc - nos pode indicar algumas das energias mais conhecidas e utilizadas.

A história da Humanidade, na sua fase de hipermaterialização crescente - que dura há 41 mil anos - é , segundo Michio Kushi, a história da utilização e desenvolvimento de algumas formas de energia condensada, mesmo no estado pétreo, típico desta era zodiacal do ferro.

Diz Michio Kushi nessa obra monumental e fabulosa que a editora Escorpião publicou com o título «O Livro de Macrobiótica»:

« A utilização do fogo tem aumentado numa proporção similar, conforme as fontes de energia passaram da madeira para o carvão vegetal, do carvão vegetal para a ulha, da ulha para o petróleo, do petróleo para a electricidade e da electricidade para a energia nuclear.»

Michio remata com uma afirmação lapidar:

« A crescente utilização da energia também acelera a mudança da sociedade humana na espiral histórica

Desta síntese retrospectiva das energias materiais podemos reter mais alguns vocábulos-chave para o nosso glossário de Noologia.

Recapitulemos:

Fogo

Madeira

Carvão vegetal

Ulha

Petróleo

Electricidade

Energia Nuclear

Destas 7 formas de energia material, sublinham-se as 2 primeiras - Fogo e Madeira -, 2 nomes dados pela tradição taoísta, pela filosofia de Empédocles e Aristóteles e pela astrologia medieval europeia, a algumas das grandes áreas de energia que nos colocam em interacção (intercomunicação) com o macrocosmos .

Nomeadamente o conjunto dos chamados «5 elementos chineses» da tradição taoísta e modernamente divulgados no ocidente pelas escolas de medicina tradicional chinesa. Esta grelha dos 5 princípios energéticos já mostrou constituir, com o binómio Yin-Yang, um precioso instrumento de trabalho como alargamento do espectro energético à disposição do ser humano.

Com uma dupla vantagem:

a) O quadro dos 5 elementos foi, antes de Etienne Guillé, o único guia seguro de estabelecer as famosas correspondências vibratórias entre macro e microcosmos, sendo macro o universo de 1ª instância (sistema solar, planetas, estrelas, galáxias, etc) e sendo o «micro» os binários órgãos/vísceras, que outras tradições conhecem por «esferas energéticas».

Com o pêndulo de Radiestesia Holística compreende-se a lógica dessas correspondências e verifica-se experimentalmente (testando com o pêndulo) que não são conclusões arbitrárias.

É o momento de recapitular os vulgarmente chamados 5 elementos chineses ou 5 princípios do universo incarnado:

Fogo

Madeira

Metal

Água

Terra (Solo)

Nunca se entenderá este quadro e esta nomenclatura, enquanto se vir apenas o significado literal das palavras:

Fogo

Madeira

Metal

Água

Terra

É evidente que se trata de princípios filosofais da energia. Recorde-se que também as palavras

Enxofre

Mercúrio

Sal

têm 3 leituras conforme o nível de consciência vibratória em que forem consideradas:

a) literal ou física

b) simbólica ou da alma

c) transcendente ou do espírito

Entendidos fisicamente os 5 elementos , as correspondências admitidas, nos diversos autores, para o microcosmos físico - corpo - são as seguintes:

Fogo:

Vasos sanguíneos

Intestino delgado/ Coração

Tacto

Terra:

Carne

Estômago/Baço

Gosto

Metal:

Pele

Pulmões/Intestino Grosso

Olfacto

Água:

Ossos

Bexiga/Rins

Audição

Madeira:

Músculos

Vesícula Biliar/ Fígado

Vista

Com mais ou menos variantes , é este o esquema básico admitido pelo quadro dos 5 elementos chineses.

A reter, algumas verificações curiosas:

a) cada um dos 5 elementos refere-se a um tecido de revestimento do organismo

b) cada elemento agrupa um casal de órgãos interrelacionados : Estômago/Baço, Pulmões/Intestino Grosso, Intestino Delgado/ Coração, Rins /Bexiga , Fígado/Vesícula Biliar.

c) cada elemento «fala» de um dos 5 órgãos dos sentidos

Esta simples associação - que para a medicina anatómica não tem qualquer significado - constitui, como muitos já sabem, um fabuloso guia no diagnóstico e na terapêutica energética.

Mais: a correspondência vibratória com o princípio Metal, por exemplo, vai dizer que um bom tratamento energético para pulmões e intestino grosso é um tratamento vibratório de ressonância com os factores do meio ambiente energeticamente equivalentes.

Estão hoje largamente divulgados em obras que tratam do Yin-Yang, os quadros de equivalências onde se pode, para o Metal, encontrar uma lista como esta:

4 e 9 (Numeral)

Acre/picante (Sabor)

Alho

Aveia

Branco

Cavalo

Circunspecção

Contração

Instinto

Interiorização

Justiça

Lágrimas

Lotus

Medo

Nariz

Odor (Órgão dos sentidos)

Oeste

Ouro (Metal)

Outono

Pele

Pelos

Pêssego

Pimenta

Pingo do nariz

Ré (Nota musical)

Safira (Pedra Preciosa)

Secura

Tristeza

Vénus (Planeta)

Com algumas variantes de uns para outros livros, muitas vezes originadas em traduções de várias origens, esta pode ser uma lista possível referente às correspondências do princípio energético Metal.

1ª grande consequência de ordem filosófica: a visão ecológica e holística do ser humano, entre macro e microcosmos, indica que o taoísmo e a medicina tradicional chinesa tinham uma concepção ecológica e holística da vida, muito antes de a ecologia estar na moda...

2ª grande consequência a nível prático: a imediata aplicação ao diagnóstico e à terapia do quadro de correspondências: se, por exemplo, se suspeita de problemas na esfera Pulmões/Intestino Grosso, poderá consultar-se o quadro para saber que alimentos interessantes dizem respeito a essa esfera, que sabor, que nota musical, que cor, que metal, que planeta, que pedra preciosa, etc.

Paço de Arcos, 20/10/1996