<99-03-02-nn> nova naturologia - <tese-7> domingo, 9 de Março de 2003-novo word

RECICLAGEM

DOS PROFESSORES

2/3/1999 - E não se peça unicamente aos alunos de Naturologia para realizarem esse trabalho e esse esforço de síntese holística, cada um por si, sem que o sistema ajude, antes pelo contrário.

A reciclagem de professores (no caso, os professores de Patologia) deverá começar já e para isso tenho estado a contribuir com este diário de bordo, embora com a nítida e clara sensação de estar a falar pró boneco.

Ao solicitar um júri multidisciplinar para discutir esta tese, estou ainda a convidar os mais afoitos a que façam essa reciclagem.

Coloca-se aqui, mais uma vez, a questão central de um curso superior de saúde, nomeadamente este curso de saúde holística ou naturologia:

- as novas matérias, dentro de um novo espírito e, principalmente, de um novo paradigma que a Naturologia exige, continuarão (até quando?) a ser ignoradas da maioria dos professores que dão as suas especialidades sem se importar com o conjunto holístico que essas especialidades devem visar.

Deste nó górdio - que estrangula o futuro da Naturologia e as escolas que a pretendam leccionar - resultam duas situações anómalas para não dizer absurdas:

a) Os alunos que deverão responder futuramente pela naturologia continuam a ingurgitar velhas matérias, segundo o velho espírito do velho paradigma e só passam se estiverem de acordo com todos os regulamentos do passado;

b) Os professores não estão minimamente obrigados a ligar cada uma das matérias ao conjunto holístico em que elas fazem sentido e que é o objectivo estrutural e fundamental do curso.

Esta minha tese tem, como principal objectivo, dar uma ajuda a que aquele anacronismo desapareça. Ao exigir um júri multidisciplinar, estou apenas a forçar a necessidade fundamental de os professores, alguns em particular e todos em geral, fazerem também um esforço para se aproximarem do novo espírito e do novo paradigma da Nova Naturologia.

É o que incluo sob a designação de Estudos Avançados de Naturologia e cujo quadro de matérias proposto vai incluído em anexo.

FLEXIBILIZAÇÃO

3/3/1999 - Flexibilização é a palavra-chave para que o sistema de ensino possa (mesmo que não queira) evoluir.

Se para o sistema oficial de ensino já é insuficiente o actual regime de avaliações e de acesso aos graus da hierarquia académica, essa falta sente-se com maior acuidade no ensino da Naturologia, onde as várias ruturas com o «antigamente» terão de ser feitas.

Inserir novas matérias no sistema de ensino, já é difícil. Mais difícil ainda se essas matérias contradizem, de algum modo, as já existentes e instaladas. Mas inserir, além disso, um novo espírito, é ainda mais difícil e mesmo utópico. Ainda que seja cosmicamente inevitável, estrebuchem eles o que estrebucharem.

A actual universidade tentou algumas aberturas para se permitir uma certa evolução e para que se não dissesse que não tinha acompanhado o progresso...

Entre essas aberturas, conta-se a inserção de cadeiras com carácter opcional.

Isso exige, além do mais, flexibilidade de horários e que as escolas não se confinem à rigidez imutável dos regulamentos.

A flexibilização é palavra-chave no ensino superior em geral e no ensino superior da Naturologia em particular.

A Naturologia deverá começar por ser exigente e autocrítica para consigo mesma.

No caso dos pioneiros e dos antecedentes, há que enfrentar o problema do discurso que por eles foi elaborado.

É evidente que os pioneiros da medicina neo-hipocrática, essencialmente práticos, foram heróis pelo que fizeram e não pelo que deixaram escrito. Mas, por isso mesmo e por respeito ao seu papel na história das ideias naturológicas, a crítica deverá começar pela crítica ao discurso, por vezes naif, que eles deixaram.

Desde que, com exigência igual, se analise e critique o discurso médico da alopatia vigente.

No caso português, por exemplo, se é possível e necessário valorizar livros de autores como

há que fazer uma releitura crítica dessas obras, à luz das informações que, entretanto, foram avançadas por autores da linha naturológica ou pelos chamados autores de transição , ou filósofos e autores da ponte entre o velho e o novo paradigma.