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9-4-1991

A PSICANÁLISE

 

Exemplo de um ramo que nasceu da medicina perene de raiz hipocrática é a Psicanálise.

Tal como a Homeopatia, é de formação recente e a sua descoberta pode localizar-se num homem que, para o caso, até era praticante da medicina hoje considerada ortodoxa.

Apesar de contestada, mais pelos seus princípios filosóficos do que pelas técnicas a que recorre, a Psicanálise acabou por ser reconhecida no «meio» e hoje pode figurar, está autorizada a figurar, entre as medicinas oficiais.

No entanto e por natureza, ela inclui-se logicamente entre as terapêuticas suaves, não-violentas, globais ou holísticas.

O que une a Psicanálise ao tronco comum da medicina de sempre e automaticamente a separa da ortodoxia vigente é o seu atributo fundamental de não utilizar a química.

Estranho, portanto, que a psicanálise não figure em assembleias e conjuntos da Medicina Alternativa, ou não seja considerada uma componente da naturopsicoterapia moderna onde é, aliás, o seu lugar lógico. E mais estranho ainda que não seja alvo da sanha inquisitorial com que os representantes da quimioterapia alopática costumam afrontar tudo o que lhes cheira a alternativas ecológicas.