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15-8-1993

MAR

É ALIMENTO

Se a talassoterapia existe como terapia do mar, devemos saber as razões profundas porque isso acontece.

O famoso Iodo, que o Sol ajudaria a fixar e que seria o alimento de uma das principais glândulas endócrinas, dá o lamiré sobre a importância terapêutica reconhecida ao mar. Mas o Iodo é apenas um dos múltiplos oligoelementos que se encontram no Mar (como se encontram no simples sal marinho...desde que integral) e dos quais o ambiente saturado de produtos químicos despojou o organismo humano.

Neste caso concreto, a causa primordial das doenças não é só o stress, o trabalho, o cáos urbano, é pura e simplesmente a carga de produtos químicos existentes no Ambiente (ar, água e solos), na comida, nos cosméticos e desodorizantes pessoais, nos vaporizadores e desinfectantes ou desinfestantes domésticos, nos medicamentos, nos conservantes alimentares, etc. - produtos químicos estes que, entrando no organismo, o despojam dos subtis elementos-traço a que chamam Oligoelementos ou Bioelementos.

Sem essa defesa invisível, o organismo fica exposto a todas as agressões, sem força para fazer frente a doenças infecciosas ou alérgicas, agudas ou crónicas.

O Mar tornou-se uma fonte terapêutica importante, na medida em que a Terra-Planeta se transformou em uma enorme cloaca química, em que pesticidas, herbicidas, adubos fosfatados e potássicos, medicamentos, aditivos, conservantes e corantes alimentares, margarinas, medicamentos, aditivos, conservantes e corantes alimentares, margarinas, cosméticos, refrescos, etc.. têm todos em comum essa particularidade: varrem do organismo os oligoelementos essenciais, sem os quais não é possível à célula manter as reacções químicas necessárias ao metabolismo.

Os primeiros a sofrer, dentro do organismo humano, porque vivem fundamentalmente dessa energia subtil dos oligoelementos, são o sistema nervoso e endócrino. Atrás desses, adoecem os outros.

Para isto e curiosamente, a Quimioterapia receita outro poluente químico - o Medicamento - que vai igualmente varrer os poucos oligoelementos que o organismo, por acaso e sorte, ainda possa manter.

Face a esta invasão química, o Mar desempenha o papel de cura total, pela razão simples de que tem, às toneladas, o que o organismo necessita em miligramas.

Não poucos laboratórios têm aproveitado esta «mina» para comercializar, em frascos, a riqueza infinita do Mar. Meter o Oceano no armário do doente é uma ambição legítima. A indústria das Algas é exemplo frisante. E se o Sal integral ou não refinado, se tornou igualmente um produto raro, foi porque as autoridades que regem a saúde pública, teimam em proibir a sua venda ao público, que deve contentar-se com «apenas» um dos 63 sais contidos no Sal - o cloreto de Sódio - naquilo que comprar e que se chama «Sal refinado».

Mas o Mar pouco mais seria do que uma distracção para snobs ricos, se de facto a Terra, enquanto Planeta, não tivesse sido transformada em uma cloaca química. O Mar surge como a única e grande porta de saída para o Planeta Terra.

Todos os adicionais terapêuticos que a publicidade anuncia para tornar mais atraentes as «estâncias de cura marinha» são, à face desta realidade - os Oligoelementos - pouco mais do que uma «atracção turística». Balneoterapia, exercícios físicos, ginásticas aplicadas, são meios adjuvantes, sem dúvida, e como tal têm a sua relativa importância. Mas o segredo terapêutico está nos Oligoelementos.

As preocupações «estéticas» de senhoras e cavalheiros, que desejam entre si agradar-se, têm no mar e seus produtos um «oceano» de respostas. Mas a resposta é só uma e simples como o Mar: se os Oligoelementos correctos actuam principalmente no sistema nervoso e endócrino, actuam exactamente nos sistemas que mais contribuem para os atributos típicos ou característicos quer da Masculinidade quer da Feminilidade. Se a beleza corporal tem a ver com a fadiga, o envelhecimento, a flacidez da pele, a celulite, as unhas, as rugas, etc. e se tudo isto tem a ver com Oligoelementos, é elementar que a cura marinha é uma cura de beleza porque é uma Oligoterapia. Assim a moda criminosa do bronzeamento deixasse. Por enquanto, e por estranho que pareça, em vez de cura de saúde, as pessoas vão à praia, enquanto a moda dos bronzeamentos durar, encontrar a morte e ainda mais doenças.