<91-02-28-bm> <chumbo><behavior>ainda a questão das doses - o que fizemos de um metal alquímico - acetatos – autoterapia - ecologia humana & alimentar – ajuda ao ecodiagnóstico - pesquisa ortomolecular

CHUMBO E CÁDMIO

28/2/1991 - Chumbo e cádmio podem causar lesões permanentes no tecido celular em que se acumulam. Estes metais penetram até ao tecido do feto em formação no útero materno. O chumbo pode originar falhas no desenvolvimento intelectual e o cádmio provoca lesões nos rins, porque se deposita no tecido renal e é difícil de eliminar.

A acção tóxica do cádmio foi observada pela primeira vez no Japão, nos anos 60. Ali causou uma nova doença, denominada «itai-itai», em que as pessoas sofriam dores cada vez mais fortes nas articulações, os ossos modificavam-se, os doentes perdiam estatura e acabavam por morrer com dores atrozes. A causa fora arroz envenenado com cádmio ingerido pelos doentes.

Apesar da OMS (Organização Mundial de Saúde) recomendar como limites para ingestão diária por pessoa de 0,43 miligramas para chumbo e 0,057 miligramas para cádmio, a quantidade de chumbo e cádmio encontrada nos produtos alimentares vem aumentando constantemente, devendo-se a sua presença, no ambiente, aos gases industriais, adubos sintéticos e fosfatados e aos escapes dos automóveis. Valores altos registam-se em batatas, raízes e folhas. Proporção especialmente alta foi encontrada em cogumelos. Amostras de carne de porco, vaca e vitela revelaram que o fígado e os rins contêm mais chumbo e cádmio que a própria carne.