<96-11-04> <stress-1> - roteiro - autoterapia – da psicologia à naturologia

+GLOSSÁRIO DAS ENERGIAS

Lisboa, 4/11/1996 - Stress, relaxamento e concentração - Todo o manual de psicoenergética que se preza, usará estas 3 palavras em profusão:

O stress, graças a Deus, não nos falta e portanto técnicas de relaxamento são sempre benvindas e tornam-se rendosas.

Já a concentração e as técnicas de concentração, a gente pergunta-se para que servem, em psicoterapia.

Energias preciosas são usadas a concentrar a atenção - a que se chama Mente, outra palavra fatal nos manuais - do sujeito (paciente) num ponto, a controlar a respiração , a comandar os passos e pensamentos, a voluntaristicamente se sobrepor aos movimentos e acções que cumpre ao sistema vegetativo cumprir, a controlar e controlar. O que há a dizer de:

é apenas isto: não só são o inverso do necessário e urgente relaxamento mas constituem novas fontes de contracção e portanto de stress.

Dizia um homem simples: «Os processos que me ensinam a respirar provocam-me imediatamente falta de ar.»

MODELO

Em vez das teorias , muito em moda com os positivistas, netos de Augusto Comte, mas caídas em descrédito relativo, a ciência ordinária tem recentemente recorrido com frequência ao que chama «modelo».

Atrás do biombo chamado «modelo», a ciência ordinária está autorizada a especular nos terrenos onde não autoriza os outros a especular.

E o terreno mais cobiçado é, evidentemente, o das ciências sagradas, o das energias, o da Noologia.

Para regressar às grandes evidências, ao chamado óbvio ululante, a ciência vulgar precisa de modelos, regra geral matemáticos.

No entanto, se consultarmos uma recente enciclopédia de ciências e tecnologia, não encontramos lá a palavra «modelo». Enigma ou atraso?

Uma enciclopédia geral, no entanto, dirá 2 linhas:

«Modelo matemático - Representação matemática de um fenómeno físico, humano, etc. feita para que se possa melhor estudar o original.»

Já serve. Um dicionário escolar de língua portuguesa dirá da palavra «Modelo» - Norma, regra, exemplo, forma». Também serve.

Onde vamos encontrar uma descrição minuciosa do vocábulo «modelo», no entanto, é num dicionário de Psicologia:

«Modelo - Representação física de um sistema para mostrar como é que ele trabalha. - Conjunto de suposições ou postulados, frequentemente sob forma matemática, que tenta chegar a um conceito generalizado que corresponda a dados ou relações empíricos.

«Modelo conceptual - Representação esquemática ou diagramática de um conceito.»

Ai está porque todo o estudo das energias se baseia em diagramas.

Vários tipos de modelos são enunciados no campo da Psicologia: Modelo de aprendizagem em operação linear, modelo de troca comportamental, modelo estatístico de aprendizagem, modelo por adição, etc.

HOLOGRAMA

O comportamento dos mesmos dicionários em relação à palavra Holograma é inverso do anterior, relativamente à palavra Modelo.

O da ciência dá uma definição técnico-científica, enquanto o de Psicologia omite Holograma e fala apenas de «Holismo - Doutrina segundo a qual um ser vivo ou o seu comportamento não podem ser explicados unicamente em termos de (soma de) comportamento das partes». Melhor que nada.

É o dicionário da língua quem nos socorre neste impasse: o que diz sobre Holomorfismo - regeneração total de uma parte do órgão que foi perdida ou amputada - já se aproxima do sentido que a palavra deverá ter em Noologia.

Exemplificando, diríamos: a célula é o holos do organismo. Ou seja, o Todo está nela (na parte).

Ora isto é o contrário da explicação fotográfica onde se foi buscar a palavra «holográfico».

Segundo o médico norte-americano Richard Gerber, o princípio holográfico seria: «Cada pedaço contém o Todo». Melhor assim

MÓNADA

Holo , apesar de tudo, é uma noção mais apreensível do que a de Mónada.

Dicionário da ciência diz:

«Mónada - De acordo com Leibniz, uma substância que está sempre presente na constituição do Universo. A Mónada é o sujeito primitivo simples e absolutamente fechado em si mesmo do ser substancial: concebido como entidade de natureza psíquica, também o corpóreo tem nela o seu fundamento . As mónadas finitas foram criadas por Deus, a mónada infinita, ilimitada no que concerne à plenitude do ser e à visão do universo.»

Um dicionário da língua é mais sintético e mais preciso:

«Mónada - Termo empregado por certos filósofos para designar os elementos das coisas; em Platão, termo de origem pitagórica , aplicado às ideias. Em Leibniz , substância simples , indivisível e activa, constitutiva das coisas como seu elemento íntimo.»

O de Psicologia não cita Mónada mas apenas «Monadismo - Doutrina de que a realidade é composta por unidades independentes do ser, tanto do espírito como da matéria.»

Podemos concluir que a palavra «Mónada» está na fronteira do grande postulado do Continuum Energético: há ou não há 2 realidades, ou toda a realidade é apenas uma e una?

Recapitulando, eis alguns vocábulos-chave em Noologia ou Ciência das Energias: