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<00-07-09-om> = a lógica ortomolecular - segunda-feira, 26 de Agosto de 2002 - <luisa-0 > = luisa-1+luisa-2+luisa-1<luisa-1>
UMA LIÇÃO DE MORAL:
CADA UM TEM O QUE MERECE
Lisboa, 19/7/2000 - Tentando resumir a nossa desconversa de terça-feira, 18 de Julho, vou apontar algumas pistas que podem conduzir ao centro da questão: a célula rebelde (CR).
O sentido das prioridades (ou a falta dele) é uma das pistas. Mal se fala de um tópico (item ou tema) essencial, logo se diverge do essencial e logo um rosário de acessórios vem ocupar o tempo e o espaço ( a energia, portanto) que devia ser ocupada pelo essencial, caso quiséssemos disciplinar a célula rebelde (CR) e, portanto, fazer economia energética.
Desperdício de energia (entropia) é o que a CR quer e nós ajudamos. O que ela não quer é o retorno à simplicidade (neguentropia) e daí a dificuldade.
O retorno à simplicidade é uma boa ocasião para o moralismo psicosomático falar de humildade e do papel da arrogância no crescimento da CR. Jorge Oshawa, introdutor da macrobiótica no Ocidente, dizia que a arrogância é mãe de todos as doenças em geral e do cancro em particular.
Cada um que se psicanalise a ver quantos litros ou quilos de arrogância debita todos os dias. Para a célula, o afogamento da arrogância é como retirar o oxigénio a um ser aeróbio. (Alguém disse: «Gratidão, oxigénio da Alma»). Anaerobizar a célula é o que faz a arrogância e outras ânsias decorrentes.
Varrer a casa, limpar o pó, lavar a loiça é um exercício que o bom e típico intelectual detesta, embora seja o melhor antídoto da arrogância e suas sequelas. É uma higiene da alma. Apanhar pó não é higiénico mas é psicosomaticamente inócuo. Enquanto a arrogância (falta de humildade) corrói mais do que a Coca-Cola e mata que se farta.
Surge então, com a arrogância e sequelas, ao nível psicosomático (como quer o discurso médico ordinário) a neurose de acumulação, conforme foi cunhada por mim. Pelo quantitativo (bites em barda, como a invasão dos bárbaros da internet mostra) o subconsciente (em linguagem psicologística) tenta colmatar a falta de qualidade.
É assim, de um modo geral, em toda a nossa vida. Complicando e acumulando, temos o quantitativo em vez do qualitativo a comandar e a gerir a nossa bioenergia.
O qualitativo, neste caso, é sinónimo de inteligência da célula. Acumulando e complicando (e intoxicando de medicamentos, já agora) afogamos a inteligência da célula, que fica incapaz de gerir o trabalho, de intercomunicar. O ego intelectual, cheio que nem um ovo, rejubila de internet, universidades e bibliotecas. Tem apegos que cheguem para esse júbilo. Apego forma-se com a raiz ego. Egos (principalmente o ego intelectual, no caso vertente) e apegos são sobremesa para a CR. Regala-se. Lambe-se e pede mais.
Outra forma de (neurose de) acumulação aparece com os chamados afazeres e desaires (a que se seguem queixas e recriminações e revoltas e etc). Uma agenda sobrecarregada de uns e outros é o que a CR quer. Então a medicina ordinária, sem perceber nada do assunto como sempre, fala de stress. Pois é, o stress, uma palavra mágica para não dizer nada. A medicina, aliás, diz sempre nada. Stress e, depois, aqui d'el rei que o doente está stressado: é a altura de passar do discurso lorpa e troglodita ao discurso soft da psicosomática. E mais soft ainda ao moralismo dos conselhos maternais ou paternais: «Faça assim ou faça assado», «deve assim ou deve assado», etc.
Fala-se do sistema endócrino como se falássemos de amendoins. Sistema endócrino não é um pormenor mais dos muitos milhares de pormenores com que a biologia enche os seus tratados. O sistema endócrino é um eixo de interfaces e os interfaces deviam ser, só por si, o estudo central da biologia celular que estivesse verdadeiramente interessada na célula viva e não na célula morta que se estuda nos laboratórios.
Acontece o contrário: o que está naturalmente unido é dividido (e a isso chama a ciência avançar no conhecimento científico). A divisão celular é uma metáfora da divisão dos conhecimentos operada pela magnífica ciência analítica e de laboratório.
Aqui - o item das pontes e dos interfaces - é um dos pontos que me dizem que nunca escreveremos um livro juntos: na melhor das hipóteses, cada um escreve o seu. E ficamos todos contentes.
Mas o sistema endócrino não é o único interface a ter em conta como fundamental a quem pesquisa os fundamentos da vida e os seus mecanismos de autocontrole: a actividade eléctrica da célula é outro interface e só por si deverá constituir o capítulo básico da biologia molecular como ciência da bioinformação. A biologia tal como está, é a ciência da bio-desinformação e, melhor ainda, da bio-contrainformação. O que agrada sobremaneira à CR, que nasceu exactamente de um acidente de contra-informação (vulgo, poluição em geral, poluição química em particular e poluição medicamentosa ainda mais em particular).
Outro interface-chave, já agora, é a homeostase.
Se eu digo que o vírus é uma invenção laboratorial, cai-me a polícia toda em cima. Indagar se o vírus é causa ou efeito, considera-se uma heresia. O dogma religioso da chamada ciência (a igreja mais cruel que já houve sobre a Terra, apesar da batinha branca), não admite que alguém raciocine. E o que a CR quer é mesmo o imobilismo, o dogma, o autoencerramento, a religião, o túmulo, a cruz (para romper isso tudo, Etienne aconselha o trabalho com o pêndulo).
Fala-se então em acreditar ou não acreditar. Quando se têm certezas (poucas mas boas) não é preciso acreditar ou não acreditar nas tolices que todos à compita nos querem impingir. Acreditar é de néscios. Ter certezas (poucas mas boas) é de sábios. O que torna as religiões (incluindo a religião da igreja científica) totalmente obsoletas.
A propósito de impingir, lembro que é também um desperdício de energia as tentativas continuadas de se fazerem lavagens sucessivas ao cérebro do outro. Já me fizeram as lavagens que tinham a fazer e agora, aos 66 anos, não vou mudar. Quando eu falo da seca daquele primeiro ano é que todos os chamados professores têm uma sardinha para impingir e eu já não tenho estômago para sardinhas. Lamento os alunos, coitados, vítimas de um sistema totalitário de contra-informação, mas isso é problema deles e das suas células.
Pedindo ajuda ao padre Antunes de Sousa e à sua retórica untuosa, talvez ele arranje uma epistemologia que faça mesmo a crítica e a filosofia da ciência moderna, que nos encurralou neste espectáculo de horror, terror e pavor que é actualmente o Planeta, com muitos catedráticos na 1ª fila ora a patear ora a aplaudir conforme os negócios que estão em causa.
Chorai, chorai, pilatos de agora que são os carrascos de ontem. O padre Antunes vai ao funeral e carpirá lágrimas sentidas sobre o túmulo em que todos - mas principalmente os cientistas, os senhores da engenharia genética e suas pias obras - nos meteram.
Como a epistemologia e o hipócrita padreca não desatam este nó, é evidente que alguém teria de aparecer para o desatar. Etienne veio desatar o nó górdio. Mas vamos inventar todos os pretextos para adiar a pista que ele aponta . Que mais não seja, uma viagem às Caraíbas, um congresso no Sri Lanka ou qualquer outra forma de turismo e auto-ausentação que a CR adora.
Mete raiva mas não há nada a fazer. Cada um tem as doenças e as ciências que merece.
PS: Junto a seguir cópias de cartas minhas para si, datadas do ano passado... Ainda vou a tempo de as relembrar.
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<luisa-1>
Lisboa, 29/Maio/1999
Luísa: Sobre o meu empenho no método de Etienne Guillé, acho que me devo explicar melhor para que saiba das minhas verdadeiras razões.
Afonso
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<luisa-2>
26/ Junho/1999
Tudo o que indico, vai num único e supremo objectivo: criar as condições vibratórias para que, o mais brevemente possível, faça uma viagem a Paris para consultar a Patrice.
Luísa:
Já sei que não leva muito a sério as minhas opiniões sobre saúde e que acabará sempre por confiar muito mais na ciência médica do que na experiência vivida (sofrida) de um leigo.
Em todo o caso, sinto-me na obrigação de lhe dar conta da leitura que faço da sua situação. E passo imediatamente aos pontos que julgo prioritários para si:
1 - Viragem na alquimia alimentar (de modo a que a alquimia dos 600 biliões de células se faça harmonica, ritmica e ortomolecularmente)
2) Viragem na utilização do tempo: ou seja, dedicar muito tempo a «não fazer nada», que o mesmo é dizer, deixar ortomolecularmente, que os 600 biliões de células façam o trabalho que têm que fazer, em sossego e conforme a sua (delas) infinita inteligência, que eu comparo à infinita bondade e misericórdia de Deus...
O «não fazer nada» pode traduzir-se por:
Neste «não fazer nada» incluo coisas como o seu previsto «workshop», a remodelação das suas aulas de Biologia celular, etc.
Ou seja: é o momento, penso eu, de começar a gerir a favor de si mesmo tudo o que acumulou de ciência: acho que seguir o Etienne e o pêndulo, é a melhor forma de o fazer. A alquimia celular é o melhor antídoto contra as neuroses de acumulação. Destila. Purifica. Decanta. Não é mais um autor, não é mais um cientista, não é mais um livro: é o encontro de cada um consigo mesmo e com o essencial de si mesmo.
O trabalho com os metais, como sabe, é fundamental para uma alquimia correcta e uma alquimia correcta dos 600 biliões de células é fundamental como imunidade às agressões do meio exógeno e endógeno.
Entre as agressões do meio endógeno incluo os métodos cruentos da medicina oficial.
E falta a alínea final, por onde eu queria ter começado este sermão. Tudo o que indico, vai num único e supremo objectivo: criar as condições vibratórias para que, o mais brevemente possível, faça uma viagem a Paris para consultar a Patrice.
Aí é que me parece a mais difícil, radical e decisiva das suas opções: ou EUA para continuar a carreira para o top; ou uma viagem a Paris para tratar da sua saúde e ultrapassar ortomolecularmente a actual situação.
Acumular as duas opções, impossível.
Será aí, penso eu, onde deverá investir o melhor das suas energias e também tempo, empenho, dinheiro, etc.
Tenho tentado evidenciar a importância da lógica ortomolecular nos problemas de saúde mais difíceis, mas sinto que não consigo fazer passar a mensagem. Não foi só consigo, foi com todos os intelectuais a quem tenho tentado passar a mensagem Etienne: continuo à procura do interlocutor válido...
Afonso ₪