<94-10-27-bm> 5.760 bytes - 4735 caracteres <fb-1><adn><manual><fb=feed-back com os colegas de trabalho>
A NONA PORTA
27/10/1994 - Sim, é um facto: esta démarche, que começa tão humildemente com este objecto tão humilde que é o Pêndulo, tem metas ambiciosas. Uma das que me tocam mais e de que, portanto, vos falo: o acesso à porta por onde se pode espreitar o que fica do lado de lá deste mundo das aparências. Se quiserem, a essência. Se quiserem, a morte e o que há na morte. Se quiserem, a eternidade. Se quiserem, os espaços-tempo não lineares. Se quiserem, o mundo quântico, onde tudo se articula a tudo, onde todos os interfaces se estabelecem, entre este mundo e o outro. Entre o outro e os outros. Entre todos os contrários opostos.
É esta uma das múltiplas metas (ambiciosas) deste trabalho que, começando pela Radiestesia, a que chamamos 6º sentido, aponta, nada mais nada menos, do que para 12 sentidos no ser humano e 12 ciências sagradas, da Alquimia à Teurgia
(Ver mapa).
Também é verdade, neste método, a banalização de coisas que se tornaram inacessíveis ou excepcionais. Dou 3 exemplos: a iniciação, a fabricação da pedra filosofal e a procura do santo Graal. São, com o humilde trabalho do Pêndulo, objectivos ao alcance de cada um e a breve trecho.
Aprender a criar uma certa imunidade da alma (imunidade energética), contra as investidas, hoje tão activas, das várias escolas manipulatórias e alienatórias que invadiram o campo das chamadas ciências ocultas ou esotéricas, é também e ainda um objectivo do trabalho com o Pêndulo.
O progresso deste nosso trabalho depende muito do feed-back que se estabelecer entre nós. E este «feed-back» depende muito de questões que vocês puserem e da forma como as puseram. Não se trata de nenhum «amen», nem de criar entre nós nenhuma rede de apanhar pardais(e tolos). Cruzes canhoto. Intercomunicar informação com o Pêndulo, não é nem será jamais criar redes de intertransferência energética. Dessa temos à vondo por aí. E não contem, minimamente, com este método nem comigo para levar a água a algum moinho energético que não seja o da vossa própria autonomia, auto-suficiência e independência.
«Ne touchez pas a quelqu'un d'autre» é uma das saudáveis recomendações deste método. De facto, a teledetecção, o telediagnóstico e a teletransferência de energias, derivando todas dessa suprema qualidade do ADN que é a teleacção - permitem exactamente a maior limpeza. Nada de promiscuidades energéticas. O que vemos hoje é umgrande deboche energético, sob as mais variadas formas.
Para simbioses energéticas, encontram-me disponível as 48 horas por dia. Para parasitismos energéticos, hoje tão na moda, não estou disponível nunca e tenho raiva a quem esteja.
Na multiplicidade dos caminhos que hoje são propostos, em nome da iniciação, o pêndulo pode servir de bússola, de estetoscópio, de microscópio e até de telescópio. Pode servir, como já vos disse, de computador pessoal. De bússola que guiará cada um de nós na escolha do seu próprio caminho. Que até pode não passar pela Radiestesia. Mas, com a Radiestesia, cada um poderá saber se o seu caminho passa pela radiestesia ou não. Já se disse que o Pêndulo trabalha para se autodispensar.
Como é costume dizer, o Pêndulo, além de inconsciente ambulante e do nosso computador de bolso, é, à la limite, para nós o dispensarmos. Quando nós próprios, nos nosso milhões de células, formos o pêndulo, ou seja, o Oscilador cósmico, ou seja, o ressoador cósmico universal da Grande Música das esferas, o pêndulo terá realizado a sua missão.
Melhor do que comparar o corpo a uma máquina, como faz a fisiologia materialista e a medicina aprova, é compará-lo a um diapasão. Máquina é matéria morta, diapasão é receptor e emissor de vida vibratória.
Não há ilusões nem crenças no trabalho com o Pêndulo. Não há crenças nem promessas. Há certezas, constantemente verificáveis e submetidas à dúvida metódica. A propósito de dúvida metódica, é muito interessante, energeticamente falando, a revelação que Etienne Guillé faz sobre a face desconhecida de René Descartes, filósofo que o materialismo descabelado recuperou e que, por ele, tão caluniado tem sido.
Distinguir o essencial do acessório, o efémero do eterno, é um dos objectivos do Trabalho com o Pêndulo. Mas essa distinção deve começar dentro de nós próprios: aprender a distinguir o que é, para cada um de nós, o acessório e o que é fundamental. É a escolha, a grande escolha, a grande opção.
Distinguindo vibratoriamente os sete metais uns dos outros - ou as sete cores do arco-íris - é o próprio corpo, com a sua inteligência própria (chama-se-lhe zona quântica) que irá efectuar as necessárias destrinças, as indispensáveis decantações. A alquimia interior é também isso: distinguir o trigo do joio, a verdade da falsidade. Energeticamente falando, evidentemente.