1-2 < 97-03-06-ah> ac dos projectos - domingo, 9 de Fevereiro de 2003- novo word - 2973 caracteres <circ-1> = circular <cartas><vida natural> ideias a.c. 1996 para: redacção da revista «beija-flor» inquérito às figuras do esoterismo português

ORIGENS DO SAGRADO:

A URGÊNCIA DE UMA GRANDE SÍNTESE

E DE UMA LINGUAGEM UNIVERSAL

ANTERIOR A BABEL

6-3-1997

Sem um «idioma» ou nomenclatura comum, as várias escolas e correntes que falam do sagrado e em nome do sagrado, não só nunca se entenderão entre si como nunca se farão entender do comum dos mortais.

As nomenclaturas de todos os que hoje falam do sagrado e em nome do sagrado, sobrepõem-se, repetem-se, confundem-se naquilo que é verdadeiramente a grande babel das línguas e das linguagens.

A revista «Beija-Flor» quer saber dos principais responsáveis portugueses o que pensam desta questão e que meio de «unificação» propõem.

Preconiza-se o diálogo entre tendências e correntes do esotérico, mas é preciso uma linguagem comum para poder haver diálogo.

- Que leitura faz da Torre de Babel, ou do arquétipo que ela simbolicamente representa?

- Que linguagem propõe?

- Será a Teosofia essa linguagem?

- Será a «linguagem vibratória de base molecular» (Etienne Guillé) essa linguagem?

- Que pensa do Esperanto como «língua internacional»?

- Que pensa do diálogo entre correntes e escolas que falam do «espírito»?

- Qual é para si, no presente mundo profano e profanizado, o significado e função de alfabetos ditos sagrados como o sânscrito, o hebraico e o dos hieróglifos egípcios?

- O surto de vários dicionários e enciclopédias sobre assuntos que vão da simbologia à alquimia, ajudarão a ultrapassar o estágio «torre de babel» em que nos encontramos?

- Que significado terá, neste contexto, a obstinada recusa de Khrishnamurti ao projecto que a Sociedade teosófica lhe tinha preparado?

- Que significado terá a dissidência de Rudolf Steiner relativamente à ST, criando a Antroposofia?

- Indique mais três figuras que, no seu entender, sejam os guias espirituais de que o mundo hoje precisa?

- Como passar, na prática esotérica, do puro mental ao «vivido» e «experimentado» de dentro para fora?

- Será o projecto da Sociedade Teosófica um enciclopedismo? Se é um projecto iniciático, em que medida o é?

- Como comenta aquela afirmação célebre de que «cada um de nós deve ser mestre de si próprio»?

- Será a informação fundamental uma questão de bibliografia? Apenas?

*

A forma como a informação original chega até nós, nos dias de hoje, coloca problemas de fiabilidade e garantia das fontes, ainda por resolver.

O sagrado está hoje sujeito à confusão própria do mundo moderno e a bibliografia acessível ao leitor comum - quer a que vem da ciência académica, quer a que vem da ciência esotérica - aparece não como um «puzzle» ou um «labirinto» - o que seria próprio desse tipo de informação - mas como um «caos».