<96-08-18-bm> <babel-0 ><circ-1> = circular – editorial do gato
À PROCURA DA LÍNGUA PERFEITA
A urgência de uma grande síntese e de uma linguagem universal anterior a Babel
18/8/96 - A forma como a informação original chega até nós, nos dias de hoje, coloca problemas de fiabilidade e garantia das fontes, ainda por resolver.
O sagrado está hoje sujeito à confusão própria do mundo moderno e a bibliografia acessível ao leitor comum - quer a que vem da ciência académica, quer a que vem da ciência esotérica - aparece não como um «puzzle» ou um «labirinto» - o que seria próprio desse tipo de informação - mas como um «caos».
Sem um «idioma» ou nomenclatura comum, as várias escolas e correntes que falam do sagrado e em nome do sagrado, não só nunca se entenderão entre si como nunca se farão entender do comum dos mortais.
As nomenclaturas de todos os que hoje falam do sagrado e em nome do sagrado, sobrepõem-se, repetem-se, confundem-se naquilo que é verdadeiramente a grande babel das línguas e das linguagens.
Preconiza-se o diálogo entre tendências e correntes do esotérico, mas é preciso uma linguagem comum para poder haver diálogo.
QUESTÕES PROPOSTAS:
- Que leitura fazer da Torre de Babel, ou do arquétipo que ela simbolicamente representa?
- Que linguagem universal propor?
- Será a Teosofia essa linguagem?
- Será a «linguagem vibratória de base molecular» (Etienne Guillé) essa linguagem?
- Que pensar do Esperanto como «língua internacional»?
- Que pensar do diálogo entre correntes e escolas que falam do «espírito»?
- Qual será, no presente mundo profano e profanizado, o significado e função de alfabetos ditos sagrados como o sânscrito, o hebraico e o dos hieróglifos egípcios?
- O surto de vários dicionários e enciclopédias sobre assuntos que vão da simbologia à alquimia, ajudarão a ultrapassar o estágio «torre de babel» em que nos encontramos?
- Como passar, na prática esotérica, do puro mental ao «vivido» e «experimentado» de dentro para fora?
- Será o projecto da Sociedade Teosófica um enciclopedismo? Se é um projecto iniciático, em que medida o é?
- Como interpretar aquela afirmação célebre de que «cada um de nós deve ser mestre de si próprio»?
- Será a informação fundamental uma questão de bibliografia? Apenas?