<70-12-26-di-ecc> terça-feira, 10 de Dezembro de 2002
MANIFESTO
DIFERENCIALISTA
(Neste texto a seguir, teclado em winword em 11/10/1998, algumas linhas de fundo se detectam: a pergunta «que fazer», ecoando o célebre título de Lénine e o Lefèbvre anti-estalinista do manifesto diferencialista que tanto o influenciaria. Embora os guardas do Gulag estivessem no seu auge, tudo parece apontar nesta prosa setecentista (princípio do ano 70) para um novo paradigma que despontava. E ainda não se falava de ecossistema. Com Lefebvre, era o elogio da vida quotidiana elevada à categoria de política).
26/12/1970 - Quando o mais medíocre dos homens - que eu, sem falsas modéstias, sei ser -se sente, em certos instantes, obrigado ao papel de profeta, tenho de concluir que o nosso tempo é de facto um tempo de arrasadora mediocridade e de medíocres (conferir «Le Manifeste Différencialiste», de Henri Lefèbvre) .
Quando as pessoas, televisionadas até aos ossos, não querem ver as evidências que se metem pelos olhos da cara, quando os absurdos se repetem nos mais pequenos pormenores quotidianos, que fazer? Que pensar? Que sou eu o doido ou eles? Que fui eu a perder a razão ou que todos eles a perderam?
É triste que, com tanta universitária de volta, a guerra para reabilitar alguns lugares comuns, algumas evidências, algumas coisas mais do que óbvias, seja esta guerra que aqui se trava, quotidiana e contrariadamente. Com tal gente, não se progride nada. Estagna a espiral da evolução.
Que fazer?©©©