<droga><saude> da psicologia à naturologia – itens de interface temas para discussãosábado, 12 de Agosto de 2006
A TOXICODEPENDÊNCIA
POR DENTRO
12/8/1993 - Falar das situações-limite do comportamento humano sem as ter experimentado é uma das taras que caracterizam a psicologia abstracta dos nossos dias e dão às ciências humanas o tom desumano que já ninguém lhes nega.
Muita prosa teórica se publica, portanto, sobre graves problemas existenciais e que afectam o «behavior» humano, como são os da chamada «toxicodependência».
A virtude principal da obra publicada pela Difusão Cultural(*) - «Os Nossos Filhos Livres da Droga» - é que atende mais à prática no terreno do que às belas teorias arquitectadas por cérebros privilegiados e expostas depois em complicados e labirínticos livros de «psicologia».
Um simpático casal norte-americano, Nancy e William, resolve passar a escrito a sua experiência no tratamento de toxicodependentes e o resultado é surpreendente: um testemunho humano de situações vividas que, só por si, já são terapêuticas. Assim é possível ensinar e melhorar alguma coisa as situações concretas: sem ares doutorais e infalíveis, sem dogmatismo.
Este «guia» é principalmente um diálogo com os pais, em que o casal de psicoterapeutas apresenta conselhos e sugestões para que os educadores possam ter uma acção decisiva no combate à toxicodependência entre os jovens. Segundo o seu entendimento, é no seio da família que tal acção se revela decisiva: há, por isso, atitudes e comportamentos a adoptar e outros a evitar, no relacionamento quotidiano com os filhos, no sentido de lhes assegurar uma formação sólida e influenciar positivamente as suas opções.
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(*) « Os Nossos Filhos Livres da Droga», William Mack Perkins e Nancy Mcmurtrie-Perkins, Difusão Cultural – Lisboa - 1993♦