MICHIO KUSHI, MACROBIÓTICA E YIN -YANG:

A COMPANHIA INSEPARÁVEL

TRADUÇÕES , INÉDITOS E PUBLICADOS DE A.C.

(1978)

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1-11 <michio-md-1-5> sexta-feira, 7 de Novembro de 2003 -<michio-2> 16488 caracteres - merge doc de um único file wri do mesmo nome <michio-1> - diário de um consumidor de medicinas

É AO CONTRÁRIO,

MEUS SENHORES

21/9/1978 - Não é a ciência  que vem examinar a íris dos macrobióticos, a dizer se servem, mas são os cientistas - se quiserem - que terão de se reciclar, porque vão precisar disso quando chegar a hora H (fígado, diabetes e outras aflições muito domésticas) da medicina, em que a ciência acredita, os mandar para casa, acusando-os de incuráveis.

São os especislistas que têm de baixar a arrogância e reciclar nomenclatura, não são os praticantes macro que têm de lhes fazer a vontade utilizando o tecno-discurso.

Não é favor os órgãos de comunicação social falarem do fenómeno macro ou do fenómeno eco mas é a macro e a eco, enquanto serviços de utilidade pública (e de salvação nacional...) que exigem a serviços, ministérios, direcções, governos e Estado que cumpram, perante o povo português, esse dever cívico: quer dizer, informar o País da verdade.

Não é a medicina que tem de dizer amen às eco-terapêuticas e medicinas naturais; é a medicina natural - e a medicina do yin yang em especial - quem tem de fazer pausa à medicina da doença.

Não somos nós que temos de pedir desculpa do shiatsu, do yoga, do arroz integral, do yin-yang, da  bionergia, nem usar eufemismos e mudar a nomenclatura para não desagradar ao especialistas; são eles, se quiserem, que têm de pedir desculpa do lapso ...

É bom crescer - e para isso se nasce - mas no tempo devido.

COMER FRANGO

E isto, porquê?

Porque, de repente, os grandes senhores da informação gabam-se do grande favor que é dar um lugarzinho às práticas alternativas, neste caso a macrobiótica como alternativa ecológica à medicina química.

Antes e depois,  incita-se o consumidor  a comer frango, massas alimentícias (sic), margarina que torna tudo mais apetitoso, ovos e outros concentrados puros de colesterol, enfim, a lista de bons conselhos habituais nos media.

Por enquanto, a Macrobiótica acontece a quem a merece.

Modelo,  exemplo do discurso consumista, foi a intervenção do Dr. Mário Baptista na já célebre Mesa Redonda da RTP sobre macrobiótica, dias 19, 20 e 21 de Setembro de 1978.

Se, como ele confessou, lera muito pouco sobre macrobiótica, que admira? A culpa, no fim de contas, não foi dele mas de quem o obrigou a preparar a lição tão à pressa.

Com que então a fome no Mundo, esse disco já tão partido?

Com que então os economistas do desperdício e da deseconomia estão muito preocupados?

Pois é: a fome que vai haver. Como se - pasmai - não houvesse já a fome que tem havido.

Tantos milhões de criancinhas de barriga inchada.

O comovente quadro, que tanto comove os seus autores,  - querem ver que são os macrobióticos os culpados disso tudo?

E quem terá autoridade para isso senão os que, há tantos e tantos anos, alimentam a fome mundial? Os que não querem que a humanidade saia da escalada para a ruína, a miséria e a fome que é a tal Economia do Desperdício.

Querem ver que é a economia da Reciclagem e do bom senso, querem ver que é o proposto ecodesenvolvimento, querem ver que é a economia macrobiótica, baseada na economia budista em que fala Schumacher, quem terá de ajoelhar e pedir desculpa perante os senhores e autores do desperdício, da miséria, da fome e do ...crescimento industrial infinitos?

Isto é simplesmente a questão de fundo: a maré que sobe é uma consciência planetária que se apercebe do logro do Desperdício e começou já a praticar a economia económica (assim mesmo, pleonástica) do eco-desenvolvimento e das eco-práticas (macrobiótica na vanguarda).

Como defende Josué de Castro e ao contrário do que proclamam  a FAO e a ONU , a causa primeira da explosão demográfica é a Fome.

Causa primeira da Fome: a exploração do Terceiro Mundo e a pilhagem dos grandes sobre subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

Causa segunda da fome: o modelo de crescimento industrial e tecnológico dos povos, na exploração dos solos, matérias-primas, recursos naturais e mão de obra desses países que coloniza tecnologica e industrialmente.

ECONOMIA MACROBIÓTICA

Economia macrobiótica e ecodesenvolvimento coincidem neste ponto: desmistificar os mitos maltusianos e, através de todas as práticas alternativas de carácter ecológico, multiplicar unidades de auto-suficiência energética e produtiva, capaz de ir safando o campo à ditadura da cidade, a província à ditadura da capital.

Quem vai ganhar ou perder, pouco importa. Importa é saber se o caminho escolhido, leva à sobrevivência ou à catástrofe. Importa é saber se se caminha com os do desenvolvimento imperial-expansionista, de lógica exponencial e logarítmica, rebentando com todos os travões e limites ecológicos da economia ou se, em função desses limites, se produz uma prática e se pratica uma produção que, limitada, austera, racional, yin-yang em vez de logarítmica, é o caminho da sobrevivência da Terra, dos ecossistemas, da Vida.

Quer vá ou não vá a tempo de vingar, é o caminho certo que qualquer pessoa que seja uma pessoa seguirá.

Que a Fome do Terceiro Mundo impressione muito os seus ideólogos, autores e economistas encartados, não nos impressiona.

Importa é estar firme e dizer a todos: as práticas alternativas ecológicas são as únicas a poder resolver o problema e a quebrar os ciclos viciosos, os becos sem saída dos desenvolvimentos neo-maltusianos.

Acusações, se as há, aos adeptos da Macro, é à sua inércia relativamente àquilo em que acreditam. E de que se recusem ao trabalho de reflexão sobre os fundamentos económicos (porque ecológicos) da sua filosofia produtiva yin-yang. Filosofia que chega às mesmas conclusões da ecologia, sem que os macrobióticos o suspeitem. Ecologia e conclusões muito necessárias.

No plano mais comezinho, a Macro é prática por enquanto intermitente mas depois permanente quando atingir a auto-suficiência comunitária para que tende o movimento. Na medida em que sistematicamente reconverte os milhares de supérfluos em 5 ou 6 consumos fundamentais.

MESAS REDONDAS

A isto se chamou - na Mesa redonda da RTP - reconhecendo o óbvio, «racionalização» dos consumos.

Mas eu penso que muitos espectadores ficaram a pensar na famosa «alimentação racional», que  tantos adeptos tem trazido à macrobiótica, na sequência de naturismos e vegetarianismos algo ilusórios.

É, no entanto, essa  «alimentação racional» que se propôs e ainda propõe como  alternativa ou eco-táctica ainda mais falsa à tirania dos consumos  do mercado comum.

Macro é outra coisa: é uma radicalização dos consumos e se «racionalidade» há - como tanto agradou ao Prof. Delgado Domingos reconhecer - é uma racionalidade em termos de economia e bioenergia.

Não é uma racionalização com base em  miligramas, vitaminas, proteínas, sais, enzimas, percentis.

Aqui há também um salto qualitativo - e uma armadilha terminológica ... - que leva a Macro a distanciar-se mais da «alimentação racional» e das dietas «lacto-ovo-vegetarianas» do que das próprias dietas correntes.

Quer dizer: as dietas «racionais» são ainda reformas in extremis de um sistema que não quer perder certos consumos e que para isso está disposto a reconvertê-los. Muda-se para ficar tudo na mesma ...

Além de Michio Kushi, ninguém na Macro se ocupa em definir o que talvez seja a sua função principal no Tempo-e-Mundo do Apocalipse: como nos vamos arranjar neste Planeta que treme por todos os lados e se esbarronda em todas as latitudes?

A resposta alternativa ao Apocalipse inclui a Macro - mas não se limita a ela - e é disso que se trata. Aviar a resistência e a imunização (à Dor, à Doença, ao Sofrimento, à Alienação) a este mundo onde a guerra entre potências é apenas o biombo  para tapar a profunda e verdadeira guerra.

É o Terceiro e o Quarto Mundo (povos, espécies, rios, ecossistemas, culturas, etnias, países em vias de extinção) quem tem de preparar a defensiva a esta ofensiva das potências nucleares e nem só.

A resistência, a luta, a contra-ofensiva ao invasor exige rijeza física e lucidez de reflexos: condições que a Macro ajuda a resolver.

Buda vem ajudar a justa luta dos povos pela emancipação e envia-nos Oshawa, instrumento nas mãos de uma providente Previdência.

Mas é a Buda que eu devo gratidão e satisfações. Se errar, é Buda que me perdoará e a quem eu devo explicações. Não é aos  cientistas: que isto fique claro e que não me obriguem a calar que sou budista.

AGRICULTURA DINÂMICA

A propósito de compostagens e de energia cósmica na agricultura biodinâmica, o Prof. Delgado Domingos criticou a nomenclatura usada pelos macrobióticos e convidou-nos a falar em termos mais «legais». Quer dizer: científicos.

Quer dizer: a subversão tem que se camuflar com a linguagem e as aparências do establishment.

Quer dizer: não é suficiente termos feito a revolução alimentar e biológica, já.

Ainda temos que adaptar a nossa linguagem às exigências da ciência oficial, entre as quais ciências está a medicina.

Tem sua piada esta exigência termodinâmica.

Eu não digo que certa linguagem da macrobiótica não deva ser limada e reelaborada. Mas é com vista a um rigor e a uma coerência interna, não é para agradar aos forasteiros.

Quando falo de energia cósmica ou Bionergia, sei muito bem do que falo, escusam os termodinâmicos de me vir emendar o dicionário.

Escusam de exigir que mude o yin-yang para um termo mais ocidental e «científico»: a lei da simetria , querem ver?

Se o yin-yang fosse traduzível em toda a subtileza e dinamismo era sinal - linguagem trai ideologia - de que havia equivalente na ciência ocidental: e não há. E não há porque toda a ciência  se baseia num dualismo que exclui o monismo dialéctico expresso pelo yin-yang, que é uma palavra só e não duas como eles julgam.

Usamos e usaremos yin-yang, sem concessões .

Não será Einstein que me obrigará a emendar os tantras.

O SALTO DIALÉCTICO

Temos, entretanto, a dizer aos colegas macro que, por exemplo, a tradução feita em alguns autores do yin-yang para positivo-negativo é uma gigantesca asneira que está na origem de muitos equívocos que têm manchado as primícias da arte e da prática macrobiótica .

Em nome da verdade e do rigor - que tudo no budismo exige - havemos de corrigir a língua, oh irmãos macro. Mas nunca para agradar aos que cultivam o positivo e o negativo na escala das dicotomias a que o padrão cultural que servem os leva e sempre levou.

Mas porque o salto qualitativo da prática Yin-Yang passa por esta ultrapassagem da nomenclatura, armadilha que ainda prende muita gente.

Mas não há-de ser nada e o arroz nos ajudará a ir des-cobrindo, pensando (pres) sentindo, intuindo em termos cada vez mais dialécticos - yin yang - e menos dualistas.

Sendo, ao fim e ao cabo a démarche iniciática - de que a Macro é só a base dietética correspondente - não vamos já exigir que tudo esteja afinado. Mas convém ir evitando as  fraquezas.

Desta vez a menina macrobiótica passou no exame. É preciso que das próximas não reprove.

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(*) Este texto , foi publicado no «Jornal da Via Macrobiótica», em data que neste momento não posso exactamente identificar , sabendo apenas que foi em 1978

 

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<michio-1> - sc - antologia dos nossos mestres - os clássicos do século XXI - - novo paradigma, velhas ciências

 

TRANSMUTAÇÃO E ALQUIMIA

A CIÊNCIA MODERNA E O MATERIALISMO (*)

 

(*) Fragmento de um texto de Michio Kushi, publicado no «East West Journal»

Os elementos químicos não são entidades estáveis como ensina a moderna ciência, mas estados transitórios num processo natural de evolução. Este processo segue a espiral concêntrica da criação, através da qual energias se densificam tomando forma a partir de elementos muito leves. Tal é o caso do hidrogénio, fora da atmosfera normal do nosso planeta, quando aparece sob a forma de aço, cobalto e níquel, os condutores electromagnéticos encontrados no coração do centro da Terra.

O mais simples dos elementos, o Hidrogénio, torna-se em outro elemento, Hélio, seguindo um processo de desenvolvimento igual ao de uma criança de um ano, que faz dois anos e depois três e assim por diante, através de invisíveis estágios de mudança. A criança velha é diferente da criança jovem. Mas nós damos-lhe o mesmo nome pois partilham uma história contínua que obedece ao mesmo modelo de desenvolvimento

Fenómeno natural, elas seguem as mesmas leis básicas da evolução da energia fisica (yin) completando a manifestação (yang) e tornando a dissolver-se, aquilo a que, no caso de organismos, chamamos morte.

Um espírito, ou uma energia, ao condensar-se, é fisicamente percebível como um sólido. Em vez de dizermos «espiritual» ou «física», podemos dizer «estados físicos de energia» ou «estados visíveis de energia». A física moderna está chegando à conclusão da maior parte das tradições espirituais que a matéria é ao mesmo tempo não matéria: qualquer coisa não é nada e nada é alguma coisa. O corpo é simplesmente uma forma de espírito e em última instância, o nada é o todo.

Infelizmente, porém, a civilização moderna ainda se apega a formas de ciência rigidamente materialista na qual está afogada. Permanece fascinada com o mundo material como se fosse a única coisa a ser considerada. Acreditam que a matéria é algo, ainda que pesquisas avançadas de física nuclear reconheçam a ilusão de tal ponto de vista.

Obviamente, a tecnologia materialista está destinada a ter vida curta, pois investe toda a sua atenção no que é visível neste mundo efémero.

O espaço ocupado pela matéria no universo é ínfimo comparado com toda a imensidão vazia. A duração da vida física não é nada, comparada com o tempo de existência de toda a energia invisível. Os ensinamentos de Jesus ou Buda, por exemplo, são ainda viáveis.

Enquanto toda a humanidade vê a fragilidade das teorias materialistas, os grandes ensinamentos espirituais sobrevivem por serem baseados na fundamental verdade de que tudo é nada: o mundo material nada mais é que uma forma de espírito.

O espírito, foco da consciência, é proporcional à nossa vida. Quanto maior for a consciência, maior é a liberdade. Uma amiba, por exemplo, responde automaticamente aos estímulos, pois não está habilitada a controlar ou dirigir as reacções.

A maioria das funções do corpo funciona da mesma maneira. As actividades fisiológicas – respiração, digestão, etc - são geralmente inconscientes, governadas directamente pelo sistema nervoso central autónomo. Assim que um bebé emerge de um estado de quase total passividade no útero, começa a ter algum controle consciente das acções.

Contudo, uma criança é totalmente dependente dos pais para satisfazer e dirigir as suas acções.

Ao crescer, com o desenvolvimento da consciência e da liberdade, amplia muito o poder sobre si mesma.

Muitas pessoas no mundo moderno acreditam que são livres, mas de facto são dependentes como as crianças.

Quando entramos numa loja como um supermercado ou numa confeitaria, por exemplo, e escolhemos entre uma série de produtos, acreditamos que estamos exercendo a nossa liberdade.

Esta liberdade ilusória, entretanto, existe somente dentro do limitado intento de sermos reconhecidos pelos outros. A liberdade verdadeira não significa escolher entre uma série de produtos e artigos como massas, bananas ou sapatos. Significa decidir quais os vegetais que deseja plantar este ano, depois sair para comprar a comida do dia e finalmente decidir de que maneira vai cozinhá-la para aquela hora e lugar.

A dependência dos produtos de consumo, entretanto, não é tão perniciosa como a dependência de ideias estabelecidas Continuamos dependentes de outros para aprovarem o que estamos fazendo e de frases que nos aprovam e nos tranquilizam. Quando alguém nos dá uma medalha na Escola, dizemos que somos os bons. Algumas pessoas são consideradas excepcionais apenas porque ganharam o Prémio Nobel. Quem foi que criou, julgou e pensou por eles?

AS LEIS DO UNIVERSO

As pessoas hoje discutem, alarmadas, a possibilidade de colapso da civilização moderna.

Precisamente porque sem ela nós não poderíamos ser ajudados.

Sobrevivência, no entanto, não significa simplesmente a habilidade de se defender fisicamente mas, em última análise, a habilidade de pensar por nós mesmos.

Nós temos acreditado em tudo. A primeira etapa para a verdadeira liberdade é esquecer completamente tudo que os especialistas afirmam. Questione você mesmo as pretensões de Aristóteles, Newton, Einstein, ou qualquer outro. Com certeza você vai cometer alguns enganos nos primeiros esforços, mas a única maneira de se aprender a andar é caindo e aprendendo pela sua própria experiência onde está o equilíbrio.

Há pouco, comparei o ferro nas células do sangue com a agulha de uma bússola. Porque é que a agulha aponta sempre para o pólo Norte?

Porque todos os planetas executam um movimento em torno dos eixos no mesmo sentido? Porque é que todos os pólos norte de todos os planetas, excepto Urânio, apontam na mesma direcção?

Esta direcção (norte) é a que se dirige para o cume da espiral da nossa galáxia. Assim como os elementos na Terra se condensam através de uma contínua espiral de criação, a totalidade da galáxia é uma manifestação de uma vastíssima espiral de energia que tem surgido do nada intergaláctico. E assim como os elementos químicos quando atingem o ponto de extrema concentração na série radioactiva, começam a decair na forma de emissões de energia própria, assim todas as formas deste universo vivo, tendo chegado ao extremo da sua manifestação, começam a retornar à origem, à realidade natural, a qual não é nada mais que espírito.

UNIVERSO E CORPO HUMANO

Aquilo que pensamos, as imagens incorpóreas que vêm até nós do universo que nos cerca, o conjunto de sonhos, são a nossa vida. A habilidade para entendermos e conhecermos estas imagens, depende da qualidade do aparelho receptor que é o nosso corpo. O corpo, entretanto, e o alimento que o constitui, também não é nada mais que uma forma de espírito.

Tendo recebido as imagens através do sistema nervoso, nós fazemos um total levantamento do momento e decidimos o curso das nossas acções.

Aquele que faz o julgamento, o que diz «eu vou fazer isto», que avalia balanceando os vários factores e depois exerce a sua liberdade, está completamente equilibrado. Isto é a totalidade, a origem do yin yang. Esta faculdade de pura intuição, a maior forma de pensamento, é a infinita verdade natural que nunca morre.

A decadência da liberdade nos nossos dias é um reflexo da degeneração mental. O receptor electrónico, constituído pelo sistema nervoso, incluindo o cérebro, é formado pelo sangue que o banha constantemente. Um dos principais componentes do sangue, é a hemoglobina, composta de hidrogénio, oxigénio e carbono (na periferia) e ferro (no centro).

SANGUE: BÚSSOLA VIVA

DEVIDO AO FERRO QUE CONTEM

A sensibilidade electromagnética deste ferro é essencial para a nossa habilidade de decisão, assim como uma bússola nos orienta em qualquer momento em que nos encontremos perdidos em qualquer ponto do planeta.

O ferro do sangue é deficiente em casos de anemia. A medicina ocidental recomenda neste caso a ingestão de carnes que contêm ferro, ou de pílulas com ferro. O ferro, no entanto, é criado espontaneamente por uma natural transmutação. Os nossos corpos podem produzir grande quantidade de ferro por um processo alquímico interno.

A moderna medicina, porém, reduz o organismo a um modelo mecânico cujas partes podem ser repostas e impele-nos a consumir uma série de desnecessárias aditivos, os quais podemos criar livremente.

O ferro na hemoglobina da transmutação da clorofila, factor fundamental da vida vegetal, ingerimo-lo com o alimento. A clorofila é exactamente igual à hemoglobina, no tocante aos elementos da periferia, mas no seu centro em vez de ferro acha-se o magnésio (elemento do número atómico 12, do mesmo radical magnet). A transformação natural do alimento vegetal (clorofila), em sangue (hemoglobina), ocorre nos intestinos, no centro de gravidade do corpo ou hara, de acordo com a fórmula:

12 26

mg __O2______ fe (Co, Ni)

24 56

Magnésio tem o número atómico de 12 e o peso atómico de 24; o ferro tem o número atómico de 26 e o peso atómico de 56. O ferro é irmão do cobalto e do níquel; são parentes e devem ser considerados como parte da mesma família. Qual é o meio entre estes dois elementos? Através de que elemento o magnésio se muda em ferro? O que tem de ser adicionado? Dois átomos de oxigénio.

A verdadeira forma do magnésio é a fusão nuclear de dois carbonos:

12 6

mg c

24 = 12

Deste modo, podem formar dois átomos de oxigénio. Daí resultará o ferro. Estes dois átomos de oxigénio provêm da respiração.

A cura natural da deficiência de ferro, ou anemia, é comer mais vegetais frescos e exercitar uma respiração activa. Antes do advento da moderna civilização, uma pessoa que começava a sofrer os sintomas de anemia, poderia ainda ter razoável intuição para seguir este autotratamento.

O homem moderno, entretanto, rapidamente absorve qualquer conselho dos especialistas. Por exemplo, as pessoas lêem os meus artigos sobre macrobiótica com o intuito de aprenderem o que devem comer. Isto é um absurdo! Eu repito várias vezes por dia o conselho para mastigaram bem. Que falta de senso! As pessoas fazem cursos para aprender como respirar, como dar à luz e como morrer.

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(*) Fragmento de um texto de Michio Kushi, publicado no «East West Journal»

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O FERRO E A TRANSMUTAÇÃO (*)

(*) Este texto de Michio Kushi foi transcrito de um seminário realizado em Dezembro de 1974 e publicado em «One Peaceful World Nº 8»

O discernimento depende da qualidade dos glóbulos brancos, especialmente ferro. O âmago do ferro provém - a melhor qualidade - não do ferro que ingerimos na comida; a melhor qualidade provém por transmutação no nosso corpo.

Ingerimos comida animal e sangue, em bifes e hamburgers. Aí encontra-se ferro. No caso de comida animal, chamamos a isso hemoglobina. No caso de vegetais, chamamos clorofila.

Hidrogénio, oxigénio, nitrogénio são elementos leves circulando espiralmente numa cadeia. No centro existe magnésio. Na hemoglobina, não obstante ser complicado, é a mesma estrutura : hidrogénio, oxigénio, nitrogénio. Mas o interior é diferente, é ferro. Esta é a diferença entre plantas e animais.

Como é que aquele centro se muda em ferro? Comemos vegetais; digerimo-los e tomamos assim magnésio. Como disse, tal magnésio é electrificado, magnetificado. Na circulação, dirige-se aos milhões de sacos de ar dos pulmões; o sangue chega, junto com o ar, a fusão realiza-se entre os glóbulos brancos e o oxigénio. O sangue transporta magnetismo, que é agora activado, carregado.

Isto não é uma forma sólida, é mais frágil, movendo-se. Quando o magnésio yang e o oxigénio yin fundem, é introduzido um elemento X. Este elemento X é o ferro. É diferente do ferro existente no solo, que é muito áspero. Este ferro realizado internamente nunca enferruja; mais, o magnetismo deste ferro é muito mais intenso do que o magnetismo que possui o ferro do solo.

Aquele que se alimenta de comida vegetal possui muito mais fortemente este sentido de direcção, de opinião. É mais fácil ver a direcção da sua vida, o curso deste universo, e como seguir. Estes triliões de compassos apontam para o infinito. Então começamos a caminhar nessa direcção, sentimos que essa é a direcção certa. Através disso formamos o nosso pensamento. Pensamentos como «a vida humana é efémera mas a nossa vida real é eterna», ou «isto é infinitésimo mas o universo é infinito». Começamos a ver como muitos valores são apenas valores relativos, não absolutos. Tal pensamento cresce pela qualidade dos glóbulos vermelhos.

Se comemos carne animal, acontecem certas coisas dentro do nosso corpo. O ferro, o sangue, provêm igualmente do reino vegetal, por transmutação. No cão, vaca ou tigre, esse ferro era também forte. Mas se nós comemos dessa carne, o ferro é enfraquecido por um ácido. A proteína animal decompõe-se. O putrificação ocorre no nosso sistema digestivo. Por tal facto, essa boa qualidade de ferro altera-se, torna-se uma má qualidade de ferro.

O nosso sangue mantém um alcalino fraco, e o ferro do nosso sangue mantém-se muito sensível. Mas se o sangue se torna mais ácido, perdemos essa qualidade e começamos a ficar insensíveis. A nossa direcção ziguezagueia e segue por caminhos loucos. Quando ingerimos boa qualidade vegetal, a nossa direcção aponta para o infinito. Se estamos ingerindo comida animal, a direcção vai em sentido contrário. Se também começamos a comer açúcar, com tal ambiente a sensibilidade deste ferro é afectada. Com comida animal, o nosso pensamento é geralmente diminuído. Se tomarmos açúcar, sumos de frutas, e especialmente drogas, perdemos completamente a nossa direcção. Os glóbulos vermelhos movem-se literalmente em confusão na corrente sanguínea, em vez de seguirem correctamente.

É deste modo que a comida nos afecta - alguma tornando o nosso ferro forte, outra enfraquecendo-o. Se mastigamos bem - o que significa tornando a nossa comida alcalina e fazendo-a transmutar mais facilmente dentro do nosso corpo - e se somos activos, gerando calor, então podemos magnetizar mais minerais como o magnésio, ferro e cá1cio.

O cozinhar serve também para magnetizar. O discernimento daquele comedor de alimentação cozinhada é bem superior ao do comedor de alimentos não cozinhados, apesar de ambos serem superiores ao de um alimentado a comida animal. A psicologia e a psiquiatria falam de muitas coisas. Mas falta-lhes isto completamente. Não podem pois criar a correcta pessoa.

Estudante: Que factores mudam de facto o magnésio e o oxigénio em ferro?

Michio: Que factores? Yin e Yang! Ou mais precisamente: o carbono combina facilmente com o oxigénio. O magnésio é semelhante ao carbono. O carbono por si só não está ainda magnetizado; na forma de magnésio, ele torna-se electrificado, fica num estado plasmático podendo então combinar-se.

O estado plasmático significa: isto (o objecto) é sólido. O oxigénio aparece e não se combina; se aquecermos este objecto, então talvez se possa combinar com o oxigénio, por meio de alguma combinação química — monóxido ou dióxido de carbono. Mas isto é ainda difícil; seguidamente, isto transforma-se numa forma gasosa e a fusão é muito mais possível.

O estado seguinte é aquilo a que chamamos plasma. (Michio acende um fósforo).É esta forma, a forma do fogo. Os electrões e protões movem-se. Enquanto se movem, aparece mais oxigénio, é a fusão simples. Este fogo, sem oxigénio, não se realiza. Na nossa corrente sanguínea existe um pequeno fogo, electrificado, magnetizado. Ele necessita de oxigénio. A fusão realiza-se e cria-se ferro.

A corrente do Ki vem da terra e do céu, activando. Tal é distribuído a todo o fluido sanguíneo, portanto este fluido é um fluido electromagnético. Então, esses elementos metálicos em estado plasmático combinam com o oxigénio e ocorre a transmutação.

Diariamente criamos ferro no nosso corpo. A falta de ferro chama-se anemia. O tratamento usual é ingerir pastilhas de ferro. Outro tratamento recomendado é comer muita carne — porque tem sangue. Mas a melhor maneira é in-gerir muitos vegetais verdes, que têm muito magnésio; e mudando-o em ferro no nosso corpo.

Estudante: Porque é a anemia comum no princípio da macrobiótica?

Michio: Durante longo tempo essas pessoas estiveram comendo ferro já obtido na forma animal, portanto, a sua capacidade para transmutar é pobre, a carga para electrificar estes elementos é fraca e não se realiza bem.

Estudante: Como é que define a esquizofrenia?

Michio: A esquizofrenia acontece quando a qualidade do ferro é má.. É tudo. O problema dos esquizofrénicos é sempre um problema intestinal. O problema intestinal precede-a; o ferro existe aí, por exemplo. A melhor qualidade que o ferro produz é — digamos — l00. Este número representa o grau de magnetismo. Algumas dietas de vegetais podem fornecer 70. 0 ferro de qualidade animal dá 40. O grau 100 é fornecido por um ambiente alcalino, assegurado por cereais e vegetais.

Agora, o cérebro. A substância interna e ácido glutâmico. Este ácido é sintetizado dentro do nosso corpo. Não necessitamos de o trazer de fora. Pela carga do fluido ki e da electricidade, este ácido começa a decompor-se em dois químicos que têm nomes complicados que eu não me lembro. Chamemo-lhes X e Y. As substâncias do químico X fazem-nos pensar ‘siga’, e as substâncias do composto Y fazem-os pensar ‘pare’. Ainda, o yin e o yang. Para ter este ácido glutâmico, é preciso a acção de um agente. Esse agente é o grupo da Vitamina B e outros enzimas. Na a1imentação, os cereais integrais têm as melhores combinações da vitamina B. Se são comidos, o seu cérebro está limpo. Nada de problemas com o ácido glutâmico. Contudo, se ingerimos carne ou açúcar, tais vitaminas B são digeridas e não sintetizadas.

Estudante: Como é que a cozedura magnetiza a comida?

Michio: A cozedura significa aplicar calor. Durante a cozedura, cada átomo expande-se e os electrões rodam velozmente, aproximando-se do estado plasmático. Quando comemos, o alimento é mais facilmente electrificado pela corrente do ki. O cozinhar tornou o homem superior ao homem que não usa a cozedura. A arte da cozedura fez uma época. E a alimentação cerealífera criou a formação humana. A cozedura era a divisão entre o homem primitivo e o superior, intelectual. Quando se conhece a macrobiótica e como usar isto, então está-se criando uma humanidade suprema.

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(*) Este texto de Michio Kushi foi transcrito de um seminário realizado em Dezembro de 1974 e publicado em «One Peaceful World Nº 8»

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EQUILÍBRIO DOS ELEMENTOS (*)

(*) Este texto de Michio Kushi foi transcrito de um seminário realizado em Janeiro de 1975 : « The Unifyng Principle in The World of Physics and Chemistry - Part II »

A semana passada estudámos a transmutação dos elementos. Agora, suponhamos que o sódio pode mudar-se em potássio pela adição de oxigénio num pro-cesso de fusão nuclear. Então o potássio, pela eliminação do oxigénio, mudará em sódio. Descubram a tecnologia para que se realize esta transmutação. Espantosamente, este processo realiza-se no nosso corpo a todo o momento.

Do mesmo modo, magnésio e cálcio, que se encontram ao lado do sódio e do potássio na tabela periódica, também se transmutam, de trás para diante, com adição ou subtracção de oxigénio. Estes quatro elementos são básicos no nosso corpo. Os outros minerais existem no nosso corpo, mas estes quatro são os básicos.

Movem-se no nosso corpo através do plasma sanguíneo. São os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos, as plaquetas sanguíneas, fluindo no plasma sanguíneo, que é denso e gelatinoso. Neste plasma segue o magnésio, o cálcio, sódio e o potássio. Estes quatro elementos estão carregados electricamente, +e -.Estão prontos a receber oxigénio para mudar de um para outro.

O núcleo da clorofila é magnésio; o carbono, hidrogénio e oxigénio orbitam na periferia. A clorofila encontra-se no reino vegetal. O núcleo da hemoglobina, por outro lado, é ferro; e do mesmo modo, carbono, hidrogénio e oxigénio orbitam na periferia. A hemoglobina encontra-se no reino animal. Reparem que a estrutura periférica é a mesma para ambas. Somente o núcleo é diferente: o de um é magnésio, o de outro é ferro.

Agora, o reino animal depende do reino vegetal para a sua alimentação, e o seu centro sanguíneo, hemoglobina, contém ferro. Realiza-se uma transmutação: magnésio muda-se em ferro.

12 26

Mg O2 Fe (co, Ni)

24 56

Magnésio tem o número atómico de 12 e o peso atómico do 24;o ferro o número atómico de 26 e o peso atónico de 56.O ferro é irmão do cobalto e do níquel; são parentes, e devem ser considerados como parte da mesma família.

Qual é o meio entre estes dois elementos? Através de que elemento o magnésio se muda em ferro? O que tem de ser adicionado? Dois átomos de oxigénio.

A verdadeira forma do magnésio é a fusão nuclear de dois carbonos

12

Mg = 2 (6/12 C)

24

Deste modo podem formar dois átomos de oxigénio. Daí resultará o ferro. Estes dois átomos de oxigénio provêm da respiração.

A doença chamada anemia, causada pela falta de ferro no sangue, é usualmente curada pela ingestão de grande quantidade de carne, ou outro alimento animal, que é rico em ferro, ou tomando pastilhas de ferro. O ferro encontra-se na carne, pois esta é feita de sangue, e o sangue é rico em hemoglobina. Este é um método de emergência contra a anemia.

Existe outro método, lento, contudo, para tratar a anemia. Devemos comer mais vegetais verdes, que são ricos em clorofila. Ao mesmo tempo devemos respirar mais activamente. Tornamo-nos mais activos. Então o núcleo de magnésio da clorofila transmutar-se-á em ferro, enriquecendo deste modo o sangue com hemoglobina. A anemia desaparecerá.

De um modo similar, outras doenças podem ser curadas pela compreensão das transmutações. Agora compreendemos que o sódio mudará em potássio pela adição de oxigénio. Assim, quando se sofre de ossos fracos, pensamos normalmente que se deve beber mais leite que contém muito cálcio. Mas, se compreendermos (que ele) provém, via transmutação do magnésio, então para fortalecer os ossos devemos ingerir comidas ricas em magnésio e tornarmo-nos muito activos para aumentar a quantidade de oxigénio no corpo. Por transmutação obtém-se o cálcio

Qual é o elemento de ligação entre o sódio e o magnésio? É o hidrogénio. Qual é o elemento de ligação entre o potássio e o cálcio? Do mesmo modo, é o hidrogénio.

Há um elemento que se encontra exactamente entre o sódio e o potássio. É o fósforo. Há um elemento que se encontra exactamente entre o magnésio e o cálcio. É o enxofre. Ainda, qual é o elemento de ligação entre o fósforo e o enxofre? É novamente o hidrogénio. São o fósforo e o enxofre elementos yin ou yang? São fáceis ou difíceis de arder? Fáceis de arder. Estes elementos são a nossa mentalidade, realizam a nossa função cerebral.

Claro, existem muitas outras coisas, mas estes são os elementos básicos.

Os quatro elementos inferiores, sódio, potássio, magnésio e cálcio, formam a nossa constituição física. Os dois elementos superiores, fósforo e enxofre, formata a nossa constituição mental.

Aprendemos que no arroz integral, o interior é um carbono hidratado: carbono, hidrogénio e oxigénio. As camadas exteriores são formadas de diversas espécies de proteínas: carbono, hidrogénio, oxigénio, mais nitrogénio. Claro que outros minerais se encontram aí: ferro, sódio, potássio, etc., assim como o fósforo. A estes chamamos em particular ‘fatin’ ou ‘phatic acid» . É um composto de fósforo. Devido a este fósforo, que existe em grandes quantidades no arroz integral e em outros cereais, se os analisarmos em ácidos e alcalinos, serão ácidos. Assim, algumas pessoas dizem que os cereais são ácidos e portanto maus para serem comidos.

Mas aquele «phatic acid», aquela combinação de fósforo , é uma barreira contra a intrusão de qualquer forte veneno. Esse ácido realiza combinações químicas com os venenos numa tentativa de os neutralizar. Já que o fósforo é o ponto central entre sódio e potássio, tem pois a capacidade de neutralizar qualquer excesso de sódio ou potássio.

A fonte de sódio é o sal, o mar. O ar é a fonte de oxigénio. E o reino vegetal é a fonte de potássio. A água subterrânea e a das chuvas é a fonte de hidrogénio: H 2 0.O ar é também a fonte de nitrogénio, que é também fixado na superfície do solo pelas leguminosas. O reino vegetal é também a fonte de magnésio. Os mariscos são a fonte de cálcio. O carbono é encontrado no solo.

De qualquer maneira, no mundo biológico o maior antagonismo e complementaridade é o existente entre o sódio e o potássio. E o fósforo realiza o equilíbrio entre eles. Do mesmo modo, o enxofre realiza o equilíbrio entre o magnésio e o cálcio. Para existir equilíbrio entre o carbono, oxigénio e nitrogénio, é a água o intermediário.

Quando comemos devemos sempre tentar manter o equilíbrio. Sagan Ishizuka, o professor de George Oshawa, achava que este equilíbrio deveria ser 1 de sódio por 5 de potássio. Louis Kervran investigava também o equilíbrio entre o sódio e o potássio, porque este equilíbrio é a chave para manter saudáveis os nossos corpos. Na minha opinião, este equilíbrio pode ser de 1 para 7. Todavia, este equilíbrio não é somente sódio e potássio, é também o equilíbrio entre os minerais yang e os minerais yin. Este equilíbrio pode ser de 1 por 5 até 1 para 10,na nossa alimentação diária. Quando o nosso equilíbrio alimentar é de 1 por 5, tornamo-nos então muito yang. Quando o nosso equilíbrio é de 1 por 10, então tornamo-nos muito yin. Quando o nosso equilíbrio é de 1 por 7, geralmente tornamo-nos equilibrados.

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(*) Este texto de Michio Kushi foi transcrito de um seminário realizado em Janeiro de 1975 : « The Unifyng Principle in The World of Physics and Chemistry - Part II »

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DE MICHIO KUSHI, JORGE OSHAWA E OUTROS AUTORES

  1. Anthony J. Sattilaro - Rappelé à la Vie - Une Guérison du Cancer ( Recalled by Life - The Story of my recovery from Cancer) - Ed. Calmann-Lévy - Paris - 1983
  2. Aveline Kushi with Wendy Esko - The Macrobiotic Cancer Prevention Cookbook - Avery Publishing Group Inc - New York - 1988
  3. Eugénia Varatojo - Francisco Varatojo - Cozinha Natural - Deliciosas Receitas Macrobióticas - Ideias e Receitas para uma Alimentação Mais Saudável - Ed. Instituto Kushi - Lisboa - 1988
  4. Flávio Zanatta - Macrobiótica - As Bases Científicas - Ed. Portuguesa de José Galamba - 1973 (?)
  5. Ilse Clausnitzer - Guia Prático da Alimentação Macrobiótica Zen Segundo o Prof. Oshawa - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - 1969
  6. Iona Teeguarden - Liberdade Através da Alimentação - Introdução à Cozinha Natural - Ed. Ground - Rio de Janeiro - 1977
  7. Jorge Oshawa - A Filosofia da Medicina Oriental - Macrobiótica Zen - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - 4ª edição - 1970
  8. Jorge Oshawa - Introdução à Macrobiótica - Versão ocidental actualizada da macrobiótica zen por William Dufty - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - Edição Portuguesa de José Galamba - 1976
  9. Jorge Oshawa - Macrobiótica Zen - Arte da Longevidade - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - edição portuguesa: Porto - 1976
  10. Jorge Oshawa - O Câncer e a Filosofia do Extremo Oriente - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - s/d
  11. Marcio Bontempo - Introdução à Macrobiótica e Dieta dos Dez Dias - Ed. Ground - Rio de Janeiro - 1977
  12. Maria Allgayer Costa - Minhas Experiências Através da Macrobiótica - Associação Macrobiótica de Porto Alegre - 1972
  13. Michio Kushi - A Arte da Cura e o Desenvolvimento Espiritual - Trad. de Luís Rosado - Ed. Pélagus - Lisboa - 1973
  14. Michio Kushi - Agricultura Natural - Plantando a Horta das Delícias - Ed. Cosmogénese - Lisboa - 1978
  15. Michio Kushi - Basic Home Remedies - Ed. One Peaceful World Press - Becket, Massachusetts - 1994
  16. Michio Kushi - Crime & Diet - The Macrobiotic Approach - Edited by Edward Esko - Ed. Japan Publications, Inc - Tokyo and New York
  17. Michio Kushi - Cura Natural pela Macrobiótica - Edição de Jacinto Rosa Vieira - 1978 - c/ índice remissivo e uma nota biográfica sobre o autor
  18. Michio Kushi - Diagnóstico Visual (Visual Diagnosis ) - Ed. Unimave - Lisboa - 1977
  19. Michio Kushi - Diagnóstico Visual - Ed. Chacra - Prefácio de José Gomes Ribeiro - 1975
  20. Michio Kushi - How to See Your Health : Book of Oriental Diagnosis - Japan Publications, Inc - New York - 1980 -
  21. Michio Kushi - Kushi Institute Study Guide - Temas de Estudo sobre Macrobiótica - Prefácio de Francisco Varatojo - Lisboa - 1983
  22. Michio Kushi - Le Banquet de la Guérison - La Guérison Naturelle par la Macrobiotique (The Macrobiotic Way of Natural Healing) - editado por Edward Esko - Prefácio de Robert S. Mendelsohn - Col. L'Ordre de L'Univers - Paris - 1980
  23. Michio Kushi - Macrobiótica - Seminários em Lisboa 1977 - Ed. Fundo de Apoio aos Seminários Macrobióticos - 1978
  24. Michio Kushi - Macrobiótica para uma Nova Era - Súmula de alguns temas importantes dos seminários de Michio Kushi ( Macrobiotics: The Way of Life in the Age of Humanity ) - Trad. de Rosa Maria Calado e José Augusto Leal - Ed. Unimave - Lisboa - 1978
  25. Michio Kushi - O Diagnóstico e a Cura das Principais Doenças, Segundo a Medicina Oriental - Prefácio e tradução de Gomes Ribeiro - Ed. Cosmogénese - Caxias - 1976
  26. Michio Kushi - O Diagnóstico na Medicina Oriental (Introduction to Oriental Diagnosis) - Uma introdução Michio Kushi - Compiladores : William Tara e David Lasocki - Ed. O Sétimo Círculo - Porto - 1978
  27. Michio Kushi - O Livro da Macrobiótica - Via Universal para a Saúde e a Felicidade ( The Book of Macrobiotics - The Universal Way to Health and Hapiness) - Trad. Emanuel Cirne - Col. «A Árvore da Vida» - Ed. Sétimo Círculo - Publicações escorpião - Porto - 1978
  28. Michio Kushi - O Sonho da Vida - Colecção Solar Nº 1 - s/d
  29. Michio Kushi - Saúde e Felicidade pela Macrobiótica (The Teaching of Michio Kushi - Volume One) - Prefácio e Tradução de Gomes Ribeiro - Ed. Cosmogénese - Lisboa - 1977
  30. Michio Kushi - SOS Macrobiótica - Curas Naturais - Ed. Sol Nascente - São Paulo - s/d
  31. Michio Kushi - The Book of Macrobiotics - The Universal Way of Health, Happiness and Peace - Ed. Japan Publications, Inc - Tokyo and New York - 1987 - 370 páginas - c/ índice remissivo
  32. Michio Kushi & Martha C. Cottrell, MD with Mark N. Mead - AIDS, Macrobiotics and Natural Immunity - Ed. Japan Publications, Inc - Tokyo and New York - 1990 - 500 páginas - c/ índice remissivo
  33. Michio Kushi e George Oshawa - Medicina Macrobiótica - Ed. Tao - Brasília - 1977 - Trad. de Vera Cartaxo, Nelson Abraão e Márcio Lisboa Jr
  34. Michio Kushi with Alex Jack - The Cancer Prevention Diet - Michio Kushi's Nutritional Blueprint for the Relief and Prevention of Disease - St. Martin's Press - New York - 1983 - 460 páginas - c/ índice remissivo
  35. Michio Kushi with Edward Esko - The Macrobiotic Approach to Cancer - Avery Publishing Group Inc. - New York - 1981
  36. Michio Kushi with Edward Esko - The Philosopher's Stone - Michio Kushi's Guide to Alchemy, Transmutation, and the New Science - Ed. One Peaceful World - Becket - Massachusetts - 1994 -
  37. Rosa Maria Calado - A Macrobiótica na Nossa Cozinha - Receitas para seguir a alimentação macrobiótica em Portugal - Ed. da autora - Lisboa - 1978 ■