1-1
–<92-01-10-IE> novo word - <realista-ie> quinta-feira, 23 de Janeiro de 2003 <manifest>-2593 caracteres <ideifor> <realismo ecológico>MANIFESTO CONTRA
A UTOPIA TECNOCRÁTICA
[10-01-1992]
Realista é preconizar uma política energética totalmente submetida a uma política de ambiente e de saúde - e não o inverso
Realista é planificar primeiro uma política de gastos energéticos realista, à qual se há-de submeter depois uma política de produção energética - e não o inverso
Realista é inventariar e planificar já as potencialidades em formas nacionais de energia infinita - eólica, solar, maremotriz, hídrica, etc - e não o inverso: aceitar sem crítica a invasão de energias pesadas ou hiperpoluentes, exportadas pelos monopólios multinacionais, a pretexto de que os consumos internos sobem na vertical
Realista é resolver, primeiro, toda uma política de reciclagem e recuperação - lixos, detritos, sucatas, etc - e apoiar nela uma política de consumos, uma política económica, uma política de independência nacional - e não o inverso
Realista é considerar a economia energética na sua totalidade biológica e cósmica - e não subalternizar a bionergia hipertrofiando a importância da energia eléctrica para fins meramente industriais
Realista é sobrepor a política de ambiente e de saúde à política de crescimento industrial e de produção energética - e não o inverso
Realista não é minimizar ou omitir os efeitos catastróficos, os custos e riscos, em segurança e saúde, da energia nuclear e petrolífera (principalmente os custos económicos desses efeitos e riscos sobre o ambiente), fazendo entrar todos os factores na contabilidade e não o inverso: minimizar sistematicamente o que custam ao País as doenças e as condições insalubres quer do ambiente, quer da habitação, quer do trabalho, etc
Realista é preparar uma política energética à medida dos nosso recursos internos - recorrendo apenas in extremis à importação e à dependência externa - e não o inverso: comprometer ainda mais a independência nacional, enfeudando as necessidades energéticas do país às multinacionais do petróleo ou do nuclear
Realista é planificar a produção industrial de que efectivamente temos necessidade real, básica, inadiável, e não o inverso: continuar desenvolvendo indústrias que só interessam às multinacionais aqui instaladas, indústrias que só pretendem alimentar supérfluos, que só pretendem imitar países poderosos, ricos, desenvolvidos
Realista é distinguir as necessidades reais das necessidades inventadas pelo sistema de consumos estabelecido pela exploração capitalista - e não o inverso: basear as necessidades de produção nas artificiosas necessidades aparentes imitadas dos países exploradores do terceiro mundo.☼☼☼