1-7- <76-04-29-ie> terça-feira, 19 de Novembro de 2002 – scan

29-4-1976

MANIFESTO MEP 76

 

Tomando como ponto de análise e reflexão, e como pretexto, um comunicado do Grupo de Lisboa (*) que pretende funcionar de proclamação para o Dia Mundial do Ambiente, deveremos indagar que bode expiatório deve neste momento escolher o militante ecológico. Se há , em muitos grupos anarco-ecológicos, uma tendência para centrar o alvo ou culpado no indivíduo, abstractamente considerado, há quem critique essa posição, quando outros alvos certamente carregam culpas bem mais pesadas.

Se a classe exploradora existe, se existe a tecnocracia e seus sofismas, se existe o tecnofascismo e seus crimes, se existe o capitalismo e o imperialismo na sua desvairada exploração do homem pelo homem, se existem multinacionais e monopólios energéticos, culturais, médicos, económicos, políticos, agrícolas, industriais, etc., se existem indústrias pesadas e superpoluentes, se existem os paranóicos do Nuclear, das Celuloses, da Petroquímica, das barragens gigantescas, se existem poluidores não pagadores, se existem serviços pagos para corromper e degradar o habitat; se existem as grandes internacionais da mentira que são as OMS, as FAO, as OMM, as UNESCO, se existem terrorismo e terroristas da direita; se existe exploração do homem pelo homem,

corre-se um sério risco atirando as culpas para o Zé Ninguém que é passiva vítima de todos aqueles algozes.

Muitos militantes da Ecologia sonharam um Nuremberga, um tribunal ecológico - e ele foi uma das propostas aprovadas por unanimidade no II Encontro do MEP, em Março de 1975. Mas nunca terá passado pela ideia a um militante, escolher o Zé Ninguém para vítima a imolar no banco dos réus, esquecendo outros indiscutíveis réus.

Se todos eles existem porque o Zé Ninguém o consente, equivale isso a dizer que os 48 anos de fascismo existiram porque o povo português o quis. É uma forma pequeno-burguesa de analisar um fenómeno da pequena-burguesia. Talvez seja verdade mas é uma daquelas verdades que nenhuma estratégia (política ou ecopolítica) minimamente sensata e minimamente não suicida, se poderá jamais dar ao luxo de dizer alto, e muito menos em jeito de proclamação de princípios.

OS PRIMEIROS RÉUS DE UM FUTURO TRIBUNAL ECOLÓGICO

Nunca nenhum militante da Ecologia radical e de Esquerda iludiu as raízes anarco-convivialistas do seu projecto político; e nunca ninguém iludiu o parentesco que este

projecto tem com o Maio de 1968 na procura de uma Revolução sui generis, até então procurada mas indefinida; essa filiação em raízes anarcas e autogestionárias, porém, deve ser tomada muito mais como uma responsabilidade e uma dificuldade a superar do que como uma prerrogativa ou uma honra; é suficientemente conhecido o efeito de boomerang que as teses anarco-individualistas e libertárias obtêm na praxis política, para que uma auto-crítica exigente não tenha já sido feita por muitos militantes da ecologia radical, por muitos comunistas libertários ...

Desse facto - a ambiguidade que as teses libertárias ganham ao transporem-se da teoria para a prática – podemos prever consequências que convém ter em conta:

tal como existe em grupos anarcas de tendência tout court, a tendência grupuscular será consequência directa (e quiçá nefasta) daquelas raízes; vamos aceitar a dificuldade, vamos aceitar que tem vantagens e desvantagens, mas vamos tentar superar a dificuldade e a ambiguidade, se o que de facto pretendemos não é estar dogmaticamente fixados a uma tese mas dialecticamente em movimento com a sua aplicação prática e respectivos resultados.

Neste momento em que o M.E.P., um ano depois dos estatutos aprovados, procura a sua regulamentação interna e uma certa unidade que consiga vencer inimigos e obstáculos, vamos todos ajudar um bocadinho, fugindo um pouco à tendência grupuscularizante, embora sem ninguém - indivíduo ou grupo - alienar a sua personalidade própria; vamos ajudar a que o M.E.P. em formação e em processo de crescimento, tenha também a sua personalidade própria, antes que o destruam...

Face a tantos que querem submergi-lo, ora no pantanoso ideal-anarquismo, ora no individualismo liberalesco, ora na reacção direitista do conservador e do retrógrado, ora nos enganosos meandros de uma democracia burguesa e pequeno-burguesa, ora num radicalismo de estrema esquerda, igualmente filho-família de trotsquismos traidores, vamos reflectir.

SERÁ O ZÉ NINGUÉM CULPADO

DE UM CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO ONDE ESTAMOS TODOS ATASCADOS?

Se a cultura ocidental é um processo secular de condicionamento pavloviano;

se a ideologia hoje dominante em camadas da esquerda e da direita é a ideologia da dominação da Natureza e do antropocentrismo mais ridículo e laplaciano ( além de lapalissiano...)

se todos, até os padres, respeitam Darwin e o seu evolucionismo racista;

se todos acreditam na infalibilidade da ciência dogmática e fazem dela a nova religião, o novo "ópio do povo";

se o Sistema está bem organizado e enraizada na alma popular a inevitabilidade de lhe render vassalagem;

se essa dependência do Mestre, do Pai, do Progenitor, de Deus, do Ditador, do Partido, do agente da Autoridade se instalou no subconsciente colectivo de modo a vigorar de geração para geração como dado congénito infalível (inscrito no código genético...), quase instintivo;

se todos acreditam na superioridade da cultura europeia sobre as culturas asiáticas, americanas, antárcticas e oceânicas ; passadas, presentes e futuras, terrestres e extra-terrestres; da raça branca sobre as outras raças, da espécie humana sobre os outros mamíferos, do reino orgânico sobre o reino mineral

se a Escola, a Universidade, a Edição, a Publicidade, a Cátedra, e respectivos aparelhos de repressão intelectual, continuam a produzir tratados, livros, epítomes, relatórios, ensaios, teses, segundo a sua ideologia humanista, colonial-racista, paternalista, antropo e europocentrista;

se as novas gerações continuam a ser intoxicadas, desde o berço, desde a escola primária, com os mesmos princípios (muitos deles já tornados inconscientes), do evolucionismo, do positivismo, do experimentalismo, do cientifismo - que são apenas traços da cultura europeia-mediterrânica, e se continuam a acreditar, beatamente, (como qualquer "selvagem" acredita nos próprios mitos) nos mitos da Geometria, da Antropologia, da Biologia, da Matemática, da Estatística, da Economia, da Política, da Arte, do Diabo e mais o tio,

pergunta-se: será o Zé Ninguém culpado?

Será muito fácil que o Movimento Ecológico possa conquistar, rapidamente, muitos adeptos?

Será muito fácil que um militante ecológico o seja de facto, com tudo o que de cultural e ideologicamente subversivo isso significa?

Será muito fácil que o professor e o profissional desta ou daquela especialidade, desta ou daquela ordem estabelecida, desta ou daquela forma de ganha-pão realize autocrítica e verifique a mistificação fundamental em que uma pseudo-ciência o coloca?

Será muito fácil que a consciência ecológica desperte, sem que se verifique, para lá dos pressupostos teóricos, a vivência e a experiência sofrida de uma incompatibilidade visceral, biológica, fundamental do militante com o sistema de valores, com o sistema ideológico, com o sistema metodológico que o rege?

Será fácil, sem um corpo a corpo violento com o sistema, ganhar a serenidade cósmica da verdadeira não-violência?

O SISTEMA DUALISTA NASCEU PODRE

Entre os que se julgam política ou ideologicamente mais avançados, é comum a beatice de adorar princípios do mais primário racionalismo; facilmente esses activistas enrolam o militante na designação abusiva mas estigmatizante de "metafisico"; recusar o fanatismo de um certo racionalismo de via reduzida, repetir a crítica que ao racionalismo, aliás, já foi feita por correntes de cunho existencial, surreal, vitalista - crítica que volta a ser feita pelo realismo fantástico - preconizar alguns princípios subversivos que fizeram a Revolução de Maio de 1968, tudo isso é para esses activistas (muito seguros da sua querida ciência, da sua sofística, da sua tecnocracia, da sua tecnologia hiperpoluente, da sua medicina criminosa, da sua pavloviana educação, da sua cultura catedrática e elitista, da sua indústria pesada, da sua paranoia desenvolvimentista, da sua alienação e da sua sarcástica obediência à ordem), cair em pecado de irracionalismo, etc. etc.

Esta divisão entre virtuosos (progressistas, adeptos da ciência estabelecida, revolucionários, activistas de um olho só) e "pecadores" (os que superaram a metafísica crónica do dualismo, o irracionalismo crónico das teorias racionalistas, o idealismo crónico dos materialismos não dialécticos , etc.), eis um dos pontos a decidir pelo ecomilitante no despertar da sua eco-consciência.

O que a consciência cósmica ou ecológica rejeita, a priori, é a divisão da realidade em espírito e matéria, em primitiva e civilizada, em antiga e moderna, em atrasada e evoluída, em desenvolvida e subdesenvolvida, em virtuosa e pecadora, etc

São todos estes sistemas de valores que à luz da subversão ecológica se encontram podres. Mas totalmente podres, como é sensível pelo mau cheiro e pelo mau aspecto do pequenino globo terráqueo onde temos pocilga comum.

Enquanto o militante não o sentir - tal como o sentiu Ulianov Lenine, esse camarada dos homens - com angústia, com experiência, no quotidiano dos gestos e das palavras mais simples, estará longe.

Claro que ele constitui uma elite. Claro que Lenine e Marx constituíram uma elite. Mas note-se que o conceito de elite ou minoria é ainda um tipo de segregação que o mesmo podre sistema do valores pré-impõe.

Claro que o ecomilitante constitui minoria. Toda a Revolução é feita de vanguardas. E a função subversiva de uma ideia ou de uma ideologia não pode ser percebida ou concebida inicialmente por maiorias.

Por definição, a consciência - ecopolítica ou de classe – nasce no indivíduo; é minoritária. A princípio, como vanguarda revolucionária; mas é entre as vanguardas revolucionárias, a mais susceptível de contagiar multidões, de mobilizar massas, de atrair indivíduos.

E tanto mais quanto mais as partidos maioritários ou as vanguardas revolucionárias depositam cada vez maior desilusão e descrença nas massas.

Na mente do Zé Ninguém .

QUANDO O ZÉ NINGUÉM ACORDA O DESPERTAR DOS MÁGICOS E DO ECOMILITANTE

O que distingue um ecomilitante das suas imitações é, portanto, a função subversiva que nele assume a "Ecologia".

Já vimos como esta disciplina "científica" pode ser anexada pelos partidos da Direita

Já vimos como raramente é recuperada a tempo pelos partidos de esquerda.

Falta acentuar de que modo o sistema e a sociedade de consumo, ao sentirem ameaçados pela função subversiva da ecologia a sua ordem e a sua prepotência sobre o cidadão, se apressam a criar também uma ecologia à sua maneira:

Todos eles, porém, têm em comum: esquecer , omitir, ignorar ou descartar a função subversiva da ecologia, a sua função de metodologia crítica não só à sociedade de consumo, não só à civilização do lixo e do desperdício, não só ao sistema do biocídio e do etnocídio, não só à sofística e à tecnocracia, mas também ao racionalismo, ao positivismo, ao materialismo não dialéctico, ao dualismo, ao cientifismo, e a todos os antecedentes ou consequentes.

Basta, aliás, aprofundar um pouco os fundamentos teóricos da rebelião ecológica, para se verificar de que maneira «reage» qualquer daqueles técnicos, às propostas que, através dos tempos, significaram a linha ecológica do pensamento humano, na contra-ofensiva à linha biocida e homicida dos vários sistema anti-ecológicos ;

basta lembrar de que modo aqueles técnicos assimilaram, dentro da cultura ocidental, o surrealismo, o existencialismo, a experiência mágica, mística, alquímica, enfim, as tendência anarcopacifistas e anarco-convivialistas que nunca deixaram de se verificar sob a tirania racionalista ou pseudo-racionalista; para a aurora da consciência ecológica, prefácio de um Mundo Novo a construir, é inevitável a passagem pelo diabolismo criador da imaginação e da contestação crítica que aquelas contra-correntes em oposição da corrente oficial representam; mas é também indispensável a passagem pela experiência de outras culturas estrangeiras à órbita ocidental: a experiência ioga, taoísta, zen, por exemplo, são experiências indispensáveis ao despertar de uma eco-consciência , na função subversiva que lhe temos vindo aqui a definir.

Tudo o mais, são formas mais ou menos auto-satisfeitas , mais ou menos espertas, mais ou menos oportunistas de estar com o sistema , dizendo embora que não.

O ZÉ NINGUÉM EM PÉ DE IGUALDADE  COM TUDO QUANTO EXISTE

O despertar da consciência ecológica e, com ela, o nascer do ecomilitante, não é um fenómeno tão comum como pode parecer, vendo a inflação sofrida pelos temas ditos ecológicos e sua apropriação pelos donos do sistema: programas de Ambiente nas escolas, técnicos do Ambiente nas autarquias, ciências do Ambiente na Universidade, políticos do Ambiente nos governos e nos hemiciclos, etc - se não houver consciência ecológica, tudo isso é apenas a continuação e perpetuação do sistema com tudo o que ele carrega e comporta de anti-ecológico; ou seja, o seu incurável europocentrismo; o seu incurável humanismo, ora ateu ora teológico; o seu incurável vício de dominar, violentar, explorar a Natureza, etc.

Consciência ecológica nasce quando o neófito ou iniciado verifica o chavascal do sistema que se baseias nesses três princípios de toda a violências ; quando experimenta o nojo dessa abjecção e vai até ao extremo do niilismo que inevitavelmente essa abjecção produz em qualquer homem sadio de espírito; quando faz da ecologia a única alternativa para esse niilismo e para o suicídio. Consciência ecológica é o esforço que o iniciado faz:

(Está por declarar esta Carta dos Direitos da Natureza, na única perspectiva correcta, não paternalista, nem racista, nem reformista em que ela pode ser estabelecida. Tudo o mais é racismo, logo paternalismo proteccionista, logo conservadorismo romântico, logo esclerose ocidentalista).

QUE A CONSCIÊNCIA DE CLASSE SE ALARGUE  ATÉ COINCIDIR COM A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

O iniciado na consciência ecológica, portanto, não só irá rejeitando os criminosos por vocação e profissão,  os violentos e neo-violentos, como os que, modernamente, se dizem amigos da natureza, protectores da Natureza, conservadores das espécies, domesticadores da lei natural, técnicos do ambiente, engenheiros da anti-poluição, etc, etc.

A esta luz, a função subversiva atinge também a clássica noção de classe e luta de classes.

Verifica-se então que a «luta de classes» cria nuances e subtilezas, passa inevitavelmente por esta luta em que a espécie humana tem feito de patrão explorador e a Natureza de proletário explorado.

A consciência ecológica passa então por esta consciência de classe alargada até onde a Natureza aparece no papel e no lugar de «proletária».

O explorado Zé Ninguém já não resume, então, a sua luta ao patrão, ao burguês, ao explorador da sua força de trabalho.

Para o explorado – homem, criança, mulher, cigano, índio arunta, baleia, floresta, etc. – a luta vai estender-se também contra que o coloniza, proletariza, explora e manipula: médico, professor, padre cura, técnico de publicidade, fiscal de impostos, funcionário de política, tribunal, etc.

O QUE O MARX NÃO PREVIU TEMOS NÓS O DEVER DE VER

Se os que se reclamam do marxismo-leninismo e consideram a luta de classes o motor da história entendem fazer da burguesia , do patronato e do capital as suas bestas negras, eis que o ecomilitante não fica por aí, não paralisa aí, na denúncia e na luta:

Entende o ecomilitante que a luta de classes assume hoje variantes subtis, que o imperialismo não ataca só na frente terrorista, na frente do golpe de Estado, na frente do oligopólio e do monopólio, mas que utiliza um sem número de frentes «encobertas», nas quais mata, esfola, explora, aliena, tortura, aterroriza, dizendo que defende a saúde, dizendo que mata a fome, dizendo que fomenta a economia, dizendo que regulariza os climas, dizendo que sonda águas subterrâneas, dizendo que presta auxílio económico, dizendo que empresta a juros, dizendo que favorece a exportação dos excedentes, dizendo que dinamiza a indústria, etc.,

O ecomilitante é o único que se apercebe dos tentáculos nacionais que as internacionais da tecnocracia e do tecnofascismo hoje têm.

É o único que compreende – porque vê dos antípodas o lodo ocidental – como

Ocultam afinal, sob a mais idiota e odiosa das ideologias «pacifistas», uma outra guerra e uma outra «luta de classes» que o Marx, por acaso, não previu

Mas que nós temos obrigação de ver, porque se mete pelos olhos da cara.

SOB AS ASAS MATERNAIS DA INTERNACIONAL TECNOCRÁTICA

Para se saber até que ponto a Ecopolítica leva o seu radicalismo, até que ponto quer ser subversiva e até que ponto não admite panos quentes nem admite contemporizar com reformismos, coexistências pacíficas, ecorevisionismos, direitismo ecológico, etc, basta ler os comentários que merecem aos ideólogos do sistema, organizações consideradas sagradas, intocáveis e muito beneméritas como O.M.S., F.A.O., UNESCO, UNICEP, etc, que no fundo são as grandes organizações da Internacional Tecnocrática, a pretexto de proteger as pessoas, de alimentar os povos, de tratar a saúde às populações, etc..

O respeito com que o Eng. Gonçalo Santa-Rita falava da OMS e da FAO, em artigo recente, é típico dessa rendição mental a mitos muito arreigados. E demonstra que longa distância ainda temos a percorrer para a gente perceber onde começa e onde acaba o fascismo, se lermos a História em termos ecológicos, em termos ecopolíticos: E não apenas em termos meramente económicos.

Leia-se um extracto de um artigo publicado no "Diário Popular" (6/Abril/1976)

«Em numerosos países, os serviços públicos relacionados com a alimentação e a nutrição dependem dos respectivos departamentos de agricultura ou encontram-se em ligação mais ou menos directa com eles. A posição relativa dos serviços agrícolas oficiais na resolução dos problemas alimentares tem grande importância, condicionando a possibilidade dos técnicos agrários trabalharem intensamente neste importantíssimo sector, ao mesmo tempo que facilita a acção consultiva de organizações internacionais como a F. A. O. ou a O. M. S., as quais, como é sabido, viram na vigência da ditadura, a sua vastíssima e imensamente útil actividade cerceada entre nós; ou, na melhor das hipóteses, reduzida a um acervo de exercícios de carácter mais ou menos académico, pouco eficazes para melhorar os padrões alimentares das populações menos favorecidas.»

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(*) Era suposto reproduzir aqui, para a história, o referido comunicado mas deve andar perdido nos papéis da época, em que havia tantos, tantos papéis esvoaçantes...