<eloy-1> polémicas ac com o ambiente – inédito ac de 1987 – para a história do ecoequívocos e das ecointrigas
PORQUE FUI OBRIGADO
A DIZER PUBLICAMENTE
QUE ODEIO O SR. ANTÓNIO ELOY,
INIMIGO DO PLANETA TERRA
13 de Novembro de 1987 - Já disse ao sr. António Eloy, declarado inimigo do Planeta Terra, que metesse no mais fundo do íntimo dele, as circulares dele, os telefonemas dele, os vómitos dele, as provocações dele e o mais que vem dele, incluindo o mau hálito.
Mas não há maneira de o sr. António Eloy, ''engineer" do CEETA, me ouvir, insistindo sempre em me mandar as famigeradas cartinhas com carimbo e selos dos "Amigos da Terra", onde o sr. António Eloy tripudia como ditador, a ver se me provoca ou a ver se lhe avio na Imprensa as notícias de propaganda pessoal que ele quer, a que ele acima de tudo aspira, logo a seguir às viajatas que faz à conta do Orçamento.
Além de parvo, pois, é surdo.
O recorte que o míope do palerma agora me manda, com carimbo e selos pagos pelos "Amigos da Terra" de que sou sócio número 1, refere-se a umas alegadas declarações que em Aveiro teriam sido pronunciadas por uma alegada "Frente Ecológica Portuguesa", um dos muitos e proliferantes grupos que por esse país fora me têm chulado os nomes, as iniciativas, as ideias, os projectos.
É o caso dessa "Frente Ecológica Portuguesa", a cargo de uma Drª Teresa Brandão, esposa do deputado Narana Coissoró, senhora que aliás teve a gentileza de me telefonar para me dizer que me ia gamar o nome "Frente Ecológica", grupo de edições e jornal que já foi, e que sustentei a milho painço há uns anos, com sede na minha residência de Paço de Arcos.
Eu disse que sim à Drª Teresa Brandão, do CDS, que gamasse tudo quanto ela quisesse, pois eu evacuava abundantemente em todos os meus chulos, incluindo os CDS, os Verdes-PCP, os "Amigos da Terra" e outros travestis deste cabaret dançante.
Não sabendo escrever quanto mais ler, o surdo além de míope e palerma António Eloy, mostra que é gago, pois não distingue um boi de um palácio, ou seja, a alegada "Frente Ecológica Portuguesa" amamentada pela Drª Teresa Brandão, da "Frente Ecológica" do Afonso Cautela, alimentada a milho.
Mas, além de gago, o sr. Eloy é desmemoriado, porque se esquece que a actual palhaçada que dá pelo nome de "Amigos da Terra" - Associação Portuguesa de Ecologistas, teve origem nos estatutos do Movimento Ecológico Português, associação de que fui fundador e de que o palerma do sr. Eloy foi o afundador.
No meio, veio o António González, posterior deputado da Nação, que também me chulou o nome de Movimento Ecológico Português para a tertúlia de amigos a que iria chamar Partido "Os Verdes".
Além de gago e desmemoriado, o sr. António Eloy, inimigo declarado da Terra, faz-se desentendido, querendo com estas manobras de diversão desviar as atenções públicas da pública vergonha, da indecente pornochanchada que foi:
1 – O seu servilismo ao engenheiro Carlos Pimenta quando este era Secretário de Estado do Ambiente e Recursos Naturais, atulhando-o com um jantar de homenagem que meteu centenas de convivas na brasa.
2 - O seu coice a Carlos Pimenta porque este não deu ao sr. António Eloy os fundos estruturais que ele queria para poder continuar as viajatas em que é reconhecido perito à conta e às costas da causa ecologista.
3 - O viranço ao prego outra vez relativamente a Carlos Pimenta, depois de este o ter denunciado no jornal "Expresso" como um comedor profissional de subsídios: com efeito, depois de ter feito queixas que atingiam directamente Carlos Pimenta, à Alta Autoridade Contra a Corrupção, o sr. António Eloy vem na primeira página do "Diário de Lisboa" a derramar melaço e açúcar em cima do mesmo Carlos Pimenta, que ele - Eloy - faz sempre questão de frisar que conhece na intimidade . (O Pimentinha é uma maravilha - diz ele - nos intervalos de dizer que Pimentinha é um encobridor de corrupções do Ano Europeu do Ambiente e sua Comissão Nacional).
É este vermezinho rastejante e malcheiroso que toda a vida se me tem pegado às canelas , ainda por cima a pregar moral, e que agora gama mais um selo de 25$00 aos "Amigos da Terra" para me enviar o recorte do "Diário de Notícias" para onde aliás o sr. António Eloy deve ter mandado a notícia redigida.
Notícia que pretende pôr em cheque a "Frente Ecológica".
Outros , como Teresa Brandão, António González, Maria Santos, têm levado a vida de verdes a inverter emblemas (símbolos), a fazer travesti e a gamar-me os nomes e as iniciativas.
Junta-se agora ao grupo o travesti sr. António Eloy, que não contente com a paneleirice, quer borrar de merda uma "Frente Ecológica" que milhares conheceram e conhecem, misturando-a com uma "Frente Ecológica Portuguesa" que ninguém, além da sua mãe e dona, Drª Teresa Brandão, conhece.
AFONSO CAUTELA
13/Novembro/1987
*
ANEXO Nº 1
OS ERROS ORTOGRÁFICOS DO SENHOR ANTÓNIO ELOY
A dois meses do Encontro Internacional dos Amigos da Terra, na Foz do Arelho, o sr. António Eloy, presidente da Associação Portuguesa de Ecologistas e ex-filiado da UEDS, vive momentos de grande inquietação, ensanduichado entre a obediência que deve aos patrões internacionais e a necessidade de aliciar alguns jornalistas para noticiar o evento.
Segundo parece, a cabeça internacional dos "Friends of Earth" têm alergia aos jornalistas mas o Eloy precisa de alguns para o acontecimento ter alguma repercussão e ele justificar os subsídios que tem andado a mendigar por ministérios e tudo quanto é FAOJ's.
Com a "Frente Ecológica" o problema ainda é mais bicudo para o dito Eloy, que só agora avalia bem os custos da celebridade que tem vindo a granjear como ecologista e crítico de cinema, nos intervalos dos uísques e das pândegas.
Segundo ele próprio revelou à "Frente Ecológica", no seio da Associação a que preside, já se ventilou o "caso" Afonso Cautela e se se devia ou não convidar o dito senhor para assistir às sessões da Foz do Arelho, dado o carácter "nocivo" que aquele "polémico" senhor representaria numa reunião de tão alto nível como é a cimeira da F.O.E. .
Se o convidam - pensa Eloy - lá vai ele pôr tudo em pratos limpos (o que o Eloy classifica de presença "nociva"). Se o não convidam, que vai ser do Eloy quando a língua viperina do Afonso Cautala se desatar para contar tudo o que sabe e os erros de ortografia que o Eloy sistematicamente dá nas prosas que escreve?
*
ANEXO Nº 2
A NOBREZA MORAL DO SENHOR ELOY A SOLDO DO PODER
Política de "transparência" chama o boletim nº 3 dos "Amigos da Terra'' à revelação pública, um tanto tardia, das "boas relações" que os ditos "Amigos" mantêm com os ministérios, o Governo, o Poder, aquele poder afinal que, depois, em "acções directas", dizem corajosamente afrontar e defrontar, como aconteceu , em acção de "ineditismo internacional" , quando os mesmos "Amigos" decidiram invadir o Parlamento português para dar nas vistas e forçar os jornais a noticiá-los.
Estas acções contra o Poder precisam , evidentemente, de ser subsidiadas pelo Poder. E se do FAOJ os "Amigos" já conseguiram 40 contos para o Encontro Internacional da Federação dos Amigos da Terra (Foz do Arelho, 2-6 Novembro de 1983), do Ministério da Qualidade de Vida receberam 25.000$00 para o Eloy ir a Roma à conferencia "O Destino da Terra" e 30.000$00 para o Eloy ir a Paris ao colóquio "Ecologia contra o Desemprego".
Tudo isto o boletim nº 3 noticia, com a mais sadia transparência
Não deixa de ser coerente e de bastante nobreza moral, que o Eloy venha perseguindo de há tempos a esta parte o Afonso Cautela, acusando-o de fazer "olhinhos" ao Partido Socialista e de ter sido "subserviente" nas palavras que proferiu no almoço oferecido por Mário Soares aos ecologistas (1 de Abril de 1983) e nas "100 medidas para 100 Anos" que a "Frente Ecológica" resolveu apresentar como "caderno reivindicativo" ao futuro governo que viesse das últimas eleições.
No fundo, o que de mais subserviente a "Frente Ecológica" defendia, nesses dois documentos, como sempre tem defendido, é a obrigação que o Estado tem de alimentar não só a sobrevivência mas a independência dos movimentos ecologistas e de os subsidiar.
Isto, que tanto feriu os brios éticos do Eloy, é afinal o que o Eloy recebeu para se fazer importante em Paris e Roma onde se fez transportar.
Ecologistas itinerantes destes, não, obrigado. Nunca são o que são nem estão onde estão. Nem venham depois chatiar-nos armando ao moral, a dizer que somos nós quem contribui para a desunião e a desunidade. Com coerências destas e palhaços destes, não fazemos pacto nem teremos contemplações. Óbvio.