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CARTA DA CLANDESTINIDADE

AOS DETENTORES DO PODER

26. Fevereiro.1988 - O que nós temos, com os senhores deputados todos da Oposição a ver, é uma selvajaria social-democrata, que nem a cara salva.

Por isso, o aviso da Resistência Ecologista que me acho no direito de representar aqui, é dirigido a todos os que detenham uma parcela maior ou menor do poder neste País.

Tomem cautela com os abusos, não me comam mais aos bocados, parem um instante o banquete de canibais.

Basta! E se for necessário, chama-se de novo "às armas, citoyens".

Porque é de cidadãos e seus direitos que se trata quando se fala de Resistência, Movimento e Projecto Ecologista.

Senhores que detendes uma parcela maior ou menor de poder: de qualquer forma, quer continueis calados, quer continueis mudos e surdos, a Resistência ecologista continua, como até aqui, na clandestinidade.

Porque enquanto há vida, há esperança.