1-1- <68-10-14-di> quarta-feira, 15 de Janeiro de 2003

 

PODER

14/10/68

O Poder é a fonte de todos os crimes. Qualquer espécie e quantidade de poder. É a fonte de todas as guerras, portanto, e é demagogia falar-se de paz entre poderes, ou entre Poderes e submetidos pelo Poder. Guerra permanente e perpétua.

Todo o poder corrompe. O Poder absoluto corrompe absolutamente.

Onde quer que se movem milhões (de dólares, libras, francos ou etc) concentra-se Poder, que usará a Propaganda como extensão do seu braço.

Nas Olimpíadas vê-se, periodicamente, organizado um dos mais poderosos concentrados da corrupção mundial e de lavagem ao cérebro. A verdade é que nada se faz, no mundo, que não seja para justificar e manter e prolongar o Poder que promove os feitos.

A grande empresa ou o poder concentrado e os escravos. Seja ela industrial, cultural ou desportiva, em nome de Deus, da Pátria ou em nome da Arte.

Por má consciência ou por estratégia, o Poder não pode explorar sempre os explorados. Nem furar-lhes os olhos. Nem partir-lhes os braços (o que se traduziria numa baixa de produtividade e rendimento!) Faz pausas, a que chama justiça e direito.

Porque explorar também cansa, o Poder precisa de algumas tréguas para descansar.