1-2 <92-02-03-ah> ac dos projectos terça-feira, 11 de Fevereiro de 2003- novo word - <plano>

«LARGO» :

UM PLANO FLEXÍVEL

Lisboa, 3 de Fevereiro de 1992

Miguel: sem directrizes muito rígidas, vamos lembrando alguns dados que, a pouco e pouco, integrem um plano (sempre maleável) do suplemento «Largo».

LIVROS

Torna-se claro que sendo os livros uma área cujo conteúdo é susceptível de abranger todos os temas, os livros podem servir de pivô ao suplemento, sem risco de monotonia temática e com vários tipos ou estilos de aproveitamento.

Torna-se também claro que temos já visíveis vários níveis de tratamento do material «Livros», como por exemplo:

-- O nível das estrelinhas, que equivale e um «vient de paraitre», e que pouco mais leva do que título, autor e editor, às vezes o preço [ aquilo a que chamámos «livros para ler»];

-- o nível de entrevista com o autor de livro recém saído;

-- nível recenseamento, em que a ficha do livro é acompanhada de breve notícia, até aos 1000 caracteres [aquilo a que chamámos «actualidade editorial»]

-- nível já opinativo, com um juízo crítico (em princípio assinado) e que pode constituir uma secção regular, com o clássico título «crítica de livros»;

-- nível de artigos soltos, tratando um autor, um conjunto temático de livros (de que é exemplo o artigo que te deixei sobre desenhadores soft) ou qualquer assunto literário-artístico que remotamente tenha a ver com livros;

OUTRAS SECÇÕES PREVISÍVEIS (dentro ou fora do âmbito «Livros»):

-- Coleccionismo:

- Cartofilia

- Clube do Livro especial - Bolsa de raridades

- Outros temas de coleccionismo

DICIONÁRIO DE VALORES ALENTEJANOS [ Poetas e Prosadores do século XX, pode ser a fase de arranque ]

-- No que respeita a fichas sobre autores, lembrei-me do Luís Amaro, cocabichinhos como sabes, que tem um ficheiro organizadíssimo e que trabalha -- creio -- na Gulbenkian; ainda por cima é de Aljustrel e figura entre as figuras que devem ser biografadas. E se lhe escrevesses para a Gulbenkian, com um convite amigável de colaboração?

DOAÇÃO DA MINHA BIBLIOTECA «FRENTE ECOLÓGICA»

-- Fiquei ruminando no que me disseste: porque não dou eu a Biblioteca à minha terra natal, em vez de a deixar na minha terra adoptiva? Acho que pus de lado essa ideia, porque nos últimos anos tenho sentido uma certa repelência por parte dos amigos da minha terra, província; no fundo, tu foste o único elo que me deixou ligado a essa origem e que não quebrou;

-- Como quem não quer a coisa, fala disso ao Raposo: haverá espaço para receber a minha biblioteca e centro documental sobre Ecologia Humana? Haverá interesse imediato, uma vez que a biblioteca foi organizada e toda orientada para servir as escolas (alunos e professores)? Haverá uma sala onde se possa alojar (incluindo duas estantes para arquivo de pastas suspensas e duas estantes de madeira para livros?

-- Em princípio, a doação consistiria em, para já, 75% do espólio; e 25% no acto da minha morte...;

-- Poderia já assinar-se um protocolo? Eventualmente, poderia ser eu, um dia, na minha reforma, aceite como bibliotecário do dito centro documental herdado da «Frente Ecológica»?

-- Não é preciso atafulhar o Raposo com estes temas todos de uma vez, mas sondá-lo só para saber que tipo de receptividade haverá para um tal projecto de doação.♥♥