<pentagon><ecos><chave> Revisão: quinta-feira, 16 de Março de 2006

MEIN KAMPF 18/3/1994

QUANDO OS INTERESSES INDUSTRIAIS

PROMOVEM A GUERRA

18/3/1994 - É conhecido o sistema militar de alerta dos Estados Unidos e a tendência que esse sistema, computarizado, tem para avariar...nos momentos de crise internacional.

Mais uma vez se confirma essa tendência, pela notícia da France Press que a seguir se transcreve e que é interessante a vários níveis.

Ela assinala, antes de mais, um dos pontos cruciais onde informação e informática se cruzam e onde a identidade de interesses é total. Assinala de que maneira a informação prepara o terreno à invasão e à política da informática, reabrindo de novo, e sempre que necessário, os mercados a novas vagas de computadores. Assinala como o sistema usa uma publicidade especial (notícias de agência, por exemplo) para fazer vender esta mercadoria também especial e excepcional que se chama «computador».

A firma precisa de vender mais uns milhares de computadores e, pressionando os meios do Pentágono, começam a exalar-se notícias que, aparentemente, vão contra a sagrada imagem de prestígio e dignidade dos mais altos poderes dos Estados Unidos.

Mas o próprio Pentágono tem vantagem em ver substituído o velho «Wimex» por um «Wimex» nova vaga, por uma questão de prestígio e imagem. É outro aspecto em que a informática joga com a opinião pública.

De que maneira essa publicidade disfarçada serve ainda a guerra de nervos declarada à população humana?

Estando o computador em questão no centro nervoso dos litígios bélicos entre EUA e URSS, é evidente de que maneira uma avaria em tal sistema pode colocar a humanidade num verdadeiro «estado de sítio nervoso», de que maneira uma simples notícia sobre o computador do Pentágono prestes a provocar uma guerra nuclear mundial, constitui afinal mais uma poderosa arma na área da guerra fria.

A notícia é ainda significativa porque levanta a questão de uma leitura que a opinião pública faz dos factos que lhe contam, e uma outra leitura completamente diferente dessa que é possível fazer-se, desde que outras hipóteses de estudo e trabalho sejam postas na mesa.

E agora a notícia vinda de Washington: « O gigantesco sistema informático destinado a prevenir o presidente americano em caso de ataque inimigo ou de crise internacional está sujeito a avarias nos momentos mais críticos. Este sistema, baptizado «Wimex», consiste em uma série de computadores instalados no mundo inteiro, nomeadamente nas bases militares americanas, e ligados por uma rede complexa. Ele permite ao presidente e aos chefes militares ser alertados em caso de ataque inimigo. «Wimex» fornece informações actualizadas sobre as forças americanas e sobre as possibilidades de resposta a diversas situações.

«O sistema, eficaz em tempo normal, já várias vezes tem funcionado mal, no entanto, quando os chefes militares têm tido necessidade de respostas rápidas a uma série de perguntas, segundo informações recolhidas no Pentágono e no departamento da Contabilidade Geral (General Accounting Office).

Segundo tais informações, houve, pelo menos, duas ocasiões graves em que se avariou: em 1975, nomeadamente, durante a operação realizada conjuntamente pela Marinha, a Aviação e os «marines» para libertar a tripulação do navio americano «Mayaguez» que fora capturado ao largo do Camboja.

O «Wimex», concebido por Honeywell nos anos 60, era um «bom sistema para essa época», acrescentou um especialista do Pentágono, mas «não pode responder às necessiaddes dos anos 80.» De fonte oficial, sabe-se que poderá ser substituído dentro de 4 ou 7 anos.