<81-03-10-em> = ecos do mundo – desafios à investigação – os dossiês do silêncio – inédito ac de 1981

OS CÍNICOS DO IIASA

 

10/3/1981 - Que visam, afinal, os estudos futurológicos como o que o International Institute for Applied System Analysis (IIASA) acaba de lançar ( 9.3.1981) sobre energia em Washington?

Se a asneira tal como a futurologia é livre, o que leva estes bandos de cientistas a lançar números e estimativas que eles sabem perfeitamente arbitrários, quer quando pintam o futuro de cores negras quer quando se pretendem optimistas como neste caso do relatório do IIASA, logo editado pela casa Ballinger, de Cambridge (Massachusetts)?

Dizer que se prevê isto... ou aquilo para o Ano 2 000 não será uma operação ideológica, tentando, com um certo aparato científico, pressionar os governos a seguir determinadas políticas energéticas em vez de outras?

Porque se finge uma cínica neutralidade, ao apontar a gravíssima poluição que irá produzir a liquefacção do carvão , como se para os cientistas a poluição não fosse indiferente e como se o famigerado óxido de carbono com que nos ameaçam fosse pior do que as centrais nucleares que relatórios como esse pretendem inócuas?

Quem pretendem os cientistas de 20 países, recados no IIASA, enganar ao lançar cenários futurológicos claramente inspirados por uma política super-imperialista de condomínio mundial?

Nascida no cérebro de dois cientistas, George Bundy conselheiro do presidente Lyndon Johnson e Jexmen Gvichiani, da Academia da URSS, não terá a IIASA todos os

sinais de quem a gerou?

O referido relatório " A Energia num Mundo Limitado" não será afinal um dos textos e documentos mais significativos para analisar esse tipo de ideologia em que o imperialismo industrial se empenha, a Leste e a Oeste, a pretexto de resolver a crise, quando o que pretende é o domínio mundial dos povos sob a batuta das potências nucleares?