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21-5-1997

MANIFESTO CONTRA A CIÊNCIA LINEAR

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4608 BYTES <ndco-2> neurose da ciência linear

ALEXANDRIA 2000

APROXIMAÇÕES PROFANAS

Reconstituir a Biblioteca de Alexandria é impossível.

Ficam-nos, apenas, para ter acesso às 12 ciências sagradas:

É nas aproximações profanas, no entanto, que a selecção tem que ser viva e de pé leve, sem se deixar enredar nas ciladas:

Um dos caminhos bibliográficos mais produtivos (para não perder o rumo) é a bibliografia, já hoje relativamente abundante (mas ainda não esmagadora) que dá conta daquilo que a ciência profana conseguiu relatar sobre :

- ...

Quando se pensava que a Terra não era um ser vivo, houve grande animação nas hostes porque um senhor chamado James Lovelock, veio mostrar que a Terra (Gaya) era um ser vivo.

Quando o senhor Hubert Reeves veio dizer que o Cosmos também tinha nascido, crescido e que se encontra aí para o que der e vier, foi outra onda de emoção nas hostes.

E quando Teilhard de Chardin também começou a falar dessas coisas metafísicas como se falasse de seres vivos, todo o mundo achou que o jesuíta era um tipo inteligente.

Essa faxa bibliográfica tem assim matéria interessante para o estudioso de ciências sagradas, distribuídas por áreas já nomeadas (ou não) pela Ciência Profana.

Outra fonte que nos fica de acesso à informação primordial está nas diversas linguagens que não sejam a linguagem escrita ou oral.

Enumeram-se as linguagens de mais garantido valor vibratório:

Afinal não estamos assim tão desprovidos de fontes.

A questão é mesmo como nos desembaraçarmos da pseudo-informação que nos chega sob as formas de:

- ...

Outras fissuras ou fendas por onde o estudante deverá tentar penetrar é a daquelas matérias onde a Ciência Linear acedeu a fazer a ponte.

Exemplos:

- ...

Se alguma coisa há a rejeitar na imensa literatura dita esotérica que nos invadiu, é o seu carácter de «literatura literária» e livresca ou, por vezes, de literatice .

Entre esta literatice dita esotérica e as aproximações da Ciência Linear que propomos, penso que estas serão vantajosas - nem que seja por serem abordáveis pela negativa, suscitando um reacção crítica.

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(*) Como o que resta das ciências sagradas chegou quase tudo degradado até nós, ver «mercado de esoterismos» e «ciências ocultas»

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2688 BYTES <ndco-4>

ESCOLA DE CIÊNCIAS COSMOBIOLÓGICAS

Lisboa, 5/5/1997 - A Ciência Linear (C.L.) levou séculos para descobrir a relação mais que óbvia do ser vivo com o seu ambiente. Para descobrir uma nova ciência linear, chamada ecologia

E se, em boa verdade, ainda não acabou de digerir essa grande descoberta, é de crer que levará outros tantos séculos a fazer a relação - ainda mais óbvia - entre o ser vivo e o ambiente cósmico (mais) alargado.

A ciência alargada que ingenuamente preconiza Étienne Guillé - como se a ciência linear alguma vez pudesse deixar de o ser - é de crer que ficará sempre estreitinha como tem sido sempre. Miudinha e mesquinha como de sua natureza natural sempre foi.

Os magazines que são arautos da grande C.L.. , aí estão , a chamar público para o seu circo, publicando «A Magia e a Ecologia», «A Revolução Científica da Ecologia», a «Ecologia Profunda», etc, etc.

Como a C.L. há-de levar séculos para instituir tudo isto que estruturalmente contraria a sua própria natureza divisionista - é melhor não esperar pela C.L. para que as futuras gerações venham a ter uma Escola de Ciências Cosmobiológicas.

É urgente fazê-la, porque a sobrevivência planetária e humana está mais do que nunca dependente desse magistério das Ciências Sagradas - ou Ciências Cosmobiológicas e Biocosmológicas.

Face às demoras da ciência oficial em avançar decididamente para uma Cosmobiologia à ocidental, é natural que o estudante recorra à mais antiga cosmobiologia que está sistematizada e que chegou até nós praticamente intacta: a de origem chinesa.

A urgência em estudar os princípios taoístas advém dessa incapacidade das ecologias em serem verdadeira e totalmente ecológicas, sem ignorar nenhum dos ambientes que determinam e geram aquilo a que chamam «Natureza».

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5736 bytes <ndco-7> - Especialistas na matéria

OS DO SAGRADO

Lisboa, 8/5/1997 - Órgãos mediáticos com o seu imediatismo e cientistas com o seu laxismo, disputam a primazia no que tecnicamente se poderá chamar «área do sagrado».

Especialistas a explorar o sagrado, os órgãos mediáticos, os cientistas, os publicitários e os agentes, em geral, do marketing, não perdem pitada do que actualmente se entende por «artes mágicas»..

Abre-se uma revista «Mulher Moderna», por exemplo, e lá temos 2 temas dos que estão em foco, que as sondagens de mercado dão como mais populares e que vendem papel:

eis 2 temas de capa no número 4181 (7/3/1997)

Na mesma revista semanal, não foi preciso esperar muito para aparecer uma nova capa atractiva :

- «Conheça os Números que regem a sua vida».

Talvez porque as revistas femininas consideram estes temas frívolos mais dignos das mulheres, são as revistas marcadamente feministas as que não perdem pitada.

A mensal «Cosmopolitan», dirigida pela Clara Pinto Correia,  lá anunciava , em capa,

-«Porque é que há cada vez mais pêndulos, tarots, videntes?...»

De tudo isso se fazia o ponto da situação, nas páginas 80-83, largamente ilustradas, com fotos dos operativos agentes de tais artes adivinhatórias.

A ambiguidade permanece: as tais artes são coisas de mulheres e de mulheres pouco instruídas. E a Clara sabe o que faz, dirigindo uma revista ao grande público feminino/feminista, público que procura nos temas do «paranormal» o escape para todo o tipo de frustração.

Há-de voltar mais vezes, quando não houver outros assuntos na agenda.

Os espanhóis, peritos em marketing, dão sempre o rumo destas coisas. Além das revistas especializadas em temas «mais além», que ali largamente se publicam, os magazines genéricos não desdenham gastar papel e florestas com dossiês muito apropriados do tipo «Guia de las terapias de vanguardia».

Pela primeira vez, as terapias alternativas têm direito a tão honroso galardão «de vanguarda» .

Pois: lá se misturam as sofisticadas aparelhagens do futuro (computadores, medicina pela Internet, electrónica aplicada às células...) com remédios de salvíficas ervinhas. É a técnica de manipulação de massas a que os surrealistas chamavam da «amálgama»: com uma boa medicina nutricionista mistura-se uma boa medicina de raios X.

Em suma , «verdades y mentiras (como nó?) de las medicinas paralelas» .

Sob suspeita encontram-se:

O dossiê chega ao fim, exausto, concluindo, claro, que o futuro da medicina de vanguarda está na grande tecnologia e não nas medicinas doces.

Exemplar comportamento o dos magazines de grande público, relativamente aos temas alternativos ao sistema estabelecido.  Dão uma no cravo e trinta na ferradura.

O caso de Emília Santos - Mal o caso da cura quântica da D. Emília Santos, de Leiria, foi revelado por todos os telejornais , o semanário «Tal & Qual» lançou-se sobre a preza e aí estava uma primeira página retumbante:

«Milagre de Fátima» (7/2/ 1997) com sequelas no número da semana seguinte.

Paralítica 22 anos, D. Emília Santos apareceu misteriosamente curada . Um caso autêntico como este tem assim o mesmo tratamento sensacionalista de outro caso qualquer de fraude ou charlatanice.

1152 BYTES <ndco-8>

6272 BYTES <ndco-11>neurose da ciência ordinária

TANTO DIVIDIU QUE ACABOU POR REINAR

Lisboa, 8/5/1997 - Quando se diz que a ciência ordinária não percebe nada de Cosmobiologia, não se está a dizer que a C.L. ignora a Cosmologia e a Biologia, separadamente, ou seja, o Macro e o Microcosmos do nosso colega Hermes Trismegisto.

Antes pelo contrário: a mais vasta e espantosa bibliografia tem sido produzida quer por astrónomos quer por biólogos , no sentido de analisar até à infinitesimal, quer o chamado Macro quer o chamado Microcosmos.

O que falta, portanto, foi, é e será apenas aquilo que sempre faltou e sempre faltará à ciência oficial: a capacidade de relacionar, de interligar, de intercomunicar, estabelecendo relações dinâmicas entre as partes que resultaram da hiperanálise.

O que falta como sempre tem faltado é a dinâmica do processo macro-microcosmos, aquilo a que agora se chama, por influência dos computadores, «interacções».

A C.L. levou séculos a perceber a mais óbvia das relações - Ser Vivo/ Ambiente - e a Ecologia, que nasceu de um parto difícil, é ainda hoje , para os cientistas, uma pedra indigerível, por mais que se proclamem propósitos ecologistas , ambientalistas e etc.

Estruturalmente, a C.L. é, será incapaz de perceber as ligações dinâmicas mais elementares entre as partes.

Munidos de máscara anti-poluição e com luvas anti-vírus, nós, seres humanos, havemos de estabelecer a Cosmobiologia triando, na vasta bibliografia - de Astronomia, Biologia, Arqueologia, Antropologia, etc - o que importa triar para estudar as ligações dinâmicas entre elas, as relações dinâmicas entre macro e microcosmos, tal como aconteceu com a ecologia .

Lisboa, 6/5/1997 - Com a história do tempo contada por Stephen W. Hawking(*), num livro que continua a ser «best-seller», poderia ter surgido uma nova palavra no âmbito da Noologia: a Cronogénese.

Tal como foi novidade que o universo e a Terra tivessem «vida» e portanto uma história, do nascimento à morte, eis que o Tempo, como ser vivo, também parece poder incluir-se nesse tropel de novidades que a C.L. vai tirando da cartola mágica.

O Tempo também nasce, cresce e morre, também está sujeito a ritmos e ciclos, também se regula por movimentos ondulatórios, também tem clímaxes e pontos mortos.

A cronobiologia seria a ciência directamente ligada à cronogénese.

A C.L. vai ganhando audiência e, embora disfarce, opera agora em áreas da plena metafísica, que até agora desdenhava pejorativamente como «místicas» e que, curiosa mas não paradoxalmente, continua a desdenhar.

Refugiando-se nos «modelos matemáticos», com mais um virtual nos compensa de nos ter retirado, até ao último cêntimo, o Real.

Neste caso, o Tempo, uma das duas condições sine qua non do Real, sendo a outra, como todos sabem, o Espaço.

Os números aritméticos que a ciência descobre são, de facto, assombrosos.

O Olho humano distingue 800.000 de cores diferentes e o Ouvido humano distingue mais de 300.000 sons.

Mas a proporção teosófica destes e de tantos outros números espantosos é que, na perspectiva da Cosmobiologia, seriam relevantes.

Aquilo a que se pode chamar «contabilidade cósmica» é, de facto, implacável.

Enquanto «lei de causa e efeito» ( para a Física profana) ou carma ( para a mística hinduísta ) ou Psicostasia (julgamento da Alma) dos hierofantes egípcios, a lei da «contabilidade cósmica» não deixa ninguém de fora e não deixa ninguém por julgar .

Se tens um prazer 10+, tarde ou cedo vais ter um sofrimento 10-.

Relativamente ao «bem estar» físico que as pessoas procuram , talvez porque se sintam em permanente mal-estar, essa lei do +10-10 aplica-se como uma luva :«Nada se faz que não se pague».

Quando falamos em Noologia, de hedonismo, é desse «preço a pagar» que estamos falando.

O que se aforra e cobra em poder (dinheiro ou outro poder qualquer tão corruptor como esse) irá pagar-se em bocados dos 9 bocados da Alma.

Fica lá, impressa, com a força dos arquétipos, a informação que julgávamos mentalmente poder escamotear ou neutralizar (o que moralistas e psicólogos chamam «incómodos de consciência» ou «remorsos»).

A C.L. há-de levar anos para levar a ecologia a estudar, por exemplo, os bioritmos e os ciclos, mas, de repente, a ciência médica fala de ritmos metabólicos .

Os ritmos já chegaram , na Cosmobiologia ocidental, ao metabolismo.

Se o 7º sentido, depois do 6º - o pêndulo de Radiestesia - é o sentido das prioridades e se o sentido das prioridades é um princípio de sabedoria , não distinguir o acessório do essencial revela, certamente , um 7º sentido ou sentido das prioridades bastante deficiente.  ₪♫