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CIÊNCIAS DA VIDA OU CIÊNCIAS SEM VIDA?

A PSICOSSOMÁTICA PARA EXEMPLO

 

6/11/1998 - O problema, neste momento, em ciências da vida, é para quem as ensina e para quem as aprende. É para professores e alunos.

Se os que aprendem - estudantes de todos os graus de ensino - se limitam a receber passivamente dos professores as matérias soltas que terão de memorizar, é da parte dos professores que se espera um esforço holístico de unificação dos saberes dispersos e cada vez mais atomizados.

Se há uma exigência de síntese holística, de globalização sistémica e de unificação numa área que atingiu o delírio da análise e da atomização, não pode ser só pedida ao estudante, transformado, de há muitos anos a esta parte, em depósito de conhecimentos particulares especializados que respeitam a várias especialistas e especialidades.

O mal estar no ensino universitário, com agitação constante dos alunos, embora se manifeste com pretextos fúteis ou secundários, é aqui - neste sindroma de armazenagem - que radica.

E ninguém dá um passo para desatar este nó górdio da ciência actual.

ROTEIRO DE LEITURAS E DE VIAGENS NA INTERNET

Com este roteiro de leituras, estudo e pesquisa, tentamos dar um primeiro passo. Nele se desafiam os alunos e professores (de todas as cadeiras relacionadas com as ciências da vida) a dar o passo seguinte.

A noção de homeostase ou regulação biológica presta-se, entre outras, a que o convite de convergência holística possa ser dirigido, no curso de Naturologia , praticamente a todas as cadeiras existentes ou possíveis.

Como núcleo temático, a homeostase ou regulação biológica, irradia praticamente em todas as direcções das ciências da vida e da imunidade:

Exige uma alta interdisciplinaridade, que está totalmente por realizar, neste e em todos os cursos que dão ciências da vida.

Exige uma sistemia que continua a ignorar-se por mais que se proclame.

Exige uma convergência holística, sem a qual é grotesco falar em vida e em ciências da vida.

A noção de complexidade, intrinsecamente ligada à da homeostase, seria outro núcleo temático de grande desafio às disciplinas da vida mais diversas.

Um encontro realizado em Lisboa, em Dezembro de 1983, tendo o filósofo Edgar Morin como protagonista, reuniu especialistas - imagine-se! - de Filosofia Alemã, Teoria da Literatura, Física Molecular, Psicologia Social, Física das Altas Energias, Teoria da História e - finalmente - de Epistemologia da Biologia.

No entanto, se podemos pensar de imediato numa ciência quando falamos de complexidade, essa ciência é com certeza a Biologia.

Se se realizasse, neste curso de Naturologia, um encontro sobre Homeostase, seriam necessários especialistas de:

Assinalam-se com um asterisco (*) aquelas cadeiras que são susceptíveis de se candidatar a líderes no processo de integração holística aqui proposto. Porque é necessário uma dessas ciências particulares que assuma a liderança de caminhar para o global.

ALGUMAS NOÇÕES-CHAVE EM BIOLOGIA

Com as noções-chave de homeostase, complexidade, stress, entropia/neguentropia, organização fundamental da matéria viva, etc, as fronteiras esbatem-se.

Ora estamos a falar de química e de bioquímica, ora estamos na psicologia e na psicosomática e na psicoendocrinologia, ora estamos na biocosmologia e na cosmobiologia (embora ninguém queira pensar nisso...), ora estamos na fisiologia e na anatomofisiologia, ora estamos no funcionamento interligado do sistema nervoso central e do sistema periférico, ora estamos na estreita ligação do sistema endócrino com o sistema nervoso, ora na ligação do sistema nervoso com o endócrino.

Mas constantemente se separa o que é inseparável.

Será uma limitação do método científico em uso ou uma incapacidade estrutural do espírito humano para abranger o global e a totalidade?

No entanto, nunca haverá uma Naturologia holística sem a unificação de todas aquelas áreas.

Poderá haver enciclopedismo e ecletismo que são, afinal, ainda sequelas (tardias e pouco recomendáveis) da atomização de conhecimentos sectoriais nas ciências da vida. Mas holística e sistemia, não.

SEGUINDO O FIO DA HISTÓRIA

Seguir a história das teorias biológicas ( e psicológicas) talvez seja uma forma expedita, com a ajuda da Internet, de globalizar e de obter uma abordagem sistémica em ciências da vida que tarda em chegar.

Deixamos, por agora, algumas dessas teorias, recolhidas da obra de Howard R. Lewis, «Fenómenos Psicosomáticos», como roteiro de pistas para estudo e pesquisa das ciências da vida.

Transcrevemos os seguintes passos:

Os métodos correntes de análise e estudo de partes e processo isolados, por mais minuciosos que sejam, não são capazes de fornecer explicação completa dos fenómenos vitais.

Tal modalidade de pesquisa não nos propicia qualquer informação quanto à coordenação dos componentes ou processos que participam no complicado sistema do conjunto vivo - diz o biólogo Ludwig Von Bertalanffy, da Universidade de Albert. (Howard, 46)

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PRINCÍPIOS DE AUTOTERAPIA

FACTORES OCULTOS EM SINTOMAS FÍSICOS

O sistema endócrino e suas disfunções deve ser incluído entre os «factores ocultos» de um sintoma físico qualquer.

E, como tal, a atenção do terapeuta deverá incidir discretamente sobre sinais de disfunção na tiróide, por exemplo, ou na supra-renal, ou na epífise.

O inconsciente e o que está recalcado no inconsciente pode ser outro dos factores ocultos a ter em atenção pelo terapeuta. Embora a psicosomática ainda seja olhada com certo desdém, quer por especialistas do psíquico, quer por especialistas do somático, os afloramentos físicos do incosciente recalcado são um facto.

mesmo que tenham outra explicação mas poderão ser atribuíveis em primeira, segunda ou terceira instância a recalcamentos da vida inconsciente e subconsciente.

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BREVÍSSIMA BIBLIOGRAFIA

Numa primeira abordagem das interligações entre várias ciências da vida, através de núcleos temáticos a que chamámos holísticos ou se síntese holística, poderíamos recolher uma breve bibliografia disponível no Grupo de Estudos Herméticos.

Estas primeiras pistas podem depois ser amplificadas por outras que permitam viajar em grandes enciclopédias do conhecimento ou mesmo na Internet.